Residência Médica USP 2018 Especialidades Cirúrgicas
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Residência Médica USP 2018 Especialidades Cirúrgicas


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com linfadenectomia D2 e com reconstrução em Y de Roux, volta 
no ambulatório para retirada de dreno abdominal. Não apresenta 
nenhuma queixa abdominal, sem febre ou outros sintomas, 
porém o dreno apresenta secreção de aspecto bilioso. A principal 
hipótese diagnóstica e a conduta recomendada neste momento 
são: 
 
(A) Fístula de coto duodenal e indicar reoperação 
imediatamente. 
(B) Fístula de coto duodenal e indicar tomografia de abdome 
para auxiliar na definição da conduta. 
(C) Fístula da gastroentero anastomose e indicar reoperação 
imediatamente. 
(D) Fístula da gastroentero anastomose e indicar endoscopia 
digestiva para passagem de sonda nasoenteral 
 
QUESTÃO 50. 
Homem de 49 anos vem ao ambulatório com queixa de 
\u201camarelamento\u201d nos olhos há 3 meses. Nega perda de peso no 
período. Refere colecistectomia videolaparoscópica eletiva há 5 
anos. Realizou exame de colangiografia por ressonância 
magnética que evidenciou ducto colédoco com diâmetro de 4 cm 
com 4 cálculos no seu interior, o maior deles com 2,5 cm de 
diâmetro. Qual a conduta recomendada neste caso? 
 
(A) Colangiografia transparietal com drenagem externa da via 
biliar para auxílio na exploração cirúrgica a ser realizada em 
seguida. 
(B) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica para 
remoção dos cálculos. 
(C) Exploração cirúrgica das vias biliares para remoção dos 
cálculos e derivação bilio-digestiva em Y de Roux. 
(D) litotripsia extra-corpórea e remoção dos cálculos por via 
endoscópica. 
 
QUESTÃO 51. 
Paciente de 61 anos vêm ao ambulatório com quadro de icterícia 
obstrutiva (bilirrubina direta de 7,1mg/dL). Realizou tomografia de 
abdome com contraste que evidenciou lesão de 2 cm de diâmetro 
em cabeça de pâncreas sugestiva de adenocarcinoma, sem 
invasão vascular arterial ou venosa; não há sinais de metástases 
a distância. Qual a conduta recomendada para o caso em 
questão? 
 
(A) Duodenopancreatectomia. 
(B) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica com 
passagem de prótese plástica para posterior 
duodenopancreatectomia. 
(C) Biopsia guiada por ecoendoscopia para início de 
neoadjuvância. 
(D) Derivação biliodigestiva, uma vez que o caso não é elegível 
para cirurgia de ressecção oncológica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÃO 52. 
Mulher de 52 anos realizou ultrassonografia de abdome total 
solicitado em avaliação clínica de rotina. O exame mostrou lesão 
de 2 cm em cauda de pâncreas de natureza desconhecida. 
Passou em consulta ambulatorial quando foi solicitada 
colangiopancreatografia por ressonância magnética que revelou 
lesão de 2,1 cm sugestiva de tumor neuroendócrino em região 
distal da cauda do pâncreas. A conduta recomendada neste caso 
é: 
(A) Manter seguimento clínico com realização de exames de 
imagem a cada 6 meses para acompanhar evolução da 
lesão. 
(B) Uma vez que a paciente não apresenta sintomas 
sugestivos de tumor neuroendócrino não há necessidade 
de indicar-se a ressecção cirúrgica. 
(C) Pancreatectomia distal. 
(D) Duodenopancreatectomia. 
 
QUESTÃO 53. 
Homem de 43 anos com retossigmoidectomia há 4 anos por 
adenocarcinoma de cólon sigmoide. Vem ao ambulatório após 6 
meses de tratamento quimioterápico sem sinais de progressão 
da doença. O exame de imagem de controle mostra múltiplas 
lesões metastáticas no lobo hepático direito (9 lesões) e 1 lesão 
no segmento II com 3 cm de diâmetro e uma lesão no segmento 
III com 3,2 cm de diâmetro. Volumetria hepática: lobo direito 76%. 
Assinale a alternativa cirúrgica recomendada: 
 
(A) Nodulectomias não regradas das lesões metastáticas. 
(B) Hepatectomia em dois tempos. 
(C) Hepatectomia direita clássica e nodulectomias das lesões 
dos segmentos II e III. 
(D) Hepatectomia esquerda clássica com nodulectomias do 
lobo direito. 
 
QUESTÃO 54. 
Mulher de 28 anos com uso de anticoncepcional oral durante 8 
anos, vem encaminhada pelo ginecologista por achado de lesão 
hepática em exame de rotina de ultrassom de abdome. O laudo 
do exame mostra que a lesão está localizada em segmento II, 
com 3,7 cm de diâmetro. O exame de imagem de maior acurácia 
para o caso é: 
 
(A) Colangiografia por ressonância magnética. 
(B) Ressonância magnética com contraste hepato-específico. 
(C) Tomografia computadorizada com contraste endovenoso. 
(D) Ultrassom de abdome superior com doppler. 
 
QUESTÃO 55. 
Homem de 74 anos vem ao pronto socorro com quadro de 
icterícia obstrutiva (BD=17,2mg/dL). Refere episódios frequentes 
de febre de até 38,2°C e dor em flanco direito. Realizada 
ressonância magnética de abdome com contraste que revelou 
lesão sugestiva de colangiocarcinoma da junção da via biliar com 
comprometimento da veia porta e seus ramos direito e esquerdo, 
sem sinais de ascite. O procedimento recomendado neste 
momento para o caso em questão é: 
 
(A) Laparotomia exploradora para drenagem de vias biliares 
com dreno de Kehr. 
(B) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica para 
confirmação do diagnóstico. 
(C) Drenagem transparieto-hepática bilateral das vias biliares. 
(D) Laparotomia exploradora com derivação biliodigestiva 
através de anastomose colecistojejunal. 
Residência Médica 2018 - Faculdade de Medicina da USP - Especialidades Cirúrgicas Página 13/24 
QUESTÃO 56. 
Mulher de 34 anos apresentou perda progressiva da função renal 
por hipertensão arterial sistêmica mal controlada. Há 5 anos 
encontra-se em hemodiálise, com três sessões semanais. Há um 
ano apresenta dores ósseas intensas. No acompanhamento em 
seu centro de diálise, os exames laboratoriais mostravam 
Paratormônio de 1.530 pg/mL (normal 10-65), Cálcio 
Total 10,1 mg/dL (normal 8,6-10,2) e Fósforo 6,7 mg/dL 
(normal 2,7 a 4,5). 
Assinale a alternativa correta: 
 
(A) O diagnóstico de adenoma de paratireoide é o mais 
provável 
(B) A dosagem de Paratormônio muito elevada sugere 
carcinoma de paratireoide. 
(C) A paratireoidectomia pode trazer alivio da dor óssea e 
melhorar a sobrevida dessa paciente. 
(D) Trata-se de hiperparatireoidismo terciário. 
 
QUESTÃO 57. 
Mulher de 18 anos, previamente hígida, procura Pronto-Socorro 
com história de nódulo em região cervical direita há alguns 
meses. Crescimento lento e progressivo, indolor. Estava 
esperando consulta na UBS, mas na última semana apresentou 
crescimento mais acelerado e paciente procurou pronto socorro. 
Associado à aumento de nódulo teve cefaleia, coriza e dor no 
corpo. 
No exame físico: Bom estado geral, corada, hidratada. Presença 
de nódulo de 9 cm cervical a direita, níveis II e III, fibroelástico, 
móvel, sem sinais flogísticos. Sem outras alterações no exame 
físico de cabeça e pescoço e geral. A imagem da paciente está 
abaixo. 
 
 
Assinale a alternativa correta: 
 
(A) A hipótese mais provável é cisto branquial e o tratamento é 
cirúrgico 
(B) A principal hipótese diagnóstica é linfonodomegalia 
reacional 
(C) A infecção secundária é comum nesses casos e deve ser 
tratada com drenagem cirúrgica 
(D) A principal hipótese diagnóstica é uma mau formação 
congênita de quarto arco branquial 
 
 
 
 
QUESTÃO 58. 
Homem de 45 anos com antecedente de hipertensão arterial 
procura pronto atendimento muito preocupado com nódulo em 
região cervical há 15 dias pois um médico falou que poderia ser 
linfoma. Nega qualquer outro sintoma no período. 
Ao exame físico está em bom estado geral, corado, hidratado, 
eupneico. Na palpação cervical apresenta nódulo palpável de 
2 cm em nível II a esquerda, fibroelástico, móvel e indolor na 
região referida pelo paciente. Apresenta também múltiplos outros 
nódulos palpáveis de aproximadamente 1,5 cm em níveis II, III e 
V bilaterais, fibroelásticos, móveis e indolores. 
Sem outras alterações no exame físico geral e da cabeça e 
pescoço. 
Traz ultrassonografia que realizou há um dia que descreve: 
Glândulas submandibulares
andressa
andressa fez um comentário
Qual o gabarito??
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Cris
Cris fez um comentário
gabarito , alguém tem?
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