Resumo serviços públicos
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Resumo serviços públicos


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pela concessionária.
- É legítimo o corte no fornecimento de energia elétrica por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações, desde que precedido de aviso prévio
- É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica quando puder acarretar lesão irreversível à integridade física do usuário
-É ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais, quando o débito decorrer de irregularidade no hidrômetro ou no medidor de energia elétrica, apurada unilateralmente pela concessionária.
- É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica quando inadimplente comunidade simples de agricultores, na hipótese de discussão judicial da dívida e de depósito judicial de parte do valor do débito pelos devedores.
- É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica, após aviso prévio, quando inadimplente hospital, devido à prevalência do interesse público maior de proteção à vida.
- É ilegítimo o corte no fornecimento de energia elétrica em razão de débito irrisório no valor de R$ 0,85 (oitenta e cinco centavos), por configurar abuso de direito e ofensa aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, sendo cabível a indenização do consumidor por danos morais.
- É ilegítimo o corte no fornecimento de água em decorrência de débito pretérito relativo ao consumo de antigo usuário do imóvel.
- O corte no fornecimento de energia elétrica somente pode recair sobre o imóvel que originou o débito, e não sobre outros imóveis de propriedade do inadimplente
- É ilegítimo o corte de fornecimento de energia elétrica de ente público quando há discussão judicial da dívida.
- É ilegítimo o corte no fornecimento de água quando o inadimplemento da pessoa de direito público se refere a débitos pretéritos, não atuais
Art. 39. O contrato de concessão poderá ser rescindido por iniciativa da concessionária, no caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente, mediante ação judicial especialmente intentada para esse fim.         
Parágrafo único. Na hipótese prevista no caput deste artigo, os serviços prestados pela concessionária não poderão ser interrompidos ou paralisados, até a decisão judicial transitada em julgado.
NOTE QUE: mesmo o concessionário podendo pleitear a rescisão do contrato, mesmo quando a culpa é da ADM, MESMO ASSIM o contrato só poderá ser rescindido mediante ação judicial.
Não tem como o concessionário pedir rescisão e rescindir diretamente.
Q854931 Mesmo em eventual inadimplência do poder público concedente da delegação, o delegatário NÃO PODE paralisar a prestação do serviço \u2013 ele só vai poder paralisar depois que rescindir JUDICIALMENTE o contrato.
Q303879 não se admite, salvo por decisão judicial transitada em julgado, a paralisação ou interrupção dos serviços pelo concessionário na hipótese de descumprimento de normas contratuais pelo poder concedente.
3- Modicidade das tarifas: As tarifas devem ter preço razoável, acessível para a sociedade. 
CUIDADO: nem todos os serviços exigem contraprestação pecuniária \u2013 exemplo um serviço de educação e saúde gratuitos do Estado. 
É intimamente ligado ao princípio da generalidade - as tarifas, caso necessárias, devem possibilitar que todos tenham acesso ao serviço.
Pode haver fontes alternativas de receita para o concessionário (somente concessão) previstas no edita de licitação. \u2013 desde que essa renda seja revertida para manter as tarifas baixas. 
Pode haver tarifas diferenciadas para atender os vários segmentos de usuários \u2013 caso das isenções de tarifas
CUIDADO: Q535230 Não é a modicidade que fundamenta a possibilidade de se cobrar tarifas diferenciadas para os menos favorecidos. 
É o princípio da isonomia razoabilidade e igualdade.
1) Tarifa (preço público): são definidas diretamente pelo poder público. Só paga se for utilizar o serviço, e é pago diretamente ao prestador de serviço. 
2) Taxa: mesmo se o usuário não utilizar o serviço ele deve pegar. Ele paga para o próprio Estado. 
3) Impostos: quando o serviço é indivisível e não se dá para identificar o usuário determinado (Exemplo: imposto de luz)
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: (...) 
II \u2013 Taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
Súmula STF n. 670: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa. 
Súmula Vinculante n. 19: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não viola o art. 145, II, da CF.
4- Generalidade (universidade / igualdade): Decorre do princípio da isonomia e impessoalidade. O serviço deve ser prestado sem discriminação.
Tem duas vertentes: (1+2 se chama regularidade)
1) Atender a todos e 
2) Com a mesma qualidade 
Q522843 De acordo com este princípio todos os usuários dos serviços públicos que satisfaçam as condições legais fazem jus à prestação do serviço, sem qualquer discriminação, privilégio, ou abusos de qualquer ordem. O serviço público deve ser estendido ao maior número possível de interessados, sendo que todos devem ser tratados isonomicamente.
4.1 \u2013 Regularidade: O serviço público deve atender a todos com a mesma qualidade. 
Obs.: Scatolino colocou ele dentro da generalidade, mas o Rodrigo separou ele. Também está relacionado a periodicidade dos serviços públicos. 
5- Segurança: o serviço público não deve causar danos aos usuários. Não colocar em risco a integridade física do usuário. 
6- Atualidade: compreende a modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e a sua conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço.
7- Eficiência: A execução do serviço deve ser eficiente. 
8- Mutabilidade (não está no mesmo artigo destes outros, mas é também princípio): Os contratos podem sofrer alterações durante a execução. 
É possível a ocorrência de mudanças no regime de execução do serviço para adequá-lo ao interesse público, que pode sofrer mudanças com o decurso do tempo
Q839064 / Q466134 FCC cobra copia e cola da MSP nesse princípio da mutabilidade: 
MUTABILIDADE: A possibilidade de alterar determinados aspectos da execução do serviço, permitindo sua atualização às mudanças tecnológicas no decorrer do tempo, como expressão do princípio da mutabilidade do regime jurídico que rege a prestação daqueles serviços. 
O princípio da mutabilidade ou flexibilidade dos meios e fins autoriza mudanças de regimes de execução do serviço para adaptá-lo ao interesse público, que é sempre variável no tempo. Em decorrência disso, nem os servidores públicos, nem os usuários dos serviços públicos, nem os contratados pela administração pública têm direito adquirido a manutenção de determinado regime jurídico. 
O estatuto dos funcionários pode ser alterado , os contratos também podem ser alterados ou mesmos rescindidos unilateralmente para atender ao interesse público.
Q584102 Mutabilidade permite modificar o CONTRATO do serviço prestado e não \u201cmodificar o serviço público prestado\u201d.
9- Igualdade (Vi no QC): Os serviços públicos devem ser prestados de modo isonômico a todos os usuários, sem privilégios ou discriminações.
Com base no mesmo princípio, deve-se dar tratamento especial a usuários em condições faticamente diferenciadas, como ocorre nos casos de transporte público adaptado para portadores de deficiência e das tarifas mais reduzidas para usuários economicamente hipossuficientes"
A FCC colocou pegadinha com isso: Disse que o que baseia o tratamento especial seria a modicidade. 
FALSO. Seria a isonomia. 
DICA: 
1) Modicidade seria uma isonomia GLOBAL. Exemplo: a realidade do brasileiro é poder pagar 2 reais pelo ônibus, então as tarifas serão 2 reais, por ser um preço módico (RAZOÁVEL).
2) Igualdade seria uma isonomia material mais restrita. Exemplo: quem receber menos de 1 salario mínimo
João Paulo
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