Resumo lei 8112
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Resumo lei 8112


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o servidor ocupava anteriormente será considerado vago.
FALSO. Remoção ou Redistribuição, nenhum dos dois geram vacância. 
Art. 33.  A vacância do cargo público decorrerá de:
I - exoneração;
II - demissão;
III - promoção;
VI - readaptação;
VII - aposentadoria;
VIII - posse em outro cargo inacumulável;
IX - falecimento.
Exoneração
Q327894 O servidor que ocupar cargo comissionado não poderá ser exonerado como punição por infração funcional. 
CORRETO. É impossível ele ser exonerado como punição, porque para punir é necessário o devido processo legal, e a devida punição é a destituição do cargo e não a exoneração. 
Q305152 No caso de exoneração de servidor público concursado e nomeado para cargo efetivo, é necessária a instauração de processo administrativo disciplinar para assegurar os princípios da ampla defesa e do contraditório
FALSO. No caso de exoneração de servidor público em estágio probatório o STF permite dispensar o PAD, desde que seja aberta sindicância que garante contraditório e ampla defesa para o exonerado.
I) Note que a questão teve a sensibilidade de dizer EXONERAÇÃO \u2013 para não ter erro e confundir com demissão, esta sim CERTAMENTE depende de PAD. 
II) Mas exoneração de servidor nomeado pode ocorrer se ele reprovar o estágio probatório, neste caso basta uma simples sindicância, para lhe conferir a ampla defesa.
A jurisprudência do STJ entende que a exoneração de servidores públicos concursados e nomeados para cargo efetivo, ainda que se encontrem em estágio probatório, necessita do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório (vide, também, a Súm. n. 21-STF). Contudo, na hipótese de servidor em estágio probatório, apregoa que não se faz necessária a instauração de processo administrativo disciplinar (PAD) para tal, admitindo ser suficiente a abertura de sindicância que assegure os princípios da ampla defesa e do contraditório. Anote-se que essa exoneração não tem caráter punitivo, mas se lastreia no interesse da Administração de dispensar servidores que, durante o estágio probatório, não alcançam bom desempenho no cargo
Q327910 A inabilitação em estágio probatório e o abandono do cargo por mais de trinta dias consecutivos são situações que acarretam a exoneração do servidor ocupante de cargo efetivo
FALSO. Inabilitação em estágio probatório é exoneração sim , mas abandono de cargo é demissão.
Art. 34.  A EXONERAÇÃO de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor, ou de ofício.
Parágrafo único.  A exoneração de ofício dar-se-á:
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório;
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.
Note que Exoneração de ofício somente nestes dois casos! O CESPE sempre coloca outras situações e diz que o servidor seria exonerado, FALSO. 
Art. 35.  A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: 
I - a juízo da autoridade competente;
II - a pedido do próprio servidor.
Da Remoção
Art. 18.  O servidor que deva ter exercício em outro município em razão de ter sido removido, redistribuído, requisitado, cedido ou posto em exercício provisório terá, no mínimo, 10 dias e, no máximo, 30 dias de prazo, contados da publicação do ato, para a retomada do efetivo desempenho das atribuições do cargo, incluído nesse prazo o tempo necessário para o deslocamento para a nova sede. 
Q369442 Ao servidor removido deverá ser concedido o prazo de, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias para entrar em exercício na outra localidade para onde foi removido
Art. 36.  Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do MESMO quadro, com ou sem mudança de sede.
Q587809 A remoção, que pode ser de ofício, no interesse da administração, consiste no deslocamento do servidor no âmbito do mesmo quadro, com a necessária mudança de sede. 
FALSO. Remoção pode ser com ou sem mudança de sede.
Q483941 Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede
FALSO. Note que ele fez uma construção explicativa (colocou o apedido entre virgulas) dando uma interpretação restritiva, no sentido de que remoção seria SEMPRE a pedido.
I) Deve ter sido dada errado porque está sendo taxativa e não considerou a hipótese de ocorrer de ofício também.
Parágrafo único. Para fins do disposto neste artigo, entende-se por MODALIDADES de remoção
I - de ofício, no interesse da Administração; 
II - a pedido, a critério da Administração; (a pedido discricionária)
III -  a pedido, para outra localidade, independentemente do interesse da Administração: 
Q853094 STF: Cabe MS quando ato da autoridade que indeferir o pedido de remoção nesse caso do inciso III. Pois constitui direito líquido e certo do servidor ser removido , independe mente do interesse da administração.
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil OU MILITAR, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração
b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta médica oficial
c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em que o número de interessados for superior ao número de vagas, de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade em que aqueles estejam lotados.
CUIDADO: O cônjuge removido pode até ser militar, pode ser de qualquer poder. Mas essa prerrogativa de pedir remoção vale só se o cônjuge que ficou for estatutário. 
Por exemplo, se o cônjuge que ficou é CLT, nada disso vale (obviamente pois a lei 8112 não se aplica a ele)
CUIDADO: Que aqui é remoção e o cara que foi removido CONTINUA TRABALHANDO na outra sede. É diferente da licença por afastamento do cônjuge, que a pessoa pede licença SEM REMUNERAÇÃO para acompanhar o cônjuge.
Q330825 Se o cônjuge de determinado servidor público for deslocado para outra localidade do território nacional para exercício de mandato eletivo do Poder Executivo, circunstância que levou o servidor a requerer à administração pública a concessão de licença para acompanhamento de cônjuge, a concessão de licença ao servidor será admitida por prazo indeterminado, sem direito à remuneração
CORRETO. Note que isso aqui é licença por motivo de afastamento do cônjuge , que é DIFERENTE da remoção vinculada por afastamento do cônjuge. 
Q351234 Considere que Roberta, empregada pública concursada da Caixa Econômica Federal, tenha solicitado remoção para acompanhar seu cônjuge, servidor público de um TRT, que havia sido removido no interesse da administração para localidade diferente da que vivia com sua esposa. Em face dessa situação hipotética, é correto afirmar que o pedido de Roberta não encontra amparo legal na Lei n.º 8.112/1990
CORRETO. Só vai poder pedir a remoção se ela fosse amparada pela 8112.
Da Redistribuição
Art. 37.  Redistribuição é o deslocamento de CARGO de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do MESMO PODER, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC, observados os seguintes preceitos: 
Q247687 A redistribuição de cargos implica alteração na lotação dos órgãos ou entidades envolvidos e, por isso, precisa ser feita mediante lei. 
FALSO. Não precisa de lei , e sim prévia autorização do SIPEC.
I - interesse da administração; 
II - equivalência de vencimentos;
III - manutenção da essência das atribuições do cargo; 
IV - vinculação entre os graus de responsabilidade e complexidade das atividades; 
V - mesmo nível de escolaridade, especialidade ou habilitação profissional; 
VI - compatibilidade entre as atribuições do cargo e as finalidades institucionais do órgão ou entidade. 
§ 1o A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços, inclusive
João Paulo
João Paulo fez um comentário
muito bom
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