CONSEQUÊNCIAS DO JEJUM INTERMITENTE SOBRE
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CONSEQUÊNCIAS DO JEJUM INTERMITENTE SOBRE


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diminuiu, e no grupo 1 
não houve alterações 
na com-posição de 
massa magra. 
A combinação produz 
mudanças no peso 
corporal, na compo-
sição corporal e 
indicadores lipídicos 
de risco de doença 
cardíaca. 
Hayward et al./ 
(2014) / NCBI 
Investigar os efeitos 
do jejum intermi-
tente e treinamento 
de resistência sobre 
a composição cor-
poral, estado de hu-
mor e gasto ener-
gético de repouso. 
24 participantes (8 
machos e 16 fêmeas) 
foram atribuídos a um dos 
três grupos: 1) treinamento 
de resis-tência, 2) jejum 
inter-mitente 3) jejum in-
termitente + treina-mento 
de resistência. 
Houve uma intera-ção 
linear significa-tiva 
mostrada para a 
massa magra desde o 
dia 1 até o dia 30. 
Uma refeição de 8 
horas e um dia de 
jejum de 16 horas 
resultaram em uma 
diminuição na massa 
de gordura, bem 
como peso. 
Klempel et al./ 
(2010) / 
MEDLINE 
Examinar as 
adaptações da dieta 
e da atividade física 
no jejum de dias 
alternados. 
Submeteram 16 indivíduos 
obesos (12 mulheres/ 4 
homens) a um estudo de 
10 semanas, composto 
por 3 fases. 
O peso corporal 
diminuiu após o 
tratamento. 
 
Os indivíduos obesos 
se adaptam rapi-
damente ao jejum de 
dias alternados. 
A. K. M. DOS SANTOS 
Rev. e-ciência, 5(1): 29-37, 2017 
 
 
DOI: dx.doi.org/10.19095/rec.v5i1.209 
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Izumida et al./ 
(2013) / NCBI 
Investigar como os 
animais mantêm o 
seu balanço energé-
tico deslocando a 
sua fonte de energia 
de carboidratos 
para triglicerídeos. 
Ratos ICR de 6 a 7 
semanas de idade foram 
mantidos num ciclo de 
12 horas luz/ escuridão 
e foram dados acesso 
livre à dieta padrão de 
laboratório e à água. 
Uma vagotomia 
hepática retarda a 
velocidade de con-
sumo de gordura 
atenuando a lipólise 
mediada pelo nervo 
simpático no tecido 
adiposo. 
Demonstraram que 
a detecção hepática 
garante a disponibi-
lidade de energia 
deslocando a fonte 
de energia dos 
carboi-dratos para a 
gordura no jejum 
prolongado. 
Iwayama et al./ 
(2015) / 
MEDLINE 
Examinar a possibi-
lidade de que a hora 
do dia que o 
exercício é realiza-
do faz diferença na 
oxidação de 24 
horas de gordura. 
Nove jovens atletas de 
resistência, sexo mas-
culino, foram subme-
tidos a três ensaios de 
calorimetria indireta. 
O exercício induziu um 
déficit de ener-gia 
transitória, cuja 
magnitude estava 
negativamente cor-
relacionada com a 
oxidação de 24 horas 
de gordura. 
A hora do dia em 
que o exercício é 
realiza-do afeta a 
oxidação de 24 
horas de gordura e 
o déficit de energia. 
Trabelsi et al./ 
(2013) / NCBI 
Avaliar os efeitos do 
treinamento de 
resistência em 
jejum versus estado 
alimentado durante 
o Ramadã na 
composição cor- 
poral de cul- 
turistas. 
Distribuíram 16 homens 
em dois grupos: 
treinamento de 
resistência no final da 
tarde em jejum (FAST) e 
no final da tarde em um 
estado alimentado (FED) 
durante o Ramadã. 
A massa corporal e o 
percentual de gordura 
corporal 
permaneceram inal-
terados em FAST e 
FED durante todo o 
período da inves-
tigação. 
O treinamento 
hipertrófico em 
jejum ou em estado 
de alimentação 
durante o Ramadã 
não afeta a massa 
corporal e a 
composição do 
corpo de 
bodybuilders. 
Dannecker et 
al./ (2013) / 
MEDLINE 
Testar os efeitos de 
uma dieta contro- 
lada e jejum 
intermitente em 
danos musculares 
induzidos pelo 
exercício. 
Submeteram 29 par-
ticipantes não trei-nados, 
com idade média de 22 
anos, em 2 grupos: pós-
prandial e grupo jejum. 
O jejum inter-mitente 
não inibe os sinais e 
sintomas de lesões 
musculares induzidas 
pelo exercício. 
Dannecker et al./ 
(2013) / MEDLINE 
Aziz et al./ 
(2010) / 
ResearchGate 
Examinar os efeitos 
do Jejum do 
Ramadã no 
desempenho de 
resistência. 
Submeteram 10 homens 
a 30 minutos de 
exercício de endurance, 
antes e depois do 
Ramadã. 
Diminuição na 
distância percorrida e 
na velocidade média 
durante os últimos 
minutos do teste. 
Impacto negativo 
pequeno mas 
significativo do 
Jejum do Ramadã 
no desempenho da 
corrida de 
resistência. 
Summermatter 
et al./ (2013) / 
MEDLINE 
Investigar se o 
proliferador de 
peroxissoma 1\u3b1 
(PGC-1\u3b1) ativa um 
programa de 
transcrição para 
aumentar o 
metabolismo do 
lactato. 
Coelhos machos com 8 
semanas de idade 
mantidos com um ciclo 
de luz/escuridão fixo de 
12 horas numa dieta 
comercial de ração e 
acesso livre à água da 
torneira. 
A PGC-1\u3b1 coordena 
ativamente a 
homeostase do 
lactato, melhoram o 
desempenho do 
exercício e a saúde 
metabólica. 
O lactato produzido 
durante o exercício 
por músculos 
glicolíticos é assim 
utilizado como 
combustível em 
fibras musculares 
oxidativas que 
expressam níveis 
elevados de PGC-
1\u3b1. 
Romanino et 
al./ (2011) / 
MEDLINE 
Testar se a indução 
de biogênese mito- 
condrial inverte o 
fenótipo de camun-
dongos deficientes 
para mTORC1. 
Camundongos de 4-6 
meses com PGC-1\u3b1 
transgênico que sobre 
expressam a proteína no 
músculo esque- lético 
com o promotor de 
creatina cinase muscular 
(MCK). 
O mTORC1 tem um 
efeito muito mais forte 
do que PGC-1\u3b1 sobre 
o glicogênio muscu-
lar. 
Evidência de que a 
disfunção mitocon-
drial em camun- 
dongos com a 
sinalização 
mTORC1 é causada 
pela regulação para 
baixo de PGC-l\u3b1. 
A. K. M. DOS SANTOS 
Rev. e-ciência, 5(1): 29-37, 2017 
 
 
DOI: dx.doi.org/10.19095/rec.v5i1.209 
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Uma tendência recente se popularizou em 
diversos países por prometer a perda de gorduras e 
emagrecimento rápido mantendo o músculo (HAYWARD 
et al., 2014). 
No estudo de Chausse et al. (2014) além de 
menor eficiência alimentar e peso corporal foi observado 
um maior consumo alimentar. Os pesquisadores 
concluíram que estas alterações metabólicas surgiram 
devido mudanças na função hipotalâmica gerada pelo 
jejum intermitente. 
Chausse et al. (2015) observaram que como 
efeito do jejum de dias alternados há um 
aperfeiçoamento da capacidade respiratória da 
mitocôndria no fígado, mas que concomitantemente 
verificou-se um aumento na quantidade de radicais 
livres, malondialdeído e proteínas carboniladas como 
resultado do jejum intermitente. 
Klempel et al. (2012) verificaram maior redução 
de peso corporal, de massa de gordura, de massa livre 
de gordura, de tecido adiposo visceral, e de tecido 
adiposo subcutâneo na dieta líquida. Visto que a mesma 
teve maior adesão, contudo ela foi entregue aos 
participantes, contribuindo para isto. 
No estudo de Heilbronn et al. (2005) houve perda 
de peso de 2,5% e perda de gordura corporal de 4%. 
Outros resultados positivos foram o aumento na 
oxidação de gordura como fonte de energia com a 
expressão aumentada dos genes sirtuína e carnitina-
palmitoiltransferase I (SIRT1 e CPT1) após o período de 
jejum, a manutenção na taxa de metabolismo de 
repouso, a redução nos níveis de insulina em homens (-
57%), visto que, nas mulheres não houve diminuição 
porque a concentração basal desse hormônio já era 
relativamente baixa. Nesse estudo os participantes 
foram orientados a dobrar a ingestão alimentar habitual 
nos dias em que não estavam praticando o jejum, com o 
intuito de manterem o peso inicial, e mesmo assim 
houve