Resumo Atos administrativos
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Resumo Atos administrativos


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são atos administrativos internos, endereçados aos servidores públicos, que veiculam determinações concernentes ao adequado desempenho de suas funções. 
Os atos ordinatórios têm fundamento no poder hierárquico e somente vinculam os servidores que se encontrem subordinados à autoridade que os expediu. 
Não atingem os administrados; não criam para eles direitos ou obrigações
Exemplos:
Circular: Circulares internas: atos que visam a uniformizar o tratamento conferido a determinada matéria.
Ofício e memorandos
Portaria
Aviso
Despacho
Ordem de serviço
Instrução: orientações aos subalternos relativas ao desempenho de uma dada função.
Provimentos
Instruções gerais
Q883379 São exemplos de atos administrativos normativos os decretos, as resoluções e as circulares.
FALSO. Circular por mais que tenha um cunho \u201cnormativo\u201d, ela é um \u201cnormativo interno somente para a ADM\u201d, O que chamamos de atos ORDINATÓRIOS. 
I) Os atos normativos tem efeito geral / abstrato e atingem uma coletividade indeterminada, desde que se encaixem nas suas hipóteses. Já as circulares são editadas para um público específico.
3- ATOS NEGOCIAIS: Aquele que defere uma pretensão solicitada pelo administrado. Tratam de assuntos de interesse do particular.
Os atos negociais são editados em situações nas quais o ordenamento jurídico exige que o particular obtenha anuência prévia da administração para realizar determinada atividade de interesse dele, ou exercer determinado direito. Quando há direito do particular, a administração deve praticar o ato, sempre que o administrado demonstre que cumpre todos os requisitos estabelecidos na lei como condição para exercício daquele direito. Os atos negociais produzem efeitos concretos e individuais para o administrado
É necessário ter em conta que sempre deverá o ato negocial - assim como qualquer ato administrativo - ter como finalidade a satisfação do interesse público, ainda que este possa coincidir com um interesse do particular que solicitou o ato.
NÃO POSSUEM imperatividade, coercibilidade ou autoexecutoriedade.
Deve ficar claro que um ato negocial não é um contrato, e sim manifestação unilateral da administração (provocada mediante requerimento ou solicitação do particular), coincidente com a pretensão do particular. 
Os atos negociais vinculados: são aqueles que reconhecem um direito subjetivo do particular. Uma vez demonstrado pelo particular, em seu requerimento, que estão atendidos todos os requisitos previstos em lei para a obtenção do ato, não há escolha para a administração: o ato terá que ser praticado conforme a lei determine. 
Os atos negociais discricionários: são aqueles que podem, ou não, ser editados, conforme juízo de oportunidade e conveniência administrativas. Assim, mesmo que o particular tenha atendido às exigências da lei necessárias para a solicitação do ato, poderá ser negada a sua edição pela administração. Não existe um direito subjetivo do administrado à obtenção do ato negocial discricionário, mas, sim, mero interesse; por isso, a edição do ato depende do juízo de oportunidade e conveniência, privativo da administração pública.
Os atos ditos precários: podem ser revogados a qualquer tempo, não geram direito adquirido para os seus destinatários. Ademais, como regra, a revogação não implica direito a indenização para o particular. A doutrina costuma afirmar que o fundamento da existência de precariedade nos atos negociais discricionários reside no fato de eles atenderem predominantemente ao interesse do particular - embora, como em qualquer ato administrativo, sua prática deva sempre visar ao interesse público.
Os atos ditos definitivos são aqueles praticados em face de um direito individual do requerente. São atos administrativos vinculados e, por isso, não comportam revogação
Exemplos de atos negociais:
Licença
Permissão
Autorização
Visto
Aprovação
Renúncia Administrativa
Homologação
Dispensa
Admissão
Protocolo Administrativo
Licença: Licença é ato administrativo vinculado e definitivo, editado com fundamento no poder de polícia administrativa, nas situações em que o ordenamento jurídico exige a obtenção de anuência prévia da administração pública como condição para o exercício, pelo particular, de um direito subjetivo de que ele seja titular.
Concessão de um alvará, licença para dirigir, licença para exercer profissão, etc.
Existem licenças discricionárias (capacitação de servidor por exemplo).
Autorização: Segundo o entendimento doutrinário há muito consagrado, a autorização, seja qual for o seu objeto, é um ato discricionário e precário- Assim, cabe exclusivamente à administração decidir sobre a oportunidade e a conveniência do deferimento, ou não, da autorização requerida, significa dizer, não se pode cogitar a existência de direito subjetivo do particular à obtenção do ato.
Q303573 Em serviços de telecomunicações, a administração concede autorização de natureza vinculada, que constitui exceção ao caráter discricionário das demais autorizações que ela normalmente expede
CORRETO. É uma exceção mesmo. Lei 9472/1997 , Art. 131, § 1° Autorização de serviço de telecomunicações é o ato administrativo vinculado que faculta a exploração, no regime privado, de modalidade de serviço de telecomunicações, quando preenchidas as condições objetivas e subjetivas necessárias.
Permissão: Permissão, segundo a doutrina tradicional, é ato administrativo discricionário e precário mediante o qual é consentida ao particular alguma conduta em que exista interesse predominante da coletividade. Conforme será explicado adiante, especificamente as permissões de serviço público, atualmente, são contratos administrativos (bilaterais), e não meros atos administrativos (unilaterais).
Q694302 A permissão de uso de bens públicos é ato unilateral, discricionário e precário.
	LICENÇA
	Via de regra Vinculada
	Definitiva (via de regra não revoga
	Enunciativo (só atesta um direito)
	AUTORIZAÇÃO
	Discricionária
	Precária
	Constitutivo (gera direito)
	PERMISSÃO
	Discricionária
	Precária
	Constitutivo (gera direito)
	
	
	
	
	
	
	
	
Q855275 Sobre os interesses dos atos que permitem uso de bem público
I) PERMISSÃO: É quando é para atender ao interesse da Administração.
II) AUTORIZAÇÃO: é quando é para atender a um interesse do particular.
Q478777 As licenças e as autorizações, exemplos de atos negociais, não perdem sua característica de atos ordinatórios, já que também ordenam a atividade administrativa
CORRETO. Note que via de regra licenças e autorizações são classificados como NEGOCIAIS , mas não deixam mesmo de ser ordinatórios.
4- Atos ENUNCIATIVOS: Profere opinião ou declara fatos e acontecimentos na administração. Ex: Parecer, Certidão (declaro fato registrado na adm), atestado (declara fato que é conhecido pela adm).
NÃO SÃO ATOS IMPERATIVOS
Exemplos:
Certidão (declara um fato registrado na ADM)
Atestado (declara fato que é conhecido pela ADM)
Parecer
Apostila
5- Atos punitivos: Visam punir. Ex: Multa, interdição , apreensão , demolição, cassação.
a) no poder disciplinar, no que tange aos servidores públicos e aos particulares ligados à administração por algum vínculo jurídico específico (por exemplo, um contrato administrativo); 
b) no poder de polícia, quanto aos particulares em geral, não ligados à administração por vínculo jurídico específico (esses atos punitivos são aplicados no exercício do poder de polícia administrativa de natureza repressiva)
Definições de alguns atos
1- Homologação: é ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração Pública reconhece a legalidade de um ato jurídico
Q621337 A homologação é ato unilateral e vinculado pelo qual a administração pública reconhece a legalidade de um ato jurídico
Alguns atos administrativos praticados demandam análise de adequação com os requisitos legais para sua emissão, o que, em sendo constatado, é reconhecido por meio de homologação. 
2- Admissão é o ato unilateral e vinculado pelo qual a Administração