Resumo orçamento técnicas e conceitos
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Resumo orçamento técnicas e conceitos


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fundos aos órgãos encarregados de executar os planos aprovados
Verificar o progresso alcançado na consecução dos objetivos da política e metas dos programas e trabalhos. 
Tais medidas contribuem para modificar os planos e programas de modo que a administração possa adaptá-los às exigências conjunturais fazendo face, também, a acontecimentos imprevistos. Além disso, servem para comparar as realizações de operações semelhantes e avaliar a eficiência relativa de unidades administrativas, de práticas e métodos.	
NÍVEIS DE MENSURAÇÃO
1- Níveis superiores de governo: as decisões sobre os empreendimentos e prioridades resultam de concepções globais de desenvolvimento econômico e social, e são marcadas fortemente pela filosofia política predominante.
As medidas (indicadores) globais representativas não são em grande número, prevalecendo aquelas ligadas aos RESULTADOS ECONÔMICOS \u2013 renda per capita, por exemplo.
A importância da mensuração está na razão direta da sua REPRESENTATIVIDADE. Assim, é melhor não utilizar nenhum indicador físico de resultados do que valorizar um que não expresse as realizações de forma consequente
2- Nível da direção de unidades administrativas ou entidades descentralizadas (intermediário): a mensuração é feita com base nos RESULTADOS DOS PROGRAMAS. 
Na etapa de elaboração orçamentária, aos Programas são imputadas metas ou produtos representativos das atribuições substantivas da unidade ou instituição. 
Durante a execução e especialmente na avaliação final do orçamento, a mensuração indicará se os produtos foram ou não alcançados.
 Essa será uma medida da própria EFICÁCIA da instituição.
3- Níveis executivos: a mensuração visa acompanhar o trabalho desenvolvido no âmbito de ATIVIDADES E PROJETOS. Os resultados desses são, quase sempre, produtos intermediários que concorrem para as metas dos Programas, daí a importância da sua medição. 
Nesse nível é possível a realização do acompanhamento dos custos de cada etapa do trabalho, o que dá indicações sobre a EFICIÊNCIA com que os setores executivos se desempenham.
UNIDADES DE MENSURAÇÃO
O sistema de mensuração do Orçamento-programa TEM POR BASE A RELAÇÃO INSUMO/PRODUTO.
Qualquer instituição ou unidade organizacional existe para viabilizar determinadas realizações (produtos) utilizando para isso de uma variada gama de recursos (insumos). 
Medindo os insumos e os produtos, o sistema de mensuração realiza comparações e cria medidas e padrões de grande utilidade para a tomada de decisões dentro do processo orçamentário.
As unidades de mensuração são de dois tipos principais: unidade de insumo e unidade de produto. Esta última, por sua vez, classifica-se em unidade de produto intermediário e unidade de produto final.
Exemplo: um programa de Ensino de 1º grau que tem como unidade de produto final \u201c alunos matriculados\u201d. Uma de suas metas é por exemplo propiciar o ensino a um numero X de alunos.
Para se atingir essa meta , diversas atividades e projetos serão desenvolvidos.
 Uma unidade de produto intermediário poderia ser por exemplo o numero de aulas/mês dada pela escola. 
Uma unidade de insumo poderia ser por exemplo gastos com professores , materiais administrativos , etc.
PROBLEMAS: As múltiplas e variadas atribuições das agências governamentais fazem com que a seleção de unidades de mensuração seja difícil muitas vezes e impossível em alguns casos. 
A dificuldade mais frequente está na escolha da unidade de produto final no âmbito dos programas.
A questão toda é que não basta identificar um produto final qualquer; é necessário que esse indicador de resultados seja realmente representativo do que a instituição pretende alcançar substantivamente com o Programa. O produto final do Programa é o seu resultado e não simplesmente o que o Programa produz em termos de ações-meio.
Por exemplo: Em um programa de defesa sanitária vegetal , o produto final não é o numero de casas inspecionadas pelos técnicos , e sim , por exemplo , a diminuição dos prejuízos decorrentes de pragas que atacam a produção agrícola. 
Em certos casos é impossível identificar a unidade de produto final do Programa, situação frequente no caso de programas caracterizadamente amplos e variados, como, por exemplo, Programas de Desenvolvimento Urbano, de Integração Nacional etc.
CUSTOS
O ciclo da reforma orçamentária representada pelo Orçamento-programa fecha-se através da incorporação, na elaboração e no controle orçamentário, de sistemas de custos.
O sistema de Orçamento-programa baseia sua operação no cálculo de custos. Para tanto, é uma técnica que está constantemente olhando através da ótica dos resultados. Segundo essa condição é necessário adaptar a contabilidade fiscal para que proporcione os antecedentes necessários com respeito aos custos, sejam esses unitários e/ou totais. Em outras palavras, a implantação da técnica orçamentária por programas obriga a mudar o enfoque da contabilidade fiscal de uma simples contabilidade fiscal orçamentária para uma contabilidade fiscal que incorpore a contabilidade de custos
Ao contrário da contabilidade fiscal (convencional) que geralmente é desenvolvida de forma centralizada, a contabilização de custos deve envolver os distintos níveis organizacionais, isto é, unidades executoras, órgão de contabilidade, órgão de planejamento e orçamento e unidades de decisão superior. Num nível avançado, o sistema de custos está intimamente vinculado às unidades de mensuração física (unidades de insumo e unidades de produto). Essas, juntamente com as metas, passam a ser representadas financeiramente pela indicação de seus custos unitários e totais.
Em seu manual, o ILPES aponta quatro sistemas de custos que atenderiam, genericamente, às diversas exigências do Orçamento-programa:
Unidade de programação (UP) corresponde ao da unidade de produto intermediário ou final, isto é, um indicador significativo capaz de medir a eficiência e a eficácia com que estão sendo alcançadas as metas programadas.
1- Unidades de programação com o cálculo de custos unitários: esse primeiro sistema, é possível identificar a UP do Projeto, Atividade ou Programa, bem como calcular o custo unitário (da UP) e o total (do Projeto, Atividade ou Programa). Aqui, os exemplos mais comuns são Projetos vinculados a obras:
Construção de Estradas \u2013 UP: km de estrada
Construção de Casas Populares \u2013 UP: casa construída
Ampliação do Sistema de Iluminação Pública \u2013 UP: luminária
Outros tipos de Projetos, bem como certas Atividades, podem enquadrar-se nesse caso. O fundamental é que sejam identificadas:
a) uma UP realmente representativa;
b) a meta do Projeto ou Atividade (\u201ctantas\u201d UP); e
c) as despesas totais imputadas ao Projeto ou Atividade. Dividindo-se o total das despesas pela meta, obtém-se o custo da UP.
2- Unidades de programação sem o cálculo de custo unitário: Esse sistema é aplicado naqueles casos em que as UP identificadas não possuem a expressão devida a ponto de merecer o cálculo de custo unitário. 
Aqui, os exemplos mais frequentes dizem respeito às Atividades ligadas às rotinas administrativas. 
Datilografar uma carta, acompanhar a tramitação de um processo etc. são tipos de UP cujo custo unitário não teria significado no contexto global do orçamento, sendo contraproducente o seu cálculo. 
Obs.: A mensuração física deve continuar sendo feita, e o orçamento considerará apenas o custo total da Atividade, estimado a partir dos objetos de despesa
c) Sistema de custos para organizações não industriais: Esse terceiro sistema está voltado para as organizações descentralizadas do Estado que prestam serviços, desde as instituições financeiras até as entidades educacionais, previdenciárias, de fomento etc. 
O modelo visa atender aqueles casos em que a organização é obrigada a desenvolver contabilidade do tipo comercial, não se aplicando o sistema de contabilidade e orçamento público. 
A contabilização dos gastos seria feita, então, com base nos centros de custos, nos quais eventualmente poderiam