Resumo lei processo administrativo federal 9784
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Resumo lei processo administrativo federal 9784


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fixado, o processo não terá seguimento até a respectiva apresentação, responsabilizando-se quem der causa ao atraso.
§ 2o Se um parecer obrigatório e NÃO VINCULANTE deixar de ser emitido no prazo fixado, o processo poderá ter prosseguimento e ser decidido com sua dispensa, sem prejuízo da responsabilidade de quem se omitiu no atendimento.
Art. 43. Quando por disposição de ato normativo devam ser previamente obtidos laudos técnicos de órgãos administrativos e estes não cumprirem o encargo no prazo assinalado, o órgão responsável pela instrução deverá solicitar laudo técnico de outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes.
CUIDADO: Laudo técnico é diferente dos pareceres. Aqui a lei diz que laudo técnico se o órgão não entregar, vai ter de solicitar laudo técnico para outro órgão dotado de qualificação e capacidade técnica equivalentes.
Art. 44. Encerrada a instrução, o interessado terá o direito de manifestar-se no prazo máximo de 10 dias, salvo se outro prazo for legalmente fixado. 
Q351624 Encerrada a instrução, o processo deverá ser imediatamente remetido à autoridade competente para julgá-lo, para decisão. 
FALSO. Encerrada a instrução intima para razoes finais em 10 dias. Somente depois disso é que vai para julgamento.
Art. 45. Em caso de risco iminente, a Administração Pública poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do interessado.
Q532471 Em caso de risco iminente, é permitido à administração pública adotar providências acautelatórias, desde que estas sejam motivadas e precedidas de prévia manifestação do interessado. 
FALSO. Não é necessário avisar o interessado. 
São chamadas de TUTELAS CAUTELARES.
Art. 46. Os interessados TÊM DIREITO à vista do processo e a obter certidões ou cópias reprográficas dos dados e documentos que o integram, RESSALVADOS os dados e documentos de terceiros protegidos por sigilo ou pelo direito à privacidade, à honra e à imagem.
Art. 47. O órgão de instrução que não for competente para emitir a decisão final ELABORARÁ RELATÓRIO indicando o pedido inicial, o conteúdo das fases do procedimento e formulará proposta de decisão, objetivamente justificada, encaminhando o processo à autoridade competente.
Dever de decidir
Art. 48. A Administração tem o dever de explicitamente emitir decisão nos processos administrativos e sobre solicitações ou reclamações, em matéria de sua competência.
Se a Administração receber uma reclamação ou solicitação, qualquer que seja, ELA DEVE DECIDIR. Ela não pode \u201cignorar\u201d a reclamação.
Art. 49. Concluída a instrução de processo administrativo, a Administração tem o prazo de até 30 dias para decidir, salvo prorrogação por igual período expressamente motivada. 
Motivação
Q409811 De acordo com a Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo federal, é desnecessária a motivação dos atos administrativos discricionários, entretanto, uma vez expressa a motivação, a validade desses atos fica vinculada aos motivos indicados como seu fundamento.
FALSO. A lei em nenhum momento diz que não precisa motivar ato discricionário \u2013 e pelo contrário , ao dizer que atos de REVOGAÇÃO precisam ser motivados , é uma clara evidencia de um ato discricionário que precisa de motivação!
No que concerne ao processo administrativo, julgue os itens subsecutivos
Q350056 É aplicável ao processo administrativo o princípio da obrigatória motivação, pelo qual a autoridade administrativa deve indicar os pressupostos de fato e de direito que determinam a sua decisão
CORRETO. Note que pela letra FRIA, nós entendemos que nem todos os atos precisam ser motivados. 
I) CESPE afirmou SECO que a motivação é obrigatória.
I) Prof. do GRAN disse que a regra É MOTIVAR!
Q898615 A indicação das circunstâncias fáticas supre a exigência de motivação do ato administrativo que decidir recurso administrativo. 
FALSO. Motivação é suprida apenas com pressupostos de fato + pressupostos de direito.
Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:
I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
V - decidam recursos administrativos;
VI - decorram de reexame de ofício;
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais;
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.
§ 1o A motivação deve ser EXPLÍCITA, CLARA E CONGRUENTE, podendo consistir em DECLARAÇÃO DE CONCORDÂNCIA com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. 
Q41787 Não viola o princípio da motivação dos atos administrativos o ato da autoridade que, ao deliberar acerca de recurso administrativo, mantém decisão com base em parecer da consultoria jurídica, sem maiores considerações.
CORRETO. É justamente a exceção da motivação (motivação Aliunde \u2013 pode SIM motivar somente \u201cconcordando\u201d com um parecer, deste que esse parecer se integre ao processo).
§ 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.
§ 3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.
Desistência do processo
Art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação ESCRITA, desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.
Não pode desistir verbalmente.
§ 1o Havendo vários interessados, a desistência ou renúncia atinge somente quem a tenha formulado.
§ 2o A desistência ou renúncia do interessado, conforme o caso, não prejudica o prosseguimento do processo, se a Administração considerar que o interesse público assim o exige.
Q407274 Em razão do princípio da oficialidade, é possível, mesmo após a desistência do interessado, a administração prosseguir com o processo, se assim julgar conveniente
Art. 52. O órgão competente poderá declarar extinto o processo quando exaurida sua finalidade ou o objeto da decisão se tornar impossível, inútil ou prejudicado por fato superveniente.
Anulação, revogação e convalidação
Anulação
Q485873 Conforme entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal, a revogação de ato administrativo que já gerou efeitos concretos exige regular processo administrativo
CORRETO. \u201ca revogação de atos administrativos de que já decorreram efeitos concretos deve ser precedida por procedimento administrativo em que se oportunize a manifestação do interessado, sob pena de infringência às garantias do contraditório e da ampla defesa\u201d 
STF ainda disse: "qualquer ato da Administração Pública capaz de repercutir sobre a esfera de interesses do cidadão deveria ser precedido de procedimento em que se assegurasse, ao interessado, o efetivo exercício dessas garantias."
Ato praticado ANTES DA VIGÊNCIA da 9784 decai o prazo em 5 anos da vigência da lei para anula-lo. 
Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Q557445 O direito de a administração anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, implica a desnecessidade de garantir o contraditório e a ampla defesa ao terceiro prejudicado.
FALSO. Contraditório e Ampla defesa concede SEMPRE QUE for afetar direito de alguém. 
Q327907 O direito da administração de revogar os seus atos decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados
FALSO. Revogar não tem prazo.
Q534631