MEDRESUMOS PATOLOGIA Neoplasias
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MEDRESUMOS PATOLOGIA Neoplasias


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Arlindo Ugulino Netto \u2013 PATOLOGIA \u2013 MEDICINA P4 \u2013 2009.1 
 
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FAMENE 
NETTO, Arlindo Ugulino. 
PATOLOGIA 
 
NEOPLASIA 
(Professor Ivan Rodrigues) 
 
 O termo neoplasia (neo = novo + plasia = tecido) significa, literalmente, o processo de um \u201cnovo crescimento\u201d e 
um novo crescimento é chamado de neoplasma. Oncologia (do grego, oncos = tumor) é o estudo dos tumores ou dos 
neoplasmas. O termo tumor foi originalmente aplicado ao edema, mas há muito tempo o emprego não-neoplásico do 
tumor saiu de uso. Portanto, tumor agora equivale a neoplasma. 
 Biologicamente, neoplasia é o termo utilizado para proliferações locais de clones celulares atípicos que, devido 
a alguma alteração nos genes que regulam o processo de divisão e proliferação celular normais, acontece uma 
replicação celular excessiva, desregulada e progressiva, tendendo para a perda da diferenciação celular. Normalmente, 
as células se proliferam de forma coordenada por mecanismos genéticos bastantes rigorosos. Contudo, alterações 
nesses mecanismos geram um descontrole do desenvolvimento celular, fazendo com que as células acometidas se 
proliferem e passem dos limites teciduais, tendendo a perder a diferenciação celular, ou seja, perder as características 
histológicas e funcionais do tecido que lhe deu origem. 
Todos os tumores benignos e malignos apresentam dois componentes básicos: (1) células neoplásicas em 
proliferação que constituem seu parênquima e (2) o estroma de sustentação formado por tecido conjuntivo e vasos 
sanguíneos. 
 
NOMENCLATURA 
 A nomenclatura dos tumores é baseada no componente parenquimatoso dos mesmos (ver tabela no final): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Arlindo Ugulino Netto \u2013 PATOLOGIA \u2013 MEDICINA P4 \u2013 2009.1 
 
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\u2022 Tumores benignos: em geral, os tumores benignos são designados com a inclusão do sufixo OMA na célula 
de origem. Os tumores de células mesenquimais geralmente seguem esta regra. Por exemplo, um tumor 
benigno que surge de células fibroblásticas é chamado de fibroma, tumor que se origina no tecido adiposo 
lipoma, um tumor cartilaginoso é um condroma, e um tumor dos osteoblastos é um osteoma. Em contraste, a 
nomenclatura dos tumores epiteliais benignos é mais complexa. Eles são classificados de modo diverso, 
alguns com base nas suas células de origem, outros na arquitetura microscópica, outros ainda no seu padrão 
macroscópico: adenoma (neoplasia epitelial benigna que forma padrões glandulares), papilomas (neoplasmas 
epiteliais benignos que produzem projeções digitiformes), cistoadenomas (lesões que formam grandes massas 
císticas no ovário), cistoadenomas papilares (tumores que produzem padrões papilares com protusão para os 
espaços císticos), pólipo (neoplasma benigno que produz uma projeção visível acima da camada mucosa), etc. 
\u2022 Tumores malignos: a nomenclatura dos tumores malignos segue essencialmente o mesmo esquema usado 
para os neoplasmas benignos, com a adição de algumas expressões. Os tumores malignos que surgem no 
tecido mesenquimal são geralmente chamados de sarcomas (do grego, sar = carne) porque apresentam pouco 
estroma conjuntivo e são carnosos (Ex: fibrossarcoma; lipossarcoma, leiomiossacroma para o câncer do 
músculo liso; rabdomiossarcoma para um câncer que se diferencia como um músculo estriado; 
hemangiossarcoma para câncer do tecido sanguíneo). Os neoplasmas malignos originados a partir das células 
epiteliais, derivadas de qualquer uma das três camadas germinativas, são chamados de carcinomas (Ex: 
adenocarcinoma para padrões glandulares; carcinoma de células escamosas para qualquer tumor que produza 
células escamosas identificáveis). Outros tipos de tumores malignos que apresentam uma nomenclatura 
bastante semelhante à dos tumores benignos são: melanoma (tumor maligno de melanócitos), mesotelioma 
(tumor maligno que se origina em qualquer mesotélio), linfoma (tumor maligno de células do tecido linfóide), 
seminoma (tumor maligno nos túbulos seminíferos). 
 
OBS1: Para caracterizar bem os tumores benignos e malingos, é necessário tomar conta de alguns termos como 
diferenciação e anaplasia. A diferenciação se refere à extensão com que as células neoplásicas lembram células 
normais comparáveis tanto morfologicamente como funcionalmente; a falta de diferenciação é chamada anaplasia (ou 
desdiferenciação). Anaplasia acontece quando a célula tumoral perde suas características histomorfológicas, 
estruturais e funcionais. Tumores bem diferenciados são formados por células que lembram as células normais 
maduras do tecido de origem, enquanto células anaplásicas, ou seja, não diferenciadas, apresentam células não 
especializadas e, portanto, pouco semelhantes ao tecido de origem. 
 
CARACTERÍSTICAS DIFERENCIAIS ENTRE NEOPLASMAS BENIGNOS E MALIGNOS 
 Em muitos aspectos, os neoplasmas malignos e benignos se diferenciam entre si. As principais diferenças 
entre tumores malignos e benignos correspondem aos mecanismos de diferenciação a anaplasia, taxa de crescimento, 
invasão local e metástases. Os principais pontos diferenciais serão aqui abordados: 
\u2022 Biologia do crescimento tumoral: o tumor benigno tende a crescer de forma mais regular e bem delimitada; 
já o tumor maligno não apresenta uma ordem de crescimento regular, apresentando formas variadas, com 
bordas irregulares e digitalizadas, com aparência mais grosseira. 
\u2022 Ritmo de crescimento: nos tumores benignos, o crescimento tende a ser lento e expansivo, de forma a 
comprimir os tecidos circunvizinhos; enquanto que nos tumores malignos, tende a ser rápido e progressivo, de 
forma a invadir os tecidos circunvizinhos. 
\u2022 Presença da pseudocápsula: revestimento formado nos tumores benignos pelo tecido circunvizinho 
comprimido; este processo não ocorre com os tumores malignos devido a seu caráter invasivo. É por este 
motivo que o cirurgião ao realizar a retirada cirúrgica de um tumor maligno, para se ter uma margem de 
segurança, retira todo o tecido circunvizinho pois uma simples lingueta de célula neoplásica que permaneça no 
tecido após a cirurgia (lingueta esta não perceptível a olho nu), pode desenvolver novamente a neoplasia. 
\u2022 Mitoses: são poucos frequentes em tumores benignos; são bastante frequentes e atípicas em tumores 
malignos, refletindo a maior atividade proliferativa das células parenquimatosas. Contudo, a presença de 
mitoses não indica necessariamente que um tumor é maligno ou que o tecido é neoplásico. Mais importante 
característica morfológica de neoplasia maligna são as mitoses atípicas, bizarras, produzindo às vezes fusos 
tripolares, quadripolares ou multipolares. 
\u2022 Cromatina: tende a ser homogênea nos tumores benignos; apresenta aspecto grosseiro nos tumores 
malignos, fazendo com que os núcleos de células acometidas mostrem-se hipercromáticos. 
\u2022 Formas das células: tende a ser preservada nos tumores benignos, mantendo a forma das células do tecido 
de origem; nos tumores malignos, entretanto, apresentam uma grande variação de tamanho e de forma 
(pleomofismo celular). 
\u2022 Volume das células: as células dos tumores benignos tendem a manter o volume a forma semelhante às 
céulas do tecido de origem, aumentando apenas em número; os tumores malignos tendem a apresentar 
células tumorais gigantes, algumas possuindo apenas um ou mais núcleos polimórficos enormes, tendendo a 
perder a diferenciação normal das células. As células dos tumores malignos não podem ser confundidas com 
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células inflamatórias de Langhans ou células gigantes de corpo estranho, que são derivadas de macrófagos e 
contêm diversos núcleos pequenos, de aspecto normal. 
\u2022 Relação núcleo/citoplasma: tende a ser normal nas células tumorais benignas; tendem a ser extremamente 
diferentes nas células tumorais