Resumo lei processo administrativo federal 9784
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Resumo lei processo administrativo federal 9784


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Coisas de prova
SOBRE A RENÚNCIA DA COMPETÊNCIA:
PARA A PROVA: Se perguntar SECO \u2013 Delegar NÃO É renunciar. Essa questão de 2018 que destoou da cobrança normal.
Q373851 Pode-se renunciar à competência para a prática de ato administrativo por meio da delegação, que pode ser horizontal \u2014 em relação de mesmo nível hierárquico \u2014 ou vertical \u2014 em relação de subordinação hierárquica.
FALSO. Essa foi de 2013. Aqui o CESPE adotou a visão tradicional, que não considera renúncia de competência algo valido \u2013 pois via de regra o agente que delega CONTINUA competente, ou seja, a competência é meramente transferida, e não \u201crenunciada\u201d.
Q343651 Se um agente público delegar a competência para a prática de um ato administrativo a outro agente, ocorrerá a renúncia à competência
FALSO. De 2013 também na linha tradicional- competência é IRRENUNCIÁVEL. 
Q854322 Autoridade competente para a realização de ato administrativo pode escolher renunciar a tal competência, ainda que a tenha adquirido por delegação. Parte superior do formulário
ERRADO. Aqui é a regra geral , a competência é irrenunciável. 
Q910642 A competência do sujeito é requisito de validade do ato administrativo e, em princípio, irrenunciável, porém sua irrenunciabilidade poderá ser afastada em razão de delegação ou avocação de competências legalmente admitidas
 Foi dada como CORRETA. Essa foi de 2018. O CESPE entende que delegação e avocação são EXCEÇÕES DA IRRENUNCIABILIDADE.
Princípios EXPRESSOS na 9784
a) legalidade (expresso no caput do art. 37 da CF);
b) finalidade (aparece, na CF, englobado no princípio da impessoalidade, do qual, em verdade, é espécie);
c) motivação (construção essencialmente doutrinária e jurisprudencial);
d) razoabilidade (segundo a jurisprudência do STF, é princípio implícito, decorrente do princípio do devido processo legal, em sua acepção substantiva);
e) proporcionalidade (segundo a jurisprudência do STF, é princípio implícito, decorrente do princípio do devido processo legal, em sua acepção substantiva);
f) moralidade (expresso no caput do art. 37 da CF);
g) ampla defesa (expresso no art. 5Q, LV, da CF);
h) contraditório (expresso no art. 5a, LV, da CF);
i) segurança jurídica (é um princípio geral de Direito);
j) interesse público (aparece, na CF, englobado no princípio da impessoalidade, do qual, em verdade, é espécie); e
l) eficiência (expresso no caput do art. 37 da CF)
Q584229 O processo administrativo possui princípios específicos, como o da oficialidade, pois no processo administrativo não vigora o princípio da inércia, podendo ser instaurado e movimentado de ofício, com vistas à completa instrução e conclusão do processo
RECURSOS DEVOLUTIVO X SUSPENSIVO \u2013 EFEITOS
1- RECURSO DEVOLUTIVO: O recurso administrativo SEM EFEITO SUSPENSIVO não tolhe a fluência da prescrição, nem impede o uso das vias judiciárias na pendência da decisão interna da Administração. O ato impugnado continua a operar seus efeitos, com a possibilidade sempre presente de lesar direitos individuais, o que justifica o amparo da Justiça antes mesmo do pronunciamento administrativo final. 
Se o recurso administrativo interposto for meramente devolutivo, nada impede que o administrado ACIONE TAMBÉM a via judicial para rever seus direitos.
2- RECURSO SUSPENSIVO: O recurso administrativo COM EFEITO SUSPENSIVO produz duas consequências fundamentais: o impedimento da fluência do prazo prescricional e a impossibilidade jurídica de utilização das vias judiciárias.
 O VIA DE REGRA quando o recurso administrativo é recebido com efeito suspensivo É NÃO PODER acionar a via judicial até que seja resolvido o recurso (É justamente porque o efeito suspensivo vai suspender o ato lesivo até a decisão final, então não teria porque o administrado querer ativar a via judicial se a situação não está mais produzindo efeitos.
EXCEÇÃO: O mandado de segurança pode ser usado em alguns casos MESMO COM recurso com efeito suspensivo pendente.
Súmula 429 do STF: A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade.
Q260644 A pendência de apreciação de recurso administrativo interposto e recebido com efeito suspensivo impede a utilização das vias judiciárias para contestação do ato administrativo pendente de decisão.
CORRETO. Note que aqui ele está considerando somente a regra, pois há exceção.
DESDOBRAMENTO DO DIREITO DE PETIÇÃO:
1 - REPRESENTAÇÃO: meio utilizado para denunciar irregularidades perante a Administração Pública. Quem representa não é a pessoa diretamente interessada, mas sim qualquer pessoa que tenha interesse de denunciar na condição de cidadão.
 2 - RECLAMAÇÃO: diferentemente da representação, na reclamação o recorrente é o interessado direto na revisão de ato que prejudica seu direito ou interesse.
3 - PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO: pode ser comparada a uma reclamação, com a diferença de ser dirigida à mesma autoridade que praticou o ato prejudicial ao interessado. 
4 - REVISÃO: por esse instrumento, o recorrente pede a reavaliação de decisão proferida em processo administrativo já encerrado, da qual tenha resultado aplicação de sanção. É imprescindível que haja fatos novos que possam conduzir a uma decisão diferente da anterior. Pela 9784 , da revisão não pode agravar a situação. 
PRAZOS DA LEI 9784
Q606734 EM MESES basta contar data a data mesmo: Não precisa excluir início nem nada.
Cara pega licença de 1 ano: dia 21/1/2011 vai voltar 21/1/2012 e acabou.
Mas o CESPE fez uma pegadinha com ano bissexto (acho que não deve cair nunca mais). O cara saiu de licença dia 29/2/2012 (fevereiro nesse ano teve 29 dias) , mas ai quando ele voltou no ano seguinte fevereiro só dia 28 dias , como os prazos conta mês a mês , usa a regra de que \u201cse o mês não tiver o dia correspondente você usa o último dia do mês\u201d \u2013 então ele voltou dia 28/2/2012
Q605972 SE FOR EM DIAS: VAI CONTAR CORRIDO NO CALENDÁRIO, EXCLUI o dia do início e INCLUI o vencimento. 
Caso o vencimento caia em dia não útil, o vencimento será o próximo dia útil.
ART 26: INTIMAÇÃO PARA COMPARECIMENTO --> antecedência de no mín. 3 DIAS ÚTEIS da data do comparecimento.
ART 41: INTIMAÇÃO DA PRODUÇÃO DE PROVA OU DE DILIGÊNCIA --> Antecedência mín. de 03 DIAS ÚTEIS;
ART 56: Prazo de PARA AUTORIDADE RECONSIDERAR de decisão --> 05 DIAS
ART 62: CONTRARRAZÕES --> 05 DIAS ÚTEIS.
ART 24: Prazo para a PRÁTICA DOS ATOS, quando inexistir disposição específica, salvo motivo de força maior (para os administrados/Adm. Púb.) --> 5 DIAS, ou prorrogado pelo DOBRO (10 dias), mediante comprovada justificação.
CUIDADO: Prazo para o interessado se defender quando ele for notificado de qualquer coisa sem prazo especifico.
Usa o prazo de 5 DIAS, que é o prazo para ato que não tem prazo especifico na lei. 
ART 59: INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OU PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO --> Salvo disposição legal específica, 10 DIAS, contados da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida. (IMPRORROGÁVEL)
ART 44: ALEGAÇÕES FINAIS / MANIFESTAÇÃO DO INTERESSADO após instrução --> 10 DIAS.  
ART 42: PARECER OBRIGATÓRIO --> 15 DIAS, SALVO norma especial ou comprovada necessidade de maior prazo.
ART 49: Prazo de DECISÃO --> 30 DIAS + 30 DIAS (sendo esta expressamente motivada)
ART. 59, § 1°: DECISÃO do recurso administrativo --> 30+30 (sendo este prorrogável ante justificativa explícita)
Disposições gerais
Aplicação
Art. 1o Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo administrativo no âmbito da Administração FEDERAL DIRETA E INDIRETA, visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor cumprimento dos fins da Administração.
§ 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de FUNÇÃO ADMINISTRATIVA.
De outro artigo: Art. 69. Os processos administrativos ESPECÍFICOS continuarão a reger-se por lei própria, aplicando-se-lhes apenas subsidiariamente os preceitos