Resumo Atos administrativos
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Resumo Atos administrativos


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subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes
Art. 14. O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial.
§ 1o O ato de delegação especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível, podendo conter ressalva de exercício da atribuição delegada.
§ 2o O ato de delegação é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante
§ 3o As decisões adotadas por delegação devem mencionar explicitamente esta qualidade e considerar-se-ão editadas pelo delegado.
Art. 15. Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior
Art. 13. Não podem ser objeto de delegação:
 I - a edição de atos de caráter normativo;
II - a decisão de recursos administrativos;
III - as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
Atos Vinculados e Discricionários
Q661600 Admissão / homologação / licença são ato unilateral e vinculado. Autorização/ Aprovação unilateral e discricionário
DICA: Tudo que tem R no nome é discricionário.
Q350413 Tanto os atos administrativos discricionários como os atos administrativos vinculados podem ser anulados ou revogados
FALSO. Ato vinculado não pode ser revogado
Q771913 Comparação entre atos vinculados e discricionários: ambos se sujeitam à lei de regência e são passíveis de controle judicial, que, no entanto, tem extensão e profundidade diversa. 
Professor falou: Que o controle judicial realmente tem extensão diversa, no ato vinculado por exemplo, como mais elementos são vinculados , o judiciário pode analisar todos esses elementos. No ato discricionário, note que o judiciário não tem tanto poder, uma vez que ele não julgará o mérito dos elementos.
Ato administrativo discricionário é aquele onde a Administração adota uma ou outra solução, segundo critérios de oportunidade, conveniência, justiça, equidade, próprios da autoridade, porque não definidos pela legislação. Somente são estritamente vinculados os elementos competência, finalidade e forma, enquanto os elementos motivo e objeto são discricionários.
 Nos atos discricionários, motivo e objeto são discricionários.
São discricionários: Autorização / Aprovação / Permissão / Renúncia (todos tem R no nome)
Ato administrativo vinculado é aquele onde a lei não deixa opções, estabelecendo que, diante de determinados requisitos, a Administração deve agir de tal ou qual forma. Os cinco elementos - competência, finalidade, forma, motivo e objeto - encontram-se rigidamente determinados no texto legal, restando ao agente público nenhuma liberdade ao praticá-los. Significa dizer: os requisitos de validade dos atos vinculados são, todos eles, sempre vinculados.
Nos atos vinculados, motivo e objeto são vinculados; 
São vinculados: Licença / Homologação / Admissão / Visto / Dispensa.
DICA: O que permite identificar com certeza se um ato é vinculado ou discricionário são os elementos motivo e objeto. 
Competência, Finalidade e Forma é sempre VINCULADO! (CO FI FO é sempre vinculado)
Requisitos de validade do ato (Co fi Fo Mo ob)
Competência
Q420985 Caso um analista administrativo pratique ato cuja competência técnica incumba a seu superior hierárquico, tal ato será nulo em razão da incompetência do agente.
FALSO. Note que nada se diz se o ato é de competência exclusiva ou não \u2013 então o ato é anulável. Para ser nulo somente se tivéssemos certeza que o vício é insanável.
Q355872 A competência para a prática de atos administrativos pode ser presumida ou advir de previsão legal
FALSO. A competência NÃO PODE ser presumida, e é um dos elementos do ato que sempre é vinculada (co fi fo sempre vinculado)
Lei 9.784 Art. 11. A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos
Art. 12. Um órgão administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial.
Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se à delegação de competência dos órgãos colegiados aos respectivos presidentes.
Art. 17. Inexistindo competência legal específica, o processo administrativo deverá ser iniciado perante a autoridade de menor grau hierárquico para decidir.
COMPETÊNCIA (OU SUJEITO): 
- Competência informa quem é o sujeito competente para praticar o ato.
- Competência é o poder que a lei dá para o agente público praticar seus atos. É uma reserva legal, não há presunção de competência. Somente será competente o sujeito indicado por lei. 
Características da competência: 
Irrenunciável: o agente não pode abrir mão de suas atribuições.
Imprescritível: não se perde com o tempo.
Inderrogável: não se transfere pela vontade das partes exceto previsto em lei.
Improrrogável: não se prorroga, após um certo tempo não se ganha competências.
VÍCIOS NA COMPETÊNCIA: 
MSP: O excesso de poder ocorre quando o agente público excede os limites de sua competência. 
Por exemplo:
Quando a autoridade, competente para aplicar a pena de suspensão, impõe penalidade mais grave, que não é de sua atribuição; 
Ou quando a autoridade policial se excede no uso da força para praticar ato de sua competência.
Abuso de poder: pode ser de duas formas
1- Excesso de poder (extrapola competência)
Excesso de poder VIOLA o requisito de validade da competência. Será um vício sanável somente se a competência para a prática do ato não for exclusiva. 
2- Desvio de finalidade (pratica ato com fim diverso ao da lei.
USURPADOR DE FUNÇÃO E FUNCIONÁRIO DE FATO:
A usurpação de função é crime, e o usurpador é alguém que não foi por nenhuma forma investido em cargo, emprego ou função públicos; não tem nenhuma espécie de relação jurídica funcional com a administração. 
Ato INEXISTENTE. 
Não se aplica a teoria da aparência. 
Diferentemente, ocorre a denominada função de fato quando a pessoa foi investida no cargo, no emprego público ou na função pública, mas há alguma ilegalidade em sua investidura ou algum impedimento legal para a prática do ato.
De acordo com a teoria da aparência, um ato praticado por um agente de fato, mantém a validade para terceiros de boa-fé. 
CESPE E IRRENUNCIABILIDADE DA COMPETÊNCIA:
REGRA: 99,9% das questões de todas as bancas dizem que a competência é irrenunciável, e o instituto da delegação não importa em renúncia, porque ambos os sujeitos continuam competente.
PROBLEMÁTICA: Questão de 2018 do CESPE disse que \u201ca irrenunciabilidade seria afastada\u201d, gerando uma polemica imensa. Muito provavelmente foi pela literalidade da 9784, que diz que a competência é irrenunciável \u201cSALVO nos casos de delegação e avocação legalmente previstos\u201d.
Q373851 Pode-se renunciar à competência para a prática de ato administrativo por meio da delegação, que pode ser horizontal \u2014 em relação de mesmo nível hierárquico \u2014 ou vertical \u2014 em relação de subordinação hierárquica.
FALSA. Essa foi de 2013. Visão tradicional e mais aceita. Delegação NÃO importaria renúncia. 
Q910642 A competência do sujeito é requisito de validade do ato administrativo e, em princípio, irrenunciável, porém sua irrenunciabilidade poderá ser afastada em razão de delegação ou avocação de competências legalmente admitidas
Foi dada como CORRETA. Essa foi de 2018 que gerou a polêmica toda.
Finalidade 
FINALIDADE: 
- Para que o ato está sendo praticado?
É o objetivo de interesse público buscado com a pratica do ato.