MCASP 7ª edição Versão Final
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sob a forma de 
consórcios públicos nos termos da Lei no 11.107, 
de 6 de abril de 2005, por meio de contrato de 
rateio, à conta de recursos referentes aos restos a 
pagar considerados para fins da aplicação mínima 
em ações e serviços públicos de saúde e 
posteriormente cancelados ou prescritos, de que 
tratam §§ 1o e 2o do art. 24 da Lei Complementar 
no 141, de 13 de janeiro de 2012, observado o 
disposto no § 1o do art. 11 da Portaria STN no 72, 
de 1o de fevereiro de 2012. 
Parte I \u2013 Procedimentos Contábeis Orçamentários 
 
 
 Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público 121 
74 \u2013 Transferências a Consórcios Públicos 
mediante contrato de rateio para fins da Lei 
Complementar nº 141/2012 \u2013 art. 25 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros a entidades criadas sob a forma de 
consórcios públicos nos termos da Lei no 11.107, 
de 6 de abril de 2005, por meio de contrato de 
rateio, à conta de recursos referentes à diferença 
da aplicação mínima em ações e serviços públicos 
de saúde que deixou de ser aplicada em exercícios 
anteriores, de que trata o art. 25 da Lei 
Complementar no 141, de 2012, observado o 
disposto no § 1o do art. 11 da Portaria STN no 72, 
de 2012. 
75 \u2013 Transferências a instituições 
multigovernamentais à conta de recursos 
referentes aos restos a pagar considerados para 
fins da aplicação mínima em ações e serviços 
públicos de saúde e posteriormente cancelados 
ou prescritos. 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros a entidades criadas e mantidas por 
dois ou mais entes da Federação ou por dois ou 
mais países, inclusive o Brasil, exclusive as 
transferências relativas à modalidade de 
aplicação 73 (Transferências a Consórcios 
Públicos mediante contrato de rateio à conta de 
recursos de que tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da 
Lei Complementar nº 141, de 2012), à conta de 
recursos referentes aos restos a pagar 
considerados para fins da aplicação mínima em 
ações e serviços públicos de saúde e 
posteriormente cancelados ou prescritos, de que 
tratam os §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei 
Complementar nº 141, de 2012. 
76 \u2013 Transferências a instituições 
multigovernamentais à conta de recursos 
referentes à diferença da aplicação mínima em 
ações e serviços públicos de saúde que deixou de 
ser aplicada em exercícios anteriores. 
Modalidade de aplicação utilizada, 
exclusivamente, para transferência de recursos 
financeiros a entidades criadas e mantidas por 
dois ou mais entes da Federação ou por dois ou 
mais países, inclusive o Brasil, exclusive as 
transferências relativas à modalidade de 
aplicação 74 (Transferências a Consórcios 
Públicos mediante contrato de rateio à conta de 
recursos de que trata o art. 25 da Lei 
Complementar no 141, de 2012), à conta de 
recursos referentes à diferença da aplicação 
mínima em ações e serviços públicos de saúde 
que deixou de ser aplicada em exercícios 
anteriores, de que trata o art. 25 da Lei 
Complementar nº 141, de 2012. 
95 \u2013 Aplicação Direta à conta de recursos 
referentes aos restos a pagar considerados para 
fins da aplicação mínima em ações e serviços 
públicos de saúde e posteriormente cancelados 
ou prescritos 
Aplicação direta, pela unidade orçamentária, dos 
créditos a ela alocados ou oriundos de 
descentralização de outras entidades integrantes 
ou não dos Orçamentos Fiscal ou da Seguridade 
Social, no âmbito da mesma esfera de governo, à 
conta de recursos referentes aos restos a pagar 
considerados para fins da aplicação mínima em 
ações e serviços públicos de saúde e 
posteriormente cancelados ou prescritos, nos 
termos dos §§ 1º e 2º do art. 24 da Lei 
Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. 
Parte I \u2013 Procedimentos Contábeis Orçamentários 
 
 
122 Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público 
Os consórcios públicos também podem utilizar 
esta modalidade de aplicação. 
96 \u2013 Aplicação Direta à conta de recursos 
referentes à diferença da aplicação mínima em 
ações e serviços públicos de saúde que deixou de 
ser aplicada em exercícios anteriores 
Aplicação direta, pela unidade orçamentária, dos 
créditos a ela alocados ou oriundos de 
descentralização de outras entidades integrantes 
ou não dos Orçamentos Fiscal ou da Seguridade 
Social, no âmbito da mesma esfera de governo, à 
conta de recursos referentes à diferença da 
aplicação mínima em ações e serviços públicos de 
saúde que deixou de ser aplicada em exercícios 
anteriores, nos termos do art. 25 da Lei 
Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. 
Os consórcios públicos também podem utilizar 
esta modalidade de aplicação. 
 
 
A composição das naturezas de despesa relativas a tais transferências é apresentada no quadro a 
seguir: 
 
Classificação Orçamentária das Transferências Destinadas à Aplicação em Saúde Conforme 
Regramentos da Lei Complementar nº 141/2012 
Ato Praticado 
Junto ao 
Recebedor 
Quem Recebe a 
Transferência 
Compensação de 
Restos a Pagar 
Cancelados ou 
Compensação 
Referente à 
Diferença da 
Aplicação 
Mínima 
Classificação por Natureza de 
Despesa no Ente Transferidor dos 
Recursos Financeiros 
Transferência de 
Recursos 
Financeiros 
Municípios 
Restos a Pagar 
Cancelados 
3.3.45.41 
4.4.45.41/42 4.5.45.41/42 
Diferença 
3.3.46.41 
4.4.46.41/42 4.5.46.41/42 
Estado e Distrito 
Federal 
Restos a Pagar 
Cancelados 
3.3.35.41 
4.4.35.41/42 4.5.35.41/42 
Diferença 
3.3.36.41 
4.4.36.41/42 4.5.36.41/42 
Consórcio Público 
Via Contrato de 
Rateio 
Restos a Pagar 
Cancelados 
3.3.73.70 
4.4.73.70 4.5.73.41/42 
Diferença 
3.3.74.70 
4.4.74.70 4.5.74.41/42 
Demais Consórcios e 
Instituições 
Multigovernamentais 
Restos a Pagar 
Cancelados 
3.3.75.41 
4.4.75.41/42 4.5.75.41/42 
Diferença 
3.3.76.41 
4.4.76.41/42 4.5.76.41/42 
 
 
O ente partícipe de um consórcio público formado à luz da Lei 11.107/2005, quando da reposição 
de restos a pagar cancelados ou prescritos ou da aplicação adicional em ações e serviços públicos de 
saúde deverá utilizar as modalidades de aplicação \u201c73\u201d ou \u201c74\u201d, caso se refira a contrato de rateio. 
Ressalta-se que a apuração do limite de saúde em consórcios públicos desse tipo se dá na execução pelo 
consórcio público, o qual utilizará as modalidades de aplicação \u201c95\u201d e \u201c96\u201d, quando for o caso. Caso as 
Parte I \u2013 Procedimentos Contábeis Orçamentários 
 
 
 Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público 123 
transferências tratadas neste tópico sejam direcionadas a instituições multigovernamentais (exceto 
consórcios públicos), as modalidades de aplicação correspondentes serão as \u201c75\u201d e \u201c76\u201d. 
Caso o consórcio público seja contratado diretamente, à conta dos recursos de que trata os §§ 1º 
e 2º do art. 24 e o art. 25 da Lei Complementar nº 141/2012, não serão utilizadas as modalidades de 
aplicação \u201c93\u201d e \u201c94\u201d, mas as \u201c95\u201d e \u201c96\u201d. 
 
4.7. RESTOS A PAGAR 
 
São Restos a Pagar todas as despesas regularmente empenhadas, do exercício atual ou anterior, 
mas não pagas ou canceladas até 31 de dezembro do exercício financeiro vigente. Distingue-se dois 
tipos de restos a pagar: os processados (despesas já liquidadas); e os não processados (despesas a 
liquidar ou em liquidação). 
A continuidade dos estágios de execução dessas despesas ocorrerá no próximo exercício, 
devendo ser controlados em contas de natureza de informação orçamentária específicas. Nessas contas 
constarão as informações de inscrição, execução (liquidação e pagamento) e cancelamento. Também, 
haverá tratamento específico para o encerramento, transferência e abertura de saldos entre o exercício 
financeiro que se encerra e o que inicia. 
 
4.7.1. Inscrição dos Restos a Pagar 
 
No fim do