Gerenciamento de Projetos Estabelecendo Diferenciais Competitivos Ricardo Vargas (2009, Brasport)

Gerenciamento de Projetos Estabelecendo Diferenciais Competitivos Ricardo Vargas (2009, Brasport)


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ao projeto inicia-se em praticamente zero e vai crescendo até atingir um máximo e, logo após esse ponto, reduz-se bruscamente até atingir o valor zero, representante do término do projeto. Entende-se por esforço a quantidade de pessoas envolvidas no projeto, o dispêndio de trabalho e dinheiro com o projeto, as preocupações, as complicações, as horas-extras etc. A localização do valor máximo do gráfico pode variar de projeto para projeto. No entanto, esse máximo de esforço sempre vai existir em algum momento do projeto. A suavidade desse ponto de esforço máximo está diretamente relacionada à qualidade com que o planejamento foi realizado. Quanto melhor é o plano, mais suave é a transposição do ponto de esforço máxmo.
Figura 1.3 \u2013 Variação do esforço com o tempo para o projeto.
 
 Gerenciamento de Projetos - Estabelecendo Diferenciais Competitivos (Portuguese Edition)
 
 
 
CARACTERÍSTICAS DO CICLO DE VIDA 
A maioria dos ciclos de vida dos projetos compartilha algumas características comuns, representadas a seguir.
 
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1.4 Potencial de Adicionar Valor ao Projeto
O potencial de adicionar valor a um projeto é, obviamente, alto no início do projeto, quando a maioria das definições ainda está no papel, caindo até o término do projeto, quando o potencial de adicionar valor ao projeto tende a ser mínimo.
Figura 2.1 \u2013 Potencial de adicionar valor ao projeto em função do desenrolar do projeto. 
 
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 1.5 Custo das Mudanças ou Correções
O custo de promover mudanças no projeto é pequeno nas fases iniciais, crescendo exponencialmente com o progresso do projeto até chegar ao seu custo total, podendo até mesmo superá-lo.
Figura 2.2 \u2013 Custo das mudanças / correções em função do desenrolar do projeto. 
 
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 1.6 Oportunidade Construtiva x Intervenção Destrutiva
Conforme proposto por Wideman, ao se sobrepor o gráfico de potencial de adicionar valor ao gráfico de custos de mudança, pode se detectar que, nos momentos em que a curva do potencial de adicionar valor supera os custos de correção, tem-se o momento de oportunidade construtiva, quando as mudanças são vantajosas para o projeto. Quando a curva de potencial de adicionar valor é inferior à de custos de correção, tem-se um cenário de intervenção destrutiva, uma vez que os recursos gastos para mudar superam o potencial de adicionar valor ao projeto.
 
A conclusão obtida com a análise do gráfico é de que os momentos iniciais do projeto são os mais favoráveis à criatividade e à mudança, uma vez que o cenário é de oportunidade construtiva. De modo oposto, os momentos finais do projeto são fortemente desfavoráveis a novas ideias e criatividade relacionadas aos processos de mudança, salvo nas mudanças corretivas diretamente relacionadas ao término dos trabalhos.
Figura 2.3 \u2013 Oportunidade Construtiva x Intervenção Destrutiva
 
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 1.7 Capacidade de Adequação
A capacidade de adequação do projeto a novas necessidades, ou seja, a capacidade de se alterarem as características finais do projeto é grande no início, caindo gradativamente com o passar do tempo. Quanto mais o projeto se desenvolve, menor é a capacidade de adequação.
Figura 2.4 \u2013 Capacidade de adequação do projeto a novas tecnologias em função do seu desenrolar
 
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1.8 Incerteza do Risco x Quantidade Arriscada
Ao se comparar a incerteza do risco com a quantidade arriscada, tem-se que, no início do projeto, o nível de incerteza é elevado, porém a quantidade arriscada é pequena, uma vez que se está em uma fase inicial do projeto. Com seu desenrolar, a incerteza a respeito do risco diminui enquanto a quantidade arriscada aumenta, já que o projeto se encontra em fase avançada de execução. O período mais crítico é o período de transição, quando se tem o mais alto impacto do risco (maior produto probabilidade x quantidade arriscada)4, considerando que o impacto do risco pode ser dado como o produto da incerteza do risco pela quantidade arriscada. Essa região coincide exatamente com o ponto máximo de esforço na relação esforço x tempo, descrita anteriormente, indicando que o pico de esforço está, exatamente, na região de maior impacto dos riscos.
Figura 2.5 \u2013 Análise comparativa da incerteza dos riscos com a quantidade arriscada
 
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AS FASES DO CICLO DE VIDA DO PROJETO 
As fases do ciclo de vida do projeto dependem, intimamente, da natureza do projeto. Um projeto é desenvolvido a partir de uma ideia, progredindo para um plano, que, por sua vez é executado e concluído. Cada fase do projeto é caracterizada pela entrega, ou finalização, de um determinado trabalho. Toda entrega deve ser tangível e de fácil identificação, como, por exemplo, um relatório confeccionado, um cronograma estabelecido ou um conjunto de atividades realizado.
 
Genericamente, o ciclo de vida de um projeto pode ser dividido em fases características, conforme ilustrado a seguir.
Figura 3.1 \u2013 O ciclo de vida do projeto subdividido em fases ou Grupos de Processo (PMBOK® Guide) característicos
Cada fase ou grupo do projeto normalmente define
\u2022 qual é o trabalho técnico que deve ser realizado;
\u2022 quem deve estar envolvido.
O número de fases em um projeto é uma função de sua natureza, podendo variar entre quatro e nove fases características. Diversas entidades, como o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DOD), a Agência Aeroespacial Americana (NASA), o Project Management Institute (PMI) e vários autores desenvolveram sua própria estratificação do projeto em fases, porém todas elas abrangem, aproximadamente, a mesma gama de atividades. Para efeito didático, serão consideradas apenas cinco fases características. Essas cinco fases também são denominadas grupos de processos pelo PMBOK® Guide.
 
Fase de Iniciação - É a fase inicial do projeto, quando uma determinada necessidade é identificada e transformada em um problema estruturado a ser resolvido por ele. Nessa fase, a missão e o objetivo do projeto são definidos, os documentos iniciais são confeccionados e as melhores estratégias são identificadas e selecionadas.
Fase de Planejamento - É a fase responsável por detalhar tudo aquilo que será realizado pelo projeto, incluindo cronogramas, interdependências entre atividades, alocação dos recursos envolvidos, análise de custos, etc., para que, no final dessa fase, ele esteja suficientemente detalhado para ser executado sem dificuldades e imprevistos. Nessa fase, os planos de escopo, tempo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos e aquisições são desenvolvidos.
 
Fase de Execução - É a fase que materializa tudo aquilo que foi planejado anteriormente. Qualquer erro cometido nas fases anteriores fica evidente durante essa fase. Grande parte do orçamento e do esforço do projeto é consumida nessa fase.
Fase de Monitoramento e Controle - É a fase que acontece paralelamente às demais fases do projeto. Tem como objetivo acompanhar e controlar aquilo que está sendo realizado pelo projeto, de modo a propor ações corretivas e preventivas no menor espaço de