Resumo serviços públicos
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Resumo serviços públicos


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do serviço É O ESTADO.
2) Atividade econômica é do particular. 
Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei
RESPONSABILIDADE DO PRESTADOR DE SERVIÇOS PÚBLICO \u2013 OBJETIVA 
Art. 37. § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
STF: A responsabilidade dos concessionários ou permissionários vai ser objetiva! E não importa se o dano foi causado a usuários do seu serviço ou a terceiros que nem utilizam seu serviço, vai ser responsável do mesmo jeito.
MODALIDADES DE PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS 
Q357544 Quando a questão diz que os serviços públicos podem ser prestados mediante diferentes negócios jurídicos está falando da concessão e permissão. 
Autarquias ou empresas públicas SE PRESTAR SERVIÇO PÚBLICOS \u201cobservam os princípios que regem a prestação de serviços públicos, atraindo a incidência do regime jurídico de direito público, inclusive no que se refere aos bens afetados, ainda que o proprietário dos mesmos tenha natureza jurídica de direito privado. 
É isso que fundamenta, por exemplo, a ECT gozar de diversos benefícios das fazendas públicas, mesmo tendo PJ privada.
Q875930 CUIDADO: não podemos afirmar que SEMPRE que um serviço público é prestado de forma indireta (por uma entidade que não seja a ADM direta) teremos uma concessão ou permissão.
As autarquias e fundações agem por descentralização por OUTORGA (é diferente de delegação, de onde surgem as concessões e permissões). Não há concessão nem permissão, elas recebem A TITULARIDADE do serviço e agem por conta própria.
a) descentralização por OUTORGA LEGAL ou por serviço: Estado transfere a TITULARIDADE do serviço para uma de suas entidades (Autarquia, fundação, empresa pública ou sociedade de economia mista) 
Já vi diversas provas afirmando que toda a ADM indireta age por outorga (as provas não fazem qualquer distinção sobre EP/SEM poder ou não receber a titularidade por terem PJ privada.
NA PROVA: Até as EP/SEM recebem a titularidade do serviço público.
b) descentralização por DELEGAÇÃO ou por colaboração: Estado transfere apenas A EXECUÇÃO do serviço para o particular (Permissão, Concessão ou Autorização)
O Estado pode prestar os serviços públicos diretamente ou indiretamente através de concessão ou permissão. 
CUIDADO: Concessão e permissão não tem nada a ver com administração indireta. Elas são formas indiretas de prestação de serviço público.
AUTORIZAÇÃO: 
Tem natureza de ato administrativo, é uma manifestação unilateral de vontade.
 É precário (cabe revogação). 
Não exige licitação (via de regra). 
Geralmente os autorizados são PF ou PJ. 
Não tem obra, é somente serviço delegado. 
Pode ser gratuito ou onerosa
PERMISSÃO:
É unilateral, mas tem natureza de contrato de adesão.
É precário (por ser um contrato por tempo indeterminado - cabe revogação)
Caso seja celebrado por tempo determinado - permissão qualificada (condicionada).
Exige licitação (mas não há obrigação de MODALIDADE especifica) 
PF ou PJ podem ser permissionários. 
Somente delega serviço - não tem obra agregada
Pode ser gratuita ou onerosa
CONCESSÃO: (Lembrar que é o instrumento para coisas mais sérias e de maior vulta)
São bilaterais, pois celebra-se contratos administrativos.
Não são precários, pois são celebrados como contratos administrativos por um prazo determinado.
A licitação é obrigatória ser concorrência. 
PJ ou consórcio de empresas podem ser os concessionários. (NÃO EXISTE CONCESSÃO PARA PF)
Delega obra + serviço ou somente serviço 
CUIDADO: Existem caso de inexigibilidade para celebrar permissões ou concessões (em que a competição for inviabilizada) - MAS NUNCA DISPENSA, pois, a CF diz que tantos as permissões quanto as concessões serão precedidas de licitação. 
DICA: Se a questão falar que o estado quer descentralizar por tempo determinado \u2013 É CONCESSÃO (é o único que celebra por tempo determinado). Permissão é um contrato de adesão por tempo indeterminado \u2013 por isso é precário.
Q590118 A concessão e a permissão de serviço público têm como aspecto comum a delegação, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente a pessoa física ou jurídica.
FALSO. Embora ambas necessitem de licitação, não é possível haver concessão para PF , somente para PJ.
CUIDADO: Não confundir permissão de serviço público com permissão de uso de bem público.
1) Permissão para serviço público é aquela que necessita de licitação e posteriormente celebrar contrato de adesão 
2) Mas se falar permissão de uso de um bem público estamos falando de atos administrativos, no caso permissão como um ATO unilateral, discricionário e precário. 
Q875927 Exemplo: Município quer utilizar um imóvel estadual. Basta ele pedir ao estado uma permissão de uso \u2013 o estado pode lhe conceder SE QUISER editando um ato de permissão de uso ao município. 
Princípios do serviço publico
Q355291 Os serviços públicos são regidos pela indelegabilidade da titularidade. 
CORRETO. A titularidade dos servi;cos públicos não podem ser delegadas, somente podem ser transferidas mediante outorga. Ou seja, quando há delegação, não há que se falar em titularidade.
I) O que pode ser delegado é a execução somente. 
Q355291 Serviços públicos tem como característica essencial a relevância (e não acessoriedade) 
Lei 8997 - Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providências
Art. 6º Toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno atendimento dos usuários, conforme estabelecido nesta Lei, nas normas pertinentes e no respectivo contrato. 
§ 1º Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. 
 Ou seja, serviço adequado é aquele que atende A TODOS OS PRINCÍPIOS. 
§ 2º A atualidade compreende a modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e a sua conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço. 
§ 3º Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando: 
I \u2013 Motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e,
 II \u2013 Por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade
DICA: CO CO MO GE SE ATUA EFICIÊNCIA
1- Cortesia: Tratamento adequado com o usuário, com urbanidade. 
CUIDADO COM PEGADINHA que tenta associar cortesia = franco = gratuita. ERRADO! Cortesia aqui é urbanidade.
2- Continuidade: O serviço público não deve sofrer interrupção. 
TEM EXCEÇÃO: nesses casos pode interromper sim o serviço público:
1) Motivo de ordem técnica: obrigatório prévio aviso. 
2) Motivo de emergência: Neste caso não precisa avisar previamente.
3) Inadimplência do usuário observado o interesse público: Via de regra pode cortar o serviço desde que haja aviso prévio
CUIDADO: O princípio que baseia isso se chama também princípio da continuidade (Abrange tanto serviços e atividades administrativas também).
Q461343 FCC deu como falso dizer que a continuidade é por causa do princípio da supremacia do interesse público. 
Q702517 O princípio da continuidade dos serviços públicos fundamenta o impedimento da rescisão administrativa unilateral do contrato de concessão de serviço público pelo concessionário.
Jurisprudência do STJ:
- É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica quando o débito decorrer de suposta fraude no medidor de consumo de energia, apurada unilateralmente
João Paulo
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