Resumo Atos administrativos
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Resumo Atos administrativos


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Extinção dos atos:
Q842587 Na revogação, o ato é extinto por oportunidade e conveniência, ao passo que, na anulação, ele é desfeito por motivo(s) de ilegalidade.
CORRETO. Só para guardar essa nomenclatura de ato ser \u201cdesfeito\u201d ao invés de \u201cextinto\u201d sendo correto também.
1- Natural: Quando o ato já produziu todos os seus efeitos jurídicos, ele se extingue naturalmente. 
Ex: portaria concedendo férias, quando o servidor volta das férias a portaria se extingue naturalmente.
2- Objetiva: Desaparecimento do objeto (coisa) sobre a qual o ato recai. 
Ex: autorização para utilizar uma praça. Houve um terremoto e a praça sumiu, logo o ato sofreu uma extinção objetiva.
3- Subjetiva: Desaparecimento do sujeito beneficiário do ato administrativo. 
Ex: morte do particular que tinha conseguido uma licença para algo.
4- Caducidade: Uma nova lei / norma jurídica não permite mais a situação anterior. 
CUIDADO: não confundir com caducar de prazos, atos administrativos não caducam.
Q877374 CADUCIDADE: Determinado prefeito exarou ato administrativo autorizando o uso de bem público em favor de um particular. Pouco tempo depois, lei municipal alterou o plano diretor, no que tange à ocupação do espaço urbano, tendo proibido a destinação de tal bem público à atividade particular.
CORRETO sendo CADUCIDADE.
5- Contraposição: Surge um novo ato, que tem efeito oposto ao ato anterior. Como o efeito do novo ato é oposto, ele extingue o ato antigo. 
Ex: ato de nomeação de um servidor seguido do ato de exoneração do servidor. 
Obs.: A caducidade e contraposição são parecidas, mas caducidade acho que \u2018é algo mais \u201cSEM QUERER\u201d. O novo ordenamento jurídico NÃO FOI EDITADO PARA EXTINGUIR AQUELE ATO, mas veio a calhar de fazer com o que o ato seja incompatível.
Na contraposição seria algo mais DIRETO. O ato posterior é editado JUSTAMENTE para extinguir o anterior. 
6- Cassação: Quando o particular descumpre as condições que deveriam permanecer. 
Ex: autorização permitiu construir 10 m2, e o particular construiu 15 m2, essa autorização será cassada. Ou então quando foi autorizado para fazer X e o particular fez Y.
Revogação de atos:
Q840782 Concedida aposentadoria a servidor público, o prazo decadencial para a administração rever o ato concessivo terá início somente a partir da manifestação do tribunal de contas sobre o benefício.
CORRETO. Concessão de aposentadoria é ato complexo que só se aperfeiçoa com a manifestação do TC. Logo o prazo decadencial só começa a correr da data em que o ato se aperfeiçoa, portanto somente a partir da manifestação do TC. 
Q327533 Um ato individual só pode ser revogado se não houver gerado direito adquirido para o seu destinatário
CORRETO. É o tipo de questão que ele diz \u201csó pode ser\u201d no sentido de que É UMA CONDIÇÃO , mas não no sentido de \u201cé a única condição\u201d. Ora , de fato , só podemos revogar um ato se ele tiver gerado direito adquirido.
Q543618 A revogação de atos pela administração pública por motivos de conveniência e oportunidade não possui limitação de natureza material, mas somente de natureza temporal, como, por exemplo, o prazo quinquenal previsto na Lei n.º 9.784/1999, que regula o processo administrativo no âmbito do serviço público federal
FALSO. É ao contrário.
REVOGAR via de regra não tem limitação TEMPORAL, uma vez que atos válidos e legais podem ser revogados por conveniência e oportunidade NÃO IMPORTA QUANDO. As limitações que existem são materiais, como por exemplo respeitar direitos adquiridos, não poder revogar certos tipos de atos , etc.
Lei 9.784 Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Revogação é quando se deseja extinguir um ato que é legal e está surtindo seus efeitos, por motivos de conveniência e oportunidade, SEMPRE RESPEITANDO OS DIREITOS ADQUIRIDOS.
- ATO: Revoga-se sempre um ato legal.
- ANÁLISE: Faz-se uma análise de conveniência e oportunidade (mérito administrativo)
- QUEM PODE FAZER: Via de regra é feita pela administração pública. Exceção: o judiciário somente pode revogar atos que sejam do poder judiciário.
- EFEITOS: Ex Nunc (efeito para frente , efeito prospectivo , efeitos futuros). Tudo que ficou para trás foi válido, apenas se torna inválido do momento da revogação para frente.
- PRAZOS: Não há prazo para se revogar um ato legal.
Atos que não podem ser revogados:
Q617771 A competência para revogar é intransferível, salvo por força de lei.
NÃO PODEM SER REVOGADOS:
1- Atos vinculado: Faz sentido pois ato vinculado não há margem para juízo de mérito. 
CUIDADO: o STF permitiu a revogação da licença para construir antes que a obra se inicie. Mas via de regra licença NÃO se revoga, tampouco se revoga licença válida. O que pode se revogar é um \u201cdireito à construção\u201d dado pela licença, isto é, QUANDO AINDA NÃO COMEÇOU A CONSTRUIR.
2- Atos consumados:
3- Atos que geram direito adquirido: 
4- Atos ilegais: porque é anulado sempre e não revogado.
5- Atos enunciativos e declaratórios: 
6- Atos integrativos de um procedimento administrativo após sua preclusão
Não se revoga edital, após que já tenha começado uma de algumas suas fases
FCC considerou apenas \u201catos que integram procedimento administrativo\u201d.
Anulação de atos
Q381839 Pelo princípio da autotutela, a administração pode, a qualquer tempo, anular os atos eivados de vício de ilegalidade.
FALSO. CUIDADO com pegadinha. 
I) Revogar um ato realmente é a qualquer tempo, mas anular um ato existe o prazo decadencial de 5 anos.
Q840781 Caso se verificasse a promoção indevida de servidor do TCE/PE, o ato administrativo pertinente deveria ser anulado, e o servidor teria de restituir os valores percebidos a mais.
FALSO. 
Súmula de nº 249 TCU: É dispensada a reposição de importâncias indevidamente percebidas, de boa-fé, por servidores ativos e inativos, e pensionistas, em virtude de erro escusável de interpretação de lei por parte do órgão/entidade, ou por parte de autoridade legalmente investida em função de orientação e supervisão, à vista da presunção de legalidade do ato administrativo e do caráter alimentar das parcelas salariais.
Q392213 Ato administrativo de manifesto conteúdo discriminatório editado por ministério poderá ser invalidado, com efeitos retroativos, tanto pela administração como pelo Poder Judiciário, ressalvados os direitos de terceiros de boa-fé
CORRETO. Note que aqui ele usa \u201cpoderá\u201d no sentido de que É POSSÍVEL e não no sentido de \u201cpoderá x deverá\u201d. 
Lei 9.784 Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em 5 anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
§ 1o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento.
§ 2o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato.
Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis PODERÃO ser convalidados pela própria Administração
Súmula 346 STF: A Administração Pública pode anular seus próprios atos
 
Súmula 473 STF: A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos, ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial".
Quando um ato já nasce com uma ilegalidade, um vício.
- ATO: Anula-se sempre um ato ilegal.
- ANÁLISE: Faz-se uma análise de legalidade.
- QUEM PODE FAZER: