Resumo orçamento técnicas e conceitos
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Resumo orçamento técnicas e conceitos


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desse tipo de serviço é caracterizada tipicamente como o exercício da função alocativa.
Q346850 A função do orçamento que se relaciona ao exercício de ATIVIDADE EMPRESARIAL por parte do Estado
Q330736 A União exerce a função alocativa quando adota medidas e realiza investimentos para criar condições favoráveis que permitam ao setor privado oferecer produtos à sociedade.
Dois exemplos clássicos são: 
1- Investimentos na infraestrutura econômica: transportes, energia , comunicação , etc. São áreas que requerem altos investimentos e retornos desestimulantes, que não atraem o setor privado. 
2- Fornecimento de bens: sejam bens públicos ou bens semi-públicos/
Os BENS fornecidos pela função alocativa possuem as seguintes características:
Os benefícios NÃO ESTÃO LIMITADOS A UM consumidor específicos.
 NÃO HÁ RIVALIDADE no consumo desse bem (bens não rivais: Rodovias , Aeroportos , Iluminação)
 O consumidor NÃO É EXCLUÍDO no caso de não pagamento. (bens não excludentes: Ensino, educação , Saúde)
E esses bens podem ser classificados em:
Bens públicos: Rodovias, Aeroportos, Etc.
Bens semi-públicos (meritórios): Saúde , Educação , Segurança.
De desenvolvimento: Construção de usinas por exemplo.
SOBRE OS MERITÓRIOS: Bom exemplo de bens mistos são os bens meritórios, cuja natureza como bem privado tem menor importância do que sua utilidade social. Justificam-se, assim, as despesas públicas com subsídios ao trigo e ao leite, com programas de merenda escolar, com cupons de alimentação para desempregados etc.
CUIDADO: Há situações em que o Estado utiliza recursos orçamentários na provisão de bens com todas as características de bens privados. É o caso dos bens mistos, em que a educação é um bom exemplo: ela é um bem privado que pode ser comercializado no mercado, podendo seus benefícios ser individualizados. Mas ela é também um bem público, já que o nível cultural da comunidade cresce quando seus membros se educam.
GIACOMONI ALERTA que existe diferença entre produção e provisão. O correto para se classificar os bens que são decorrentes da função alocativa são os bens PROVISIONADOS com recursos do orçamento \u2013 Não necessariamente produzidos pelo poder público diretamente, mas e financiado por ele.
Os bens públicos são, em sua maior parte, produzidos pelas repartições públicas (justiça, segurança etc.), mas também são produzidos por empresas privadas que, mediante contrato ou acordo, os vendem para o Estado (p. ex.: armamentos, obras públicas etc.). 
A análise sobre quem produz os bens não possibilita nenhuma conclusão relevante: tanto as empresas privadas como as públicas produzem bens privados e públicos indistintamente. O estudo da alocação de recursos pelo Estado deve utilizar então o conceito de \u201cPROVISÃO\u201d de bens e serviços, isto é, não são necessariamente produzidos pelo governo, mas financiados (pagos) pelo orçamento público.
Q304147 A atuação em situações conhecidas como falhas de mercados é uma forma clássica de intervenção da administração na economia, sendo a provisão de bens públicos puros, cujo consumo é não excludente e não rival, um exemplo desse tipo de ação. Nesses termos, a oferta de serviços públicos de saúde poderia ser definida como típico caso de provisão de bens públicos.
FALSO. Está tudo certo , mas o final ele erra ao dizer que saúde seria um bem público. Saúde é um bem SEMI PÚBLICO (ou meritórios). Saúde é fornecida pela iniciativa privada de maneira rivalizada e excludente , mas devido a sua relevância social também é provisionado pelo estado , como forma de bem semipúblico. 
Q369358 Se o Estado brasileiro é obrigado a oferecer serviços gratuitos de educação em decorrência dos elevados preços que podem ser praticados pela iniciativa privada, os quais excluem grande parte da população de baixa renda do sistema educacional, então esses serviços são denominados bens públicos.
FALSO. Seria um bem SEMI PÚBLICO (ou meritório) \u2013 Educação. A própria questão já deu a dica \u2013 o serviço está sendo prestado no mercado de modo excludente , mas o Estado mesmo assim provisiona esse bem devido a sua relevância social. 
Q547533 O bem público resultante da função alocativa do orçamento caracteriza-se pela rivalidade em seu consumo e pela não exclusão do consumidor no caso de não pagamento.
FALSO. Ele é Não rival e Não excludente , como qualquer bem público típico.
Distributiva 
As doutrinas de bem-estar integradas na análise econômica convencional derivam da formulação consagrada pelo nome de \u201cIDEAL DE PARETO\u201d.
Segundo ela, há eficiência na economia quando a posição de alguém sofre uma melhoria sem que nenhum outro tenha sua situação deteriorada
A função pública de promover ajustamentos na distribuição de renda justifica-se, pois, como correção às falhas do mercado. Para tanto, deve-se fugir da idealização de Pareto: a melhoria da posição de certas pessoas é feita às expensas de outras. O problema é fundamentalmente de política e de filosofia social, cabendo à sociedade definir o que considera como níveis justos na distribuição da renda e da riqueza.
Considerando que o problema distributivo tem por base tirar de uns para melhorar a situação de outros, o mecanismo fiscal mais eficaz é o que combina:
TRIBUTOS PROGRESSIVOS sobre as classes de renda mais elevada 
Com TRANSFERÊNCIAS para aquelas classes de renda mais baixa.
Exemplo clássico seria a utilização do imposto de renda progressivo para cobrir subsídios aos programas de alimentação, transporte e moradia populares.
Q449636 O governo pode realizar ajustamento na redistribuição da renda e da riqueza do país utilizando instrumentos como transferências, impostos e subsídios. Por exemplo, o Estado pode tributar indivíduos de alta renda e utilizar os recursos captados para o financiamento de programas para a parcela de baixa renda da população
GIACOMONI diz que o IMPOSTO DE RENDA é o mais adequado para a função distributiva: 
Afora o imposto de renda, geralmente apontado como o tributo mais adequado às políticas distributivas, outro exemplo de medida seria a concessão de subsídios aos bens de consumo popular financiados por impostos incidentes sobre os bens consumidos pelas classes de mais alta renda.
2- Função distributiva: Estado tira dinheiro do orçamento para reduzir desigualdades. Pode conceder subsídios para bens de consumo popular para abaixar os preços. 
Estado age por meio de políticas compensatórias.
Q595766 A função do orçamento público que visa melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras e, com isso, corrigir falhas do mercado
GIACOMONI exemplifica: Educação gratuita, capacitação profissional, programas de desenvolvimento comunitários. 
CUIDADO: Se falar SECO em provisionar esses bens meritórios seria função alocativa. Mas geralmente a questão dá uma dica, falando que é alguma política pública , algum meio de reduzir desigualdades , algum meio de inclusão social , etc.. 
Q792371 Ao oferecer ensino público e gratuito a amplos setores da população \u2014 ação estatal que promove um ajuste na oferta de bens e serviços à sociedade, permitindo, entre outros benefícios, o acesso à educação para os setores mais carentes da sociedade \u2014, o Estado brasileiro estaria exercendo a sua função distributiva. 
Deu CORRETO. Tem de interpretar o contexto que ele deu. Falou que está ofertando para uma camada EM ESPECÍFICO (note que não é somente provisionar o bem meritório da educação, que seria uma atividade alocativa , e sim possibilitar O ACESSO À EDUCAÇÃO). Possibilitar acesso a alguma coisa é uma função distributiva, já que visa reduzir desigualdades. 
Estabilizadora
Além dos ajustamentos na alocação de recursos e na distribuição de renda, a política fiscal tem quatro objetivos macroeconômicos: 
1- manutenção de elevado nível de emprego
2- estabilidade nos níveis de preços
3- equilíbrio no balanço de pagamentos 
4- razoável taxa de crescimento econômico. 
Esses quatro objetivos, especialmente os dois primeiros, configuram o campo de ação