Resumo lei de Improbidade 8429
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Resumo lei de Improbidade 8429


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de função não se estende ao processamento das ações de improbidade administrativa.
Notário e registradores também podem ser sujeitos ativos de improbidades e estão cobertos pela lei.
Não cabe Ajuizar ação de improbidade \u201cpreventiva\u201d , somente vale a repressiva (após ser praticado o ato).
Da denúncia anônima
Instaurar um inquérito baseado em representação anônima GERA NULIDADE, não pode
Mas instaurar inquérito baseado em indícios de uma denúncia anônima PODE! 
SOBRE INDISPONIBILIDADE DOS BENS
1- Para a decretação da Indisponibilidade dos Bens de pessoas suspeitas de envolvimento em atos de Improbidade Administrativa exige-se, apenas, a demonstração de FUMUS BONI IURIS, consistente em fundados indícios da prática de atos de improbidade
2- Sendo o PERICULUM IN MORA - perigo na mora \u2013 presumido \u2013 dispensado de comprovação (ENTRETANTO ele deve existir, só não precisa ser comprovado).
MAS CUIDADO: O periculum in mora é requisito essencial para essa medida cautelar (de indisponibilidade), o que se dispensa é sua COMPROVAÇÃO \u2013 pois ela será presumida.
PDF: De acordo com a doutrina majoritária, DOIS SÃO OS REQUISITOS que devem estar presentes para que seja possível a determinação da indisponibilidade dos bens no curso da ação de improbidade administrativa, sendo eles o fumus boni juris e o periculum in mora.
O fumus boni juris consiste na probabilidade de os fatos imputados ao agente público serem verossímeis. Isso não significa que o ato ímprobo deve estar cabalmente provado, uma vez que tal pressuposto é averiguado por ocasião da sentença. O que deve existir é uma GRANDE POSSIBILIDADE, no curso do processo administrativo, da ocorrência do ato de improbidade administrativa.
O periculum in mora (também conhecido como perigo de dano iminente e irreparável), por sua vez, refere-se à possibilidade daquele que está indiciado dilapidar o seu patrimônio, impossibilitando a devolução dos valores devidos aos cofres públicos
STJ: 1. O provimento cautelar para indisponibilidade de bens, de que trata o art. 7º, parágrafo único da Lei 8.429/1992, exige fortes indícios de responsabilidade do agente na consecução do ato ímprobo, em especial nas condutas que causem dano material ao Erário. 
2. O REQUISITO cautelar do periculum in mora está implícito no próprio comando legal, que prevê a medida de bloqueio de bens, uma vez que visa a 'assegurar o integral ressarcimento do dano'.
Q911391 De acordo com o Superior Tribunal de Justiça, a decretação cautelar da indisponibilidade de bens de um agente público réu em ação de improbidade administrativa independe da comprovação do periculum in mora.
 CORRETO. Isso cai tanto no CESPE quanto na FCC, múltiplas vezes. O periculum in mora NÃO PRECISA comprovar, pois é presumido. O que precisa comprovar mesmo é o fumus boni iuris (indícios da pratica).
Q643313 Em se tratando de ação de improbidade administrativa, sendo imputada ao réu conduta lesiva ao erário, configura-se o periculum in mora, requisito para a concessão de medida cautelar de indisponibilidade patrimonial.
 CORRETO. Ele é requisito essencial SIM, embora não precise ser provado.
(FAUEL/PROCURADOR DE MUNICÍPIO \u2013 PR/ 2018) É possível a decretação da indisponibilidade de bens em ação de improbidade administrativa independentemente da comprovação de que o réu esteja dilapidando o patrimônio ou esteja na iminência de fazê-lo 
CORRETO. Ou seja, independentemente da comprovação do periculum in mora, pois ele é presumido)
Q844929 De acordo com o entendimento do STJ, no curso da ação de improbidade administrativa, a decretação da indisponibilidade de bens do réu dependerá da presença de fortes indícios da prática do ato imputado
 CORRETO. É justamente o FUMUS BONI IURIS = fortes indícios da prática do ato imputado. 
Q842501Fundamenta-se no periculum in mora IMPLÍCITO a decretação da indisponibilidade de bens quando estiverem presentes fortes indícios da prática de ato ímprobo.
 CORRETO. Mas já vi o CESPE falando que para decretar indisponibilidade era somente com periculum in mora CONCRETO = FALSO (pois basta o implícito)
DOLO OU CULPA
- Para qualquer hipótese vale tanto para ato omisso quanto comisso.
1) Enriquecimento ilícito: Tem de haver dolo.
2) Dano ao erário: dolo ou culpa.
3) Atenta contra ADM: Tem de haver dolo (GENÉRICO \u2013 dizer dolo específico é falso.)
Questões de prova
Q501908 Servidor público que possibilita o uso de patrimônio público sem as formalidades necessárias, ainda que, com esse ato, não tenha obtido ganho pessoal nem causado dano ao erário, não comete improbidade administrativa
FALSO. Note que aqui o examinador foi esperto , falou que \u201cnão comete ato de improbidade\u201d sem falar a espécie - o que torna falsa. De fato ele não pratica ato que se enquadra no Art. 10 (prejuízo ao erário) pois para o STJ é critério objetivo desta ação ter havido dano ao erário. Mas podemos facilmente enquadrar esse ato como uma violação a um dever de IMPESSOALIDADE , portanto caracterizando ato de improbidade.
CUIDADO: Q889641 Pegadinha com revelar segredo. Revelar segredo atenta contra os princípios da ADM , mas ai a questão no enunciado diz \u201crevelou segredo a um licitante , lhe conferindo vantagem\u201d. Isto se enquadra em frustrar licitude de licitação, então vai causar dano ao erário. 
Q911592 Eventual reconhecimento de prescrição da ação de improbidade administrativa não impedirá o prosseguimento da demanda relativa ao pedido de ressarcimento do prejuízo ao erário.
Q852218 APENAS o Ministério Público e a pessoa jurídica interessada têm legitimidade ativa para ajuizar ação de improbidade administrativa. 
Q744369 Mais uma da FCC do dano ao erário ser obrigatório para tipificar o ato ímprobo: Ele definiu uma hipótese de prejuízo ao erário , e pediu o que se fazia necessário -> DANO AO ERÁRIO!
Q853093 Essa é a típica FCC: Fala que o cara fraudou licitação + enriqueceu ilicitamente. Tudo isso para confundir , mas o que é correto é que ele é enquadrado EM UM OU EM OUTRO.
E SEMPRE a FCC coloca algo que não tem nada a ver e torna a alternativa falsa: Do tipo, falar que precisa de dolo quando basta a culpa no dano ao erário. Falar que se processar por improbidade não pode iniciar o PAD. Falar que primeiro inicia PAD para depois improbidade , etc.
FCC gosta muito de contextualizar as hipóteses de improbidade em situações hipotéticas. Ai tem de ter cuidado, pois tem umas hipóteses que é difícil de lembrar se você viu ou não no texto \u2013 por isso ler com CUIDADO cada hipótese
Exemplo: falava que um servidor público avaliou um bem da sua entidade com valor abaixo do mercado \u2013 foi improbidade que gera prejuízo ao erário (está no caput dizendo que ato culposo ou doloso que cause dilapidação, perdas, ETC.)
Q842195 PEGADINHA: Cuidado para não confundir a demissão do PAD com a perda da função pública da ação de improbidade
I) Falou de esfera administrativa, o servidor pode ser demitido logo depois da decisão do PAD, MESMO SEM O TRANSITO EM JULGADO. 
II) Falou de esfera cível, o servidor só perde a função DEPOIS DO TRANSITO EM JULGADO da ação de improbidade , pois é o que a 8429 diz.
Art. 20. A perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos só se efetivam com o trânsito em julgado da sentença condenatória.
Q709898 Se o cara que estava sendo indiciado por improbidade morrer durante a ação, a ação VAI PROSSEGUIR, e as eventuais sanções cabíveis vão se aplicar ao seu herdeiro, até o limite do valor da herança
Q243782 Em caso de ato de improbidade, o ressarcimento do poder público só será cabível se o ato causar prejuízo ao erário ou ao patrimônio público
CORRETO. Note que o entendimento aqui é no sentido do artigo que diz que \u201cas penas independem de dano ao patrimônio , SALVO a pena de ressarcimento\u201d. 
Ora, Somente haverá ressarcimento de prejuízo SE houver dano ao erário. 
Q326508 Qualquer ato de improbidade administrativa sujeita-se a penas que podem ser aplicadas, isolada