Resumo Atos administrativos
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Resumo Atos administrativos


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Possível de fato e de direito; 
Certo quanto aos destinatários;
Moral, ou seja, tem que ser honesto, tem que estar de acordo com o senso comum, com os padrões comuns de honestidade
Exemplos de vícios:
- A ilegalidade do objeto ocorre quando o resultado do ato importa em violação de lei, regulamento ou outro ato normativo; 
Por exemplo: um Município que desaproprie bem imóvel da União;
- Ato praticado com conteúdo que não existe em lei: 
Por exemplo a lei 8112 só prevê suspensão até 90 dias, ai o administrador aplica uma suspensão de 200 dias.
- Objeto diverso do previsto na lei para o caso sobre o qual incide; 
Por exemplo: a autoridade aplica a pena de suspensão, quando cabível a de repreensão;
- Objeto Impossível, porque os efeitos pretendidos são irrealizáveis, de fato ou de direito; 
Por exemplo: a nomeação para um cargo inexistente;
- Objeto IMORAL; 
Por exemplo: parecer emitido sob encomenda, apesar de contrário ao entendimento de quem o profere;
- Objeto Incerto em relação aos destinatários, às coisas, a o tempo, a o lugar; 
Por exemplo: desapropriação de bem não definido com precisão.
Q855310 Após a conclusão de processo administrativo disciplinar contra servidor público federal, a autoridade pública que tem atribuições legais para editar ato punitivo, suspendeu o servidor por cento e vinte dias
Temos um VICIO DE OBJETO. 
I) A lei tipifica suspensões de até 90 dias, suspensão de 120 dias NÃO EXISTE, ou seja, o objeto (a suspensão em si) está viciada , pois ela não existe.
Q768590 Servidor edita portaria de remoção que beneficiou os seus amigos.
 Portaria tem vício NO OBJETO! 
É o vício da IMORALIDADE do ato. Se o ato foi imoral (lembremos que não importa a intenção, o próprio conteúdo do ato já caracteriza a imoralidade) logo ele possui vicio no objeto!
Atributos dos atos (P A T I E)
Q301098 Segundo a doutrina, os atos administrativos gozam dos atributos da presunção de legitimidade, da imperatividade, da exigibilidade e da autoexecutoriedade
CORRETO. Foi essa questão de 2013 que deu origem ao PATIE para o CESPE. 
I) Tem questões que consideram somente o PATI = Presunção de legitimidade / Auto-executoriedade / Tipicidade / Imperatividade. 
1- PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE:
É uma presunção relativa (Juris Tantum) de que o ato está de acordo com a lei , e os fatos apresentados são legítimos. 
Admite prova em contrário sendo o ônus da prova do particular.
Decorre do princípio da legalidade.
É UNIVERSAL: Todo ato possui.
MSP: Esse princípio, que alguns chamam de princípio da presunção de legalidade, abrange dois aspectos: 
De um lado, a presunção de verdade, que diz respeito à certeza dos fatos; 
De outro lado, a presunção da legalidade, pois, se a Administração Pública se submete à lei, presume-se, até prova em contrário, que todos os seus atos sejam verdadeiros e praticados com observância das normas legais pertinentes.
Q774495 Presunção de legitimidade é atributo universal aplicável a todo ato administrativo. 
Q676551 A presunção de legitimidade dos atos administrativos está relacionada à sujeição da administração ao princípio da legalidade 
Q323684 Enquanto não for decretada a invalidade de um ato administrativo pela administração pública ou pelo Poder Judiciário, o referido ato produzirá normalmente seus efeitos, ainda que apresente vícios aparentes
CORRETO. Devido ao atributo da presunção de legitimidade.
Q402672 Os atos administrativos gozam da presunção de legitimidade, o que significa que são considerados válidos até que sobrevenha prova em contrário
Q883532 Todos os fatos alegados pela administração pública são considerados verdadeiros, bem como todos os atos administrativos são considerados emitidos conforme a lei, em decorrência das presunções de veracidade e de legitimidade, respectivamente
MSP: Diversos são os fundamentos que os autores indicam para justificar esse atributo do ato administrativo:
1- O procedimento e as formalidades que precedem a sua edição, os quais constituem garantia de observância da lei; 
2 - fato de ser uma das formas de expressão da soberania do Estado, de modo que a autoridade que pratica o ato o faz com o consentimento de todos; 
3- a necessidade de assegurar celeridade no cumprimento dos atos administrativos, já que eles têm por fim atender ao interesse público, predominante sobre o particular; 
4 - o controle a que se sujeita o ato, quer pela própria Administração, quer pelos demais Poderes do Estado, sempre com a finalidade de garantir a legalidade; 
5- a sujeição da Administração ao princípio da legalidade, o que faz presumir que todos os seus atos tenham sido praticados de conformidade com a lei, já que cabe ao poder público a sua tutela
Q461339 Coloquei esse ROL aqui pois a FCC já cobrou esse número (3) em múltipla escolha , e confundia para saber se isso era Autoexecutoriedade ou presunção de legitimidade.
Presunção de legitimidade, estabelecido para que a Administração pública cumpra de forma célere suas funções, tratando-se, no entanto, de presunção que admite prova em contrário.
I) Note que PARECE MUITO com autoexecutoriedade, mas ficar esperto caso venha essa associação de celeridade e presunção de legitimidade É CORRETO.
2- AUTO EXECUTORIEDADE:
O ato prescinde (dispensa) de autorização judicial prévia, entretanto não se afasta o controle judicial. 
Nem todos os atos serão auto executórios e nem todos prescindem de autorização judicial prévia 
DOUTRINA: atos serão auto executórios quando a lei assim o prever, caso contrário não serão. A autoexecutoriedade se justifica basicamente em três momentos
I) Quando está previsto em lei autoriza a autoexecutoriedade: Poder de polícia repressivo por exemplo
II) Quando houver necessidade urgente (Ex: desapropriar imóvel com iminente risco de desmoronar)
III) Quando não houver outra via idônea para resguardar o interesse público ameaçado ou ofendido
Q792470 A autoexecutoriedade, como atributo, admite exceções, como nas hipóteses de cobrança de multa e de desapropriação
Q846516 A administração pública pode executar diretamente seus atos administrativos, até mesmo pelo uso da força, sem a necessidade da intervenção do Poder Judiciário. 
Q872857 De acordo com o princípio da autoexecutoriedade, os atos administrativos podem ser aplicados pela própria administração pública, de forma coativa, sem a necessidade de prévio consentimento do Poder Judiciário.
CORRETO. Até a coerção / usar força é agasalhada pelo princípio da autoexecutoriedade. 
Q380930 A autoexecutoriedade dos atos administrativos ocorre nos casos em que é prevista em lei ou, ainda, quando é necessário adotar providências urgentes em relação a determinada questão de interesse público
CORRETO. Essa é a visão da doutrina , ela defende que em regra os atos não são autoexecutórios , e só seriam autoexecutórios em determinadas hipóteses.
Q846938 Intervenção judicial provocada por terceiro prejudicado por ato administrativo é exceção ao princípio da autoexecutoriedade. 
CORRETO. 
Q369429 Ato de aplicação de penalidade a um servidor público é autoexecutório (pois é aplicado diretamente na via administrativa e não necessita de qualquer autorização judicial)
Q637726 A autoexecutoriedade é atributo restrito aos atos administrativos praticados no exercício do poder de polícia.
FALSO. Não há essa relação direta. A autoexecutoriedade tem relação direta com atos que necessitam urgência \u2013 por isso precisam ser auto executórios para evitar danos.
3- TIPICIDADE:
O ato deve atender apenas ao seu fim legal , que está previsto em lei. É uma \u201cproteção\u201d ao administrado.
Q676550 Em decorrência do atributo da tipicidade, quando da prática de ato administrativo, devem-se observar figuras definidas previamente pela lei, o que garante aos administrados maior segurança jurídica.
4- IMPERATIVIDADE:
Imposição da vontade Estatal sobre a vontade particular (Soberania do interesse público sobre o particular). Decorre do poder Extroverso do