resumo responsabilidade civil do estado
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resumo responsabilidade civil do estado


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regressivamente se houver DOLO OU FRAUDE.
STF DIZ: Deve seguir esse rito: 
1) A vítima vai ajuizar ação contra o Estado 
2) Se o Estado for condenado ele repara a vítima 
3) Somente depois disso o Estado pode entrar com ação de regresso para cobrar do agente.
STF diz que há dupla garantia: 
Uma, em favor do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa, a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido. 
Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional se vincular
Agente público
Agentes de fato = Agentes necessários + Agentes putativos.
1- Agentes necessários: aquelas pessoas que estão executando alguma função pública por eventual necessidade \u2013 por exemplo em uma emergência 
Incide responsabilidade se o particular estava de boa fé
2- Agentes putativos: mesmo que funcionário de fato, estão desempenhando função onde se presume que há legitimidade, mas estão irregularmente no exercício da função
Incide responsabilidade se o particular estava de boa fé
3- Usurpador de função: pessoa que se apropria de função publica por fraude ou violência , ADM não tinha como impedir 
Não incide responsabilidade
A respeito de danos causados a particular por agente público de fato (necessário ou putativo), julgue o item a seguir. 
Q893157 O Estado terá o dever de indenizar no caso de dano provocado a terceiro de boa-fé por agente público necessário
CORRETO. Agente necessário é aquele que colabora com o poder público em casos de emergência. Neste caso a doutrina sustenta que seus atos serão convalidados e o Estado responde pelos danos causados por ele.
STF tem afastado a responsabilidade objetiva do Estado quando o agente público não tenha atuado nessa qualidade.
É imperativo que agente público TENHA ATUADO COMO AGENTE PÚBLICO, não precisa nem ser no serviço propriamente dito, basta ele atuar na qualidade de um agente público
CUIDADO: Se disser que necessariamente ele deve estar atuando na função dele É FALSO, pois basta ele agir na qualidade de agente público (não importa se estava na função, no serviço, etc.)
Ex: Policial dispara e mata alguém enquanto ele estava de férias no caribe \u2013 não há o que se falar em responsabilidade, embora o cara seja agente público, ele não estava atuando como TAL. 
Ex: Policial dispara e mata alguém enquanto ele foi tentar impedir um roubo \u2013 temos SIM responsabilidade, pois embora fora do horário de serviço, ele estava ATUANDO COMO agente público.
Aqui se usa agente público no sentido AMPLO- até um voluntário ou temporário, agindo como agente público voluntário pode ensejar responsabilidade do Estado \u2013 pois estava agindo como agente público.
Q743250 Para a caracterização da responsabilidade civil do Estado, basta a comprovação da qualidade de agente público, não se exigindo para isso que o agente esteja agindo no exercício de suas funções.
Parte superior do formulário
FALSO. Não basta somente ser agente, deve estar ATUANDO COMO AGENTE. 
Q625223 E mesmo se o agente agir de forma OMISSA vai poder entrar com regresso \u2013 pois haverá CULPA (e basta dolo ou culpa para entrar com o regresso).
Q581697 Haverá responsabilidade objetiva do Estado quando seus agentes, ainda que fora do expediente do trabalho, praticarem atos com excesso, utilizando-se de sua condição funcional.
CORRETO. Aqui sim, se ele está fora do expediente mas ATUA na sua condição funcional tem responsabilidade.
Q621031 (Dizia que João era servidor e casou dano a terceiro) - Poderia haver responsabilização do Estado por culpa in eligendo e culpa in vigilando caso João estivesse atuando fora de suas funções mas a pretexto de exercê-las.
CORRETO. Só para guardar esses dois termos \u2013 eles dois dão ensejo a responsabilidade.
Ainda que o agente estatal atue fora de suas funções, mas a pretexto de exercê-las, o fato é tido como administrativo, no mínimo pela má escolha do agente (culpa in eligendo) ou pela má fiscalização de sua conduta (culpa in vigilando)
MAS CUIDADO: Esse tema é altamente controvertido
Q607040 Se ato danoso for praticado por agente público fora do período de expediente e do desempenho de suas funções, a responsabilidade do Estado será afastada.
 Essa aqui era múltipla escolha E FOI DADA FALSO. Deu muita polemica pois a redação veio estranha. Eu acredito que a redação quis dizer que o agente estaria fora do desempenho de suas funções \u201cnormais\u201d, durante o expediente. 
 Se essa for a intenção do examinador , então realmente é FALSA , pois ao gente embora fora do desempenho de sua função durante o expediente , ainda ensejaria responsabilidade caso agisse COMO agente pública fora do expediente. 
Casos especiais:
Q835077 Diretora de uma escola estava pedindo à direção da escola mais proteção na sala de aula. Acabou que a direção não ofereceu a proteção e ela foi agredida por um aluno. Há responsabilidade SIM do Estado
A responsabilidade do Estado derivou do descumprimento do dever legal, a ele atribuído, de impedir a consumação do dano.
1- Responsabilidade por detentos (seja o cara se suicidar ou os colegas de cela matarem ele) 
REGRA: Responsabilidade OBJETIVA do Estado, entretanto não há responsabilidade caso o nexo causal esteja rompido ou se houver uma causa impeditiva da atuação protetiva. 
Nexo causal: O STF tem entendido que, nos casos de fuga de preso, em que o detento está há muito tempo foragido e vem a cometer algum crime, gerando dano a particular, não há responsabilidade do Estado, porque não há mais nexo causal, interrompido pelo longo período de fuga.
Q595688 Paciente de HOSPÍCIO público se suicidou:
O Estado poderá ser acionado e condenado a ressarcir os danos morais causados aos genitores do interno, já que tinha o dever de garantir a vida e a saúde do paciente, respondendo objetivamente pelas circunstâncias do óbito.
Obs.: É igual ao caso do preso que se mata , não importa que o cara se matou e o Estado não tinha culpa , era o dever do Estado de proteger a integridade dele.
CUIDADO: Q798499 Em recente decisão, o STF entendeu que, quando o poder público comprovar causa impeditiva da sua atuação protetiva e não for possível ao Estado agir para evitar a morte de detento (que ocorreria mesmo que o preso estivesse em liberdade) NÃO HAVERÁ responsabilidade civil do Estado, pois o nexo causal da sua omissão com o resultado danoso TERÁ SIDO ROMPIDO.
2 - O preso submetido a situação degradante e a superlotação na prisão 
Tem direito a indenização do Estado por danos morais.
3 - ATOS LEGISLATIVOS: Se uma lei, que é ato praticado pelo Poder Legislativo, causar dano a um particular , via de regra NÃO HÁ responsabilidade. MAS tem 3 exceções: 
1) Edição de lei constitucional, porém materialmente defeituosa;
2) Edição de lei inconstitucional; e
3) Responsabilização civil por omissão legislativa.
Q676545 Em nenhuma circunstância será o Estado responsabilizado por danos decorrentes dos efeitos produzidos por lei, uma vez que a atividade legislativa é fundamentada na soberania e limitada somente pela Constituição Federal de 1988. 
FALSO
Q501930 O Estado é civilmente responsável por danos decorrentes de lei declarada inconstitucional pelo Poder Judiciário
CORRETO. É um dos 3 casos em que um ato legislativo enseja responsabilidade.
4 - ATOS JURISDICIONAIS: Via de regra uma decisão judicial NÃO HÁ responsabilidade. Mas temos exceções (OBJETIVA):
1) Indenizar o condenado por erro judiciário 
2) Q501932 O erro judiciário consistente na prisão por prazo superior ao da condenação atrai a responsabilidade civil do Estado
3) Comprovada falta objetiva na prestação judiciária.
CUIDADO: Prisão preventiva/temporária mas com posterior absolvição NÃO GERA direito a indenização, pois STF disse que isso não se configura como erro judiciário nem prisão além do tempo.