Resumo lei processo administrativo federal 9784
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Resumo lei processo administrativo federal 9784


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própria autoridade delegada (ou seja , coatora = quem praticou a coação = a própria autoridade que agia por delegação).
Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.
§ 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.
§ 2o O ato de delegação é REVOGÁVEL a qualquer tempo pela autoridade delegante.
Cuidado, NÃO confundir com \u201crenunciável\u201d, pois NUNCA vai ser. 
§ 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar EXPLICITAMENTE esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.
 
Art. 15. Será permitida, em caráter EXCEPCIONAL e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação TEMPORÁRIA de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. 
Q404092 CESPE em muitas questões faz a mesma pegadinha \u2013 dizer que poderia avocar \u201cdefinitivamente\u201d uma competência.
FALSO. Avocação sempre temporária.
Q373807 A avocação é medida excepcional e só pode ser praticada diante de permissivo legal. 
Foi dada CORRETO. Embora a 9.784 nada diga que o permissivo da avocação é legal , aqui dá a entender que basta ser justificado e em situação excepcional. 
Art. 16. Os órgãos e entidades administrativas divulgarão publicamente os locais das respectivas sedes e, quando conveniente, a unidade fundacional competente em matéria de interesse especial.
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de MENOR GRAU HIERÁRQUICO para decidir.
Justamente para possibilitar que eventuais recursos tramitem pelo máximo de instâncias.
Q326904 Qualquer autoridade de menor grau hierárquico em uma organização pública pode iniciar um processo administrativo, desde que não tenha sido definida competência legal específica para esse fim 
Impedimento e suspeição
Impedimento 
Art. 18. É IMPEDIDO de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:
I - tenha interesse direto OU INDIRETO na matéria;
II - tenha participado ou venha a participar como perito, testemunha ou representante, ou se tais situações ocorrem quanto ao cônjuge, companheiro ou parente e afins até o 3º grau;
Q593259 Lembrar que PRIMO PODE, pois é parente de 4º grau.
III - esteja litigando judicial ou administrativamente com o interessado ou respectivo cônjuge ou companheiro.
Note que na justiça do trabalho isto é permitido!
Art. 19. A autoridade ou servidor que incorrer em impedimento deve comunicar o fato à autoridade competente, abstendo-se de atuar.
Parágrafo único. A omissão do dever de comunicar o impedimento constitui FALTA GRAVE, para efeitos disciplinares.
Suspeição
Q305138 A autoridade ou o servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau estão impedidos de atuarem no mesmo processo
FALSO. A MESMA VELHA pegadinha de sempre, tentar confundir impedimento com suspeição. Neste caso caracterizou-se uma suspeição. 
Art. 20. Pode ser arguida a SUSPEIÇÃO de autoridade ou servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o 3º grau.
Art. 21. O indeferimento de alegação de suspeição poderá ser objeto de recurso, SEM EFEITO SUSPENSIVO. 
Guardar esse artigo porque SEMPRE CAI!
Prática dos atos do processo
Forma 
SOBRE O FORMALISMO:
Existe informalismo quanto a forma de se iniciar o processo administrativo, pois a 9784 diz que não tem forma, salvo quando a lei o exigir (então pode começar até verbalmente, desde que a lei não imponha outro). 
Mas no RECURSO, a petição deve ser sempre ESCRITA. 
Os ATOS DO PROCESSO são sempre praticados por ESCRITO.
Q801793 No processo administrativo, vige o princípio do formalismo moderado, rechaçando-se o excessivo rigor na tramitação dos procedimentos, para que se evite que a forma seja tomada como um fim em si mesma, ou seja, desligada da verdadeira finalidade do processo.
Q911587 Conforme o princípio do formalismo moderado, os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada, salvo por exigência legal. 
CORRETO.
Q483001 Como decorrência dos princípios da legalidade e da segurança jurídica, é correto afirmar que os processos administrativos regidos pela Lei n.º 9.784/1999 devem, em regra, guardar estrita correspondência com as formas estabelecidas para cada espécie processual, podendo a lei, em determinadas hipóteses, dispensar essa exigência.
FALSO. É o CONTRÁRIO. Não tem forma definida e a lei é quem determina .
I) Ele trocou: Ele disse que é a lei que dispensa , mas é o contrario , não tem forma nenhuma e é a lei que IMPÕE caso precise.
Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir.
§ 1o Os atos do processo devem ser produzidos por ESCRITO, em vernáculo, com a data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável.
§ 2o Salvo imposição legal, o reconhecimento de firma somente será exigido quando houver dúvida de autenticidade.
Via de regra, não se exige reconhecimento de firma nos documentos juntados ao processo administrativo.
§ 3o A autenticação de documentos exigidos em cópia poderá ser feita pelo órgão administrativo.
§ 4o O processo deverá ter suas páginas numeradas sequencialmente e rubricadas.
Prazos
Art. 23. Os atos do processo devem realizar-se em dias ÚTEIS, no horário normal de funcionamento da repartição na qual tramitar o processo.
Parágrafo único. Serão concluídos depois do horário normal os atos já iniciados, cujo adiamento prejudique o curso regular do procedimento ou cause danos ao interessado ou à Administração.
Art. 24. Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem devem ser praticados no prazo de 5 dias, salvo motivo de força maior.
Parágrafo único. O prazo previsto neste artigo pode ser dilatado até o DOBRO, mediante comprovada justificação.
Art. 25. Os atos do processo devem realizar-se PREFERENCIALMENTE na sede do órgão, cientificando-se o interessado se outro for o local de realização.
Comunicação / intimação
Art. 28. Devem ser objeto de intimação os atos do processo que resultem para o interessado em imposição de deveres, ônus, sanções ou restrição ao exercício de direitos e atividades e os atos de outra natureza, de seu interesse.
Art. 26. O órgão competente perante o qual tramita o processo administrativo DETERMINARÁ a intimação do interessado para ciência de decisão ou a efetivação de diligências.
Atos que imponham deveres, ônus, sanções ou restrições ao exercício de direitos e atividades
Atos de interesse do administrado
Para ciência de decisão
Para efetivação de diligencias
Q338749 Em processos administrativos, é obrigatória a intimação do envolvido, sob pena de nulidade do ato
CORRETO. Por mais que o desatendimento não implique em sanção, ainda continua sendo OBRIGATÓRIO a intimação nos casos previstos aqui neste artigo.
§ 1o A intimação deverá conter:
I - identificação do intimado e nome do órgão ou entidade administrativa;
II - finalidade da intimação;
III - data, hora e local em que deve comparecer;
IV - se o intimado deve comparecer pessoalmente, ou fazer-se representar;
V - informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento;
VI - indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes.
§ 2o A INTIMAÇÃO observará a antecedência mínima de 3 DIAS ÚTEIS quanto à data de comparecimento. 
Modo de intimação
§ 3o A intimação pode ser efetuada por ciência no processo, por via postal com aviso de recebimento, por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado.
§ 4o No caso