Resumo Atos administrativos
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Resumo Atos administrativos


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do ato. Entretanto, a convalidação não é possível quando a lei estabelece determinada forma como essencial à validade do ato, caso em que o ato será nulo se não observada a forma legalmente exigida.
Exemplos:
Ato de demissão de um servidor público, na hipótese de não ter havido instauração prévia de um processo administrativo disciplinar, ou se, neste, não tiverem sido devidamente assegurados o contraditório e a ampla defesa. (Aqui seria violar alguma formalidade, alguma matéria processual)
Ausência de motivação quando necessária para a prática do ato também é vicio de forma
Motivo
Q749452 Mesmo cargo em comissão sendo de livre exoneração, se o administrador der um motivo falso para exonerar o comissionado AINDA ASSIM SERÁ NULO O ATO. (Vai aplicar motivos determinantes mesmo o cargo sendo de livre exoneração.)
Q346821 Motivo é o pressuposto de direito que serve de fundamento ao ato administrativo, sendo possível a invalidação do ato na hipótese de ter ele sido indicado um motivo falso
FALSO. Restringir motivos apenas como pressupostos de direito é incorreto, pois ele também abarca os pressupostos DE FATO.
Q355871 De acordo com a corrente dominante na literatura, o motivo é requisito de validade do ato administrativo, denominado pressuposto objetivo de validade
Q511923 Se um governador estadual, ao editar um decreto no âmbito do estado, apresentar diversos considerandos, estes constituirão a motivação do ato administrativo, e não o seu motivo. 
CORRETO. Ele apenas está TRANSCREVENDO os motivos que lhe lavaram a praticar o ato. Isso constitui a motivação, que é parte do elemento forma, E NÃO O MOTIVO.
Q337444 A motivação de um ato administrativo é o pressuposto fático e jurídico que enseja a prática do ato. O motivo de um ato administrativo é a exposição escrita da razão que determinou a prática do ato
FALSO. Está invertido. Motivação nada mais que EXPOR OS MOTIVOS.
MOTIVO: 
- Porque o ato foi praticado?
-  Motivo corresponde aos fundamentos de fato e de direito que conduzem à prática do ato.
Observe-se que todo ato administrativo tem que ter um motivo (a inexistência de motivo - seja a não ocorrência do fato, seja a inexistência da norma - resulta na nulidade do ato), mas podem existir atos administrativos em que os motivos não sejam declarados (atos que não estão sujeitos à regra geral de obrigatoriedade de motivação).
Exemplos de motivos: 
Na concessão de licença-paternidade, o motivo será sempre o nascimento do filho do servidor; 
Na punição do servidor, o motivo é a infração por ele cometida;
A situação de fato em uma multa de trânsito foi o excesso de velocidade.
MOTIVO X MÓVEL
1- Motivo: é a realidade OBJETIVA E EXTERNA ao agente. É um antecedente, exterior ao ato, que transcorre da realidade empírica, servindo de suporte à expedição do ato\u201d. É a própria situação material, empírica, que serviu de suporte real e objetivo para a prática do ato. Exemplo: em um ato de interdição de uma fábrica poluidora da atmosfera, o motivo é a existência real da poluição causada por ela.
2- Móvel: é a representação SUBJETIVA, PSICOLÓGICA, INTERNA do agente e corresponde àquilo que suscita a vontade do agente (intenção)\u201d. Ou seja, o móvel é o propósito, o intento, o desígnio do agente ao praticar o ato. Diz respeito à vontade do agente, o que o levou, internamente, a praticar o ato.
Q303575 O motivo, que autoriza a prática do ato administrativo, representa um pressuposto subjetivo, por estar relacionado ao agente público, e é reconhecido como requisito de natureza vinculatória
FALSO. O pressuposto que tem natureza SUBJETIVA é o MÓVEL e não o motivo. E tem outro erro, pois pela doutrina majoritária o motivo pode ser discricionário (somente competência, finalidade e forma seriam sempre vinculados).
Teoria dos motivos determinantes: 
Quando a administração motivar o seu ato, mesmo que a lei não exigir motivação como pressuposto, a validade do ato dependerá da existência e veracidade do motivo alegado. 
Q543617 Conforme a teoria dos motivos determinantes, a validade do ato administrativo vincula-se aos motivos que o determinaram, sendo, portanto, nulo o ato administrativo cujo motivo estiver dissociado da situação de direito ou de fato que determinou ou autorizou a sua realização
Q773195 Após o término de estágio probatório, a administração reprovou servidor público e editou ato de exoneração, no qual declarou que esta se dera por inassiduidade. Posteriormente, o servidor demonstrou que nunca havia faltado ao serviço ou se atrasado para nele chegar. Nessa situação hipotética, o ato administrativo de exoneração é
a) nulo por ausência de finalidade.
b) anulável por ausência de objeto.
c) anulável por ausência de forma.
d) anulável por ausência de motivação.
e) nulo por ausência de motivo
I) Temos um caso bem claro de motivo falso , configurando vício no elemento motivo de acordo com a teoria dos motivos determinantes. Afirmamos que se trata de um ato NULO, porquanto vício no motivo é insanável. 
II) note que não há qualquer alternativa com este entendimento, e por eliminação só sobrou a alternativa (E). O entendimento da banca seria que um motivo falso = ausência de motivo.
III) Muito provavelmente a banca considerou que não houve motivo realmente para a prática do ato , porque o motivo (pressupostos de fato + pressupostos de direito) não estava completamente presente (o pressuposto de fato não existiu porque o servidor não faltou ao serviço , o pressuposto de direito existe , porque a lei permite que se reprove o estágio probatório por inassiduidez).
VICIO DE MOTIVO:
1- Dar uma motivação falsa para praticar um ato, sendo a motivação exigida ou não (entramos na teoria dos motivos determinantes) é um vício de motivo.
2- Quando a matéria de fato ou de direito, na qual se fundamentou o ato, não existe. 
Por exemplo, se basear em lei que não existe, em hipótese que não estava prevista para autorizar o ato.
3- A inexistência dos motivos se verifica quando a matéria de fato ou de direito, em que se fundamenta o ato, é materialmente inexistente ou juridicamente inadequada ao resultado obtido.
Motivo inexistente: Nesses casos, a norma prevê: somente quando presente o fato "x", deve-se praticar o ato "y". Se o ato "y" é praticado sem que tenha ocorrido o fato "x", o ato é viciado por inexistência material do motivo.
Motivo ilegítimo: Nessas hipóteses, existe uma norma que prevê: somente ·quando presente o fato "x", deve-se praticar o ato "y". A administração, diante do fato "z", enquadra-o erroneamente na hipótese legal, e pratica o ato "y".
Objeto
Q560311 O objeto do ato administrativo deve guardar estrita conformação com o que a lei determina
Q326952 O erro material em decreto expropriatório constitui vício de forma do ato administrativo e determina a sua nulidade
FALSO. Disseram que erro material é um vício NO OBJETO do ato, e realmente determina sua nulidade porque vicio no objeto não tem como ser sanado. 
I) Nesse caso, um erro material seria indicar um imóvel ERRADO para fazer a expropriação, seria erro no objeto.
4 OBJETO: 
O que aconteceu em razão do ato?
É aquilo que o ato produz, são os seus efeitos práticos ou jurídicos. 
É também chamado de CONTEÚDO do ato.
O objeto do ato administrativo identifica-se com o seu conteúdo, por meio do qual a administração manifesta sua vontade, ou atesta simplesmente situações preexistentes. Pode-se dizer que o objeto do ato administrativo é a própria alteração no mundo jurídico que o ato provoca, é o efeito Jurídico imediato que o ato produz. 
Por exemplo: 
O objeto do ato de concessão de uma licença é a própria concessão da licença; 
É objeto do ato de exoneração é a própria exoneração.
VICIO DE OBJETO: 
Convém assinalar que nem sempre é possível distinguir essa última espécie de vício de objeto do vício de motivo na variante "incongruência entre o fato e a norma
Segundo Di Pietro, para o objeto do ato administrativo ser considerado válido, ele tem que ser:
Lícito;