Resumo lei de Improbidade 8429
32 pág.

Resumo lei de Improbidade 8429


DisciplinaDireito Administrativo I54.719 materiais994.057 seguidores
Pré-visualização8 páginas
\u2013 se o cara tem um mínimo de vínculo com o Estado já vai considerar ele como agente.
PESSOAS QUE FIGURAM NA AÇÃO
Q694299 STJ: nas Ações de Improbidade, INEXISTE litisconsórcio necessário entre o agente público e os terceiros beneficiados com o ato ímprobo, por não estarem presentes nenhuma das hipóteses previstas no art. 47 do CPC.
Informativo 535 STJ: Não é possível o ajuizamento de ação de improbidade administrativa exclusivamente em face de particular, sem a concomitante presença de agente público no polo passivo da demanda
Q621025 STJ: PERMITE que pessoa jurídica figure no polo passivo de ação de improbidade. 
\u201cConsiderando que as pessoas jurídicas podem ser beneficiadas e condenadas por atos ímprobos, é de se concluir que, de forma correlata, podem figurar no polo passivo de uma demanda de improbidade, ainda que desacompanhada de seus sócios.\u201d
STF: Todos os agentes políticos, COM EXCEÇÃO DO PR, estão sujeitos à dupla responsabilização (respondem por improbidade e por crime de responsabilidade)
PR- somente sujeito a crime de responsabilidade (1079)
Ministros de Estado, Secretários estaduais, Ministros do STF e Governador \u2013 DUPLA normatividade. Podem sofrer tanto improbidade (8429) quando crime de responsabilidade (1079)
Vereador, Senador, Deputado, Prefeito, Secretário municipal, magistrados e membros do MP \u2013 Somente improbidade 8429.
SCATOLINO: Disse para marcar que se perguntar se agente político pode responder por improbidade? SIM, é para responder que a regra É RESPONDER SIM! 
Disposições gerais
Lembrar que na CF diz: Art. 37 Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de 50% do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.
Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de 50% do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.
CUIDADO: Q852868 Se a união concorrer com menos de 50% , ou disser que a união é cotista MINORITÁRIA , AINDA ASSIM VAI APLICAR IMPROBIDADE , mas neste caso a sansão patrimonial é limitada à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. 
Q544442 Será passível de punição o agente que praticar ato de improbidade administrativa contra o patrimônio de entidades que recebam incentivo fiscal do governo.
CORRETO. E note que vai ser SEMPRE , pois mesmo se o governo incentivo com menos de 50% , ainda vai se configurar improbidade , o que muda é que a sanção patrimonial só vai repercutir sobre a contribuição dos cofres públicos. Mas sempre que a empresa receber incentivo fiscal , já pode sofrer improbidade.
Art. 2° Reputa-se agente público, para os efeitos desta lei, todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.
Art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta.
Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.
Nada se fala de eficiência. 
Ressarcimento do Dano e Indisponibilidade dos bens
Art. 5° Ocorrendo lesão ao patrimônio público por ação ou omissão, dolosa ou culposa, do agente ou de terceiros, dar-se-á o integral ressarcimento do dano.
Art. 6° No caso de enriquecimento ilícito, perderá o agente público ou terceiro beneficiário os bens ou valores acrescidos ao seu patrimônio.
Lesão ao erário público = ressarcimento integral do dano
Enriquecimento ilícito = perderá os bens ou valores acrescidos ilicitamente.
Art. 7° Quando o ato de improbidade causar lesão ao patrimônio público ou ensejar enriquecimento ilícito, caberá a autoridade administrativa responsável pelo inquérito representar ao MINISTÉRIO PÚBLICO, para a indisponibilidade dos bens do indiciado.
Q737958 STJ considera que mesmo para o ato que atente contra a administração TAMBÉM será cabível pedir a indisponibilidade dos bens.
CUIDADO: Aqui a autoridade administrativa representa ao MP, que vai averiguar os fatos e se entender necessário o MP REPRESENTA AO JUIZ RESPONSÁVEL para que ele decrete a indisponibilidade
Se falar que o MP sozinho decreta a indisponibilidade é FALSO, isso é reserva judicial.
Parágrafo único. A indisponibilidade a que se refere o caput deste artigo recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.
Não confundir com sequestro (que ai é o MP que representa perante à autoridade competente)
Art. 8° O sucessor daquele que causar lesão ao patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente está sujeito às cominações desta lei até o limite do valor da herança.
APLICA tanto para ressarcimento ao erário quanto para o pagamento da multa cível.
Atos de enriquecimento ilícito. 
Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:
VII - ADQUIRIR, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja DESPROPORCIONAL à evolução do patrimônio ou à renda do agente público;
VIII - ACEITAR emprego, comissão ou EXERCER ATIVIDADE DE CONSULTORIA OU ASSESSORAMENTO para pessoa física ou jurídica que tenha INTERESSE suscetível de ser atingido ou amparado por AÇÃO OU OMISSÃO decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;
IV - UTILIZAR, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, BEM COMO o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;
Q852749 CUIDADO: 
1) PERMITIR uso de equipamento em obra particular é apenas dano ao erário. 
2) Mas se ele disser USAR/UTILIZAR equipamento em obra particular é enriquecimento ilícito.
XI - INCORPORAR, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei;
XII - USAR, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.
I - RECEBER, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, GRATIFICAÇÃO ou PRESENTE de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;
Questão do CESPE, falando que um auditor do TC da cidade ganhou um carro do prefeito