A FORMAÇÃO DE UM LIDER
313 pág.

A FORMAÇÃO DE UM LIDER


DisciplinaR110 materiais261 seguidores
Pré-visualização50 páginas
for o caso, não desanime. Deus lhe 
mostrará o que Ele deseja que você faça quando chegar à fase seguinte. Talvez 
seja necessário que você tome a iniciativa de fazer determinadas coisas para 
descobrir com qual delas se identifica mais. E seja ela qual for, pode ter certeza de 
que a sua vida tem, sim, um propósito, e você só se sentirá realizado quando 
descobri-lo e começar a agir no sentido de cumpri-lo. 
Deus tem um propósito para cada um de nós. Ele deseja que nos alegremos 
e aproveitemos a vida que nos deu; contudo isso pode variar de pessoa para 
pessoa e de uma fase da vida para outra conforme o propósito específico de cada 
um. 
De início, o propósito pode consistir em casar-se e constituir uma família. 
Esse é um chamado importante. Porém, depois que os filhos se tornarem 
independentes, o propósito para nós pode ser o de conduzir outros a Cristo por 
meio do louvor e adoração. Enfim, seja qual for o nosso propósito, precisamos 
conhecê-lo e nos empenhar para cumpri-lo. 
Sou uma pessoa com propósitos e não reclamo disso, pois creio que quem 
tem propósitos alcança muitas realizações na vida. O líder precisa saber quais são 
os seus propósitos para, então, de propósito, propor-se a cumprir os seus 
propósitos. Se não agir assim, nunca conseguirá cumpri-los. 
Até a prática do amor tem de ser de propósito. Não amamos simplesmente 
porque queremos amar; amamos porque fazemos o propósito de amar. O amor 
não é um sentimentalismo exacerbado que desenvolvemos pelos outros, mas uma 
decisão que tomamos com relação a eles. 
O mesmo vale para o ato de contribuir. Não damos simplesmente porque 
sentimos vontade, e sim porque sentimos a convicção de que é isso que Deus quer 
que façamos. Por isso damos de propósito e com um propósito. 
O mesmo se aplica também à pratica da misericórdia, da bondade e da 
obediência ao Espírito. Fazemos essas coisas não necessariamente porque 
sempre nos sentimos dispostos a tal, mas porque sabemos que para isso fomos 
chamados. O amor, a alegria, a paz, a paciência, a mansidão, a bondade e todos 
os outros frutos do Espírito 6 tornam-se marcas do Espírito Santo, que passa a 
habitar em nós quando recebemos Jesus como nosso Salvador. E só poderemos 
manifestar esses frutos se tivermos o propósito de fazê-lo. 
Pela nossa vontade carnal, todavia, quase nunca estaremos dispostos a 
fazer essas coisas. E por isso que precisamos decidir que vamos amar de 
propósito, contribuir de propósito, estar em paz de propósito. Se quisermos ter paz, 
teremos de fazer o propósito de realmente estar em paz, pois todos os dias o diabo 
tentará roubá-la de nós inúmeras vezes. 
Tudo o que formos fazer pelos outros teremos de fazê-lo de propósito, e a 
maneira de conseguirmos isso é tornando-nos pessoas com propósitos, o que é 
característico de um coração determinado. 
 
13. Um Coração Reflexivo 
Maria, porém, guardava todas estas palavras, 
 meditando-as no coração. 
Lucas 2.19. 
 
Como vimos anteriormente, é importante ter um coração reflexivo, e não um 
coração questionador. Deus não quer que tenhamos um coração questionador. Ele 
não quer que encontremos uma resposta para tudo na vida. Mas Ele quer que 
reflitamos. 
Podemos claramente saber quando estamos deixando de refletir para 
questionar quando nos sentimos confusos. Se estamos confusos, não refletimos no 
coração; estamos questionando com a mente. 
Algumas coisas muito sérias estavam acontecendo na vida de Maria. Ela era 
uma jovem meiga que amava a Deus, quando um anjo do Senhor lhe apareceu e 
lhe disse que ela seria mãe do Filho de Deus. 
Ela certamente começou a pensar em José, o homem com quem estava 
noiva. Deve ter começado a pensar nele e nos pais dela, imaginando como iria dar-
lhes aquela notícia e como iriam reagir. Provavelmente começou a se perguntar se 
alguém iria acreditar em sua história. 
Mas seja o que for que Maria tenha pensado ou sentido, ela controlou seus 
pensamentos e sentimentos e disse ao anjo: "Que se cumpra em mim conforme a 
tua palavra".7 
Então, quando o nascimento finalmente aconteceu e os anjos apareceram 
aos pastores e lhes disseram que fossem à estrebaria adorar o Cristo, os pastores 
contaram a Maria, a José e a todos o que havia ocorrido. Essas são as coisas que 
Maria guardou no coração e sobre as quais refletiu, conforme Lucas 2.19. 
Creio que quando Deus nos fala algo, muitas vezes, precisamos guardar 
para nós mesmos. Quando Deus nos fala algo, Ele nos dá a fé necessária para 
crermos no que Ele disse. Mas se tentarmos contar aos outros, provavelmente 
acharão que enlouquecemos. 
Vocês nem imaginam as coisas que me disseram quando contei às pessoas 
que Deus havia falado ao meu coração chamando-me para o ministério. 
Conhecendo minha história familiar e a condição em que me encontrava naquela 
época, o que me disseram não foi nada encorajador. 
Esse é um dos problemas quando compartilhamos coisas demais com os 
outros: nos desencorajam ao invés de encorajar. Há também aqueles que nem 
sempre têm fé para crer no que Deus nos falou. 
Alguém já disse que eu e Dave mantemos o nosso ministério com o dom da 
fé. Percebo que isso é verdade mesmo. De fato recebemos o dom da fé para fazer 
aquilo que fazemos. 
Quando Deus nos chama para fazer algo, Ele também nos dá a fé 
necessária para fazê-lo. Não precisamos ficar inquietos, com medo de não sermos 
capazes de fazer o que Ele nos mandou fazer. 
Não tenho mais medo de multidões ou do que os outros pensam de mim. 
Não tenho mais medo em relação ao dinheiro de que precisamos para pagar 
nossas contas no ministério, embora sejam extremamente altas porque estamos 
no rádio e na televisão. 
O ministério na mídia é muito caro. Mas isso não me deixa mais com medo. 
Já o tive, no passado, mas agora não mais. Agora, quando temos a oportunidade 
de ir para uma nova estação ou canal de televisão que custa muito dinheiro, eu 
simplesmente digo: "Claro que podemos!". Esse é o dom da fé. 
Quando temos o dom da fé, as coisas parecem fáceis. Mas, para quem não 
tem esse dom, as mesmas coisas podem parecer impossíveis. 
Quando Deus falou com Maria por intermédio do anjo, havia um dom de fé 
que veio com a palavra do Senhor para que ela fosse capaz de dizer: "Que se 
cumpra em mim conforme a Tua palavra". Além disso, ela também foi sábia ao não 
sair de porta em porta dizendo: "Acabei de ser visitada por um anjo que me disse 
que vou ter o Filho de Deus. Vou ficar grávida do Espírito Santo, e a criança que 
vou carregar será o Salvador do mundo". Se ela tivesse feito isso, provavelmente 
seria internada em algum lugar. Maria sabia manter a boca fechada e o coração 
aberto. 
Mas quando Deus fala conosco em sua Palavra ou em nosso coração, a 
primeira coisa que queremos fazer é sair correndo e contar a todo mundo o que 
Ele nos disse. Precisamos entender, porém, que se Deus realmente nos falou algo, 
aquilo acontecerá exatamente como Ele nos disse. Então todos verão, e não tere-
mos de tentar convencê-los de que ouvimos a voz do Senhor. 
Quando Deus fala conosco e nos diz algo que não entendemos, coisas que 
não fazem sentido para nós, coisas que não conseguimos discernir bem, 
precisamos ponderar um pouco em vez de sair perguntando a todos: "Deus disse 
isso para mim. O que você acha?" Geralmente as pessoas a quem recorremos 
para pedir conselhos nem mesmo sabem o que estão fazendo, que dirá terem 
condições de nos dizer o que fazer. 
Algumas vezes falamos demais e, como resultado, ficamos cada vez mais 
confusos. Quando Deus fala conosco, temos de ficar quietos, calar-nos e refletir a 
respeito do assunto no coração, dizendo: "Senhor, que seja feita a tua vontade. 
Dá-me clareza e compreensão para