Resumo órgaos administrativos
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Resumo órgaos administrativos


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que o ato do funcionário é ato do órgão e, portanto, imputável à Administração.
DICA: Nas questões, se disser que o ato do agente é imputável ao ÓRGÃO ou ao ESTADO estão ambos corretos.
Como os agentes atuam em nome dos órgãos e este, por sua vez, em nome do estado, presume-se que o agente, ao praticar um ato, esteja atuando em nome do estado, manifestando a sua vontade (vontade do Estado).
Conforme a teoria do órgão, fundamentada na noção de imputação volitiva, os órgãos públicos, embora não sejam pessoas, podem exercer funções superiores de direção ou funções meramente executivas.
Q579925 A teoria do órgão, segundo a qual os atos e provimentos administrativos praticados por determinado agente são imputados ao órgão por ele integrado, é reflexo importante do princípio da impessoalidade.
Classificação:
2009 Q48892 CESPE usou a doutrina da MSP, que é diferente do Hely. 
MSP diz uma quanto a COMPOSIÇÃO: 
Quanto à composição, os órgãos públicos se classificam em singulares e coletivos. Os singulares são aqueles integrados por um só agente, como os chefes do Poder Executivo, e os coletivos, aqueles compostos por vários agentes.
Uma classificação CESPE 2010: órgãos públicos burocráticos: Q95595 são aqueles que estão a cargo de uma só pessoa física ou de várias pessoas ordenadas verticalmente
1- QUANTO A POSIÇÃO ESTATAL: Posição ocupada pelos órgãos na escala governamental ou administrativa. 
1.1 INDEPENDENTES: são os originários da Constituição e representativos dos poderes do Estado, sem qualquer subordinação hierárquica ou funcional. São, também, chamados de órgãos primários do Estado. 
Esses órgãos exercem as funções outorgadas diretamente pela CF, para serem desempenhadas, pessoalmente, pelos seus membros (agentes políticos), segundo normas especiais e regimentais. 
Exemplos:
 Corporações legislativas (CN, Câmara deputados, Senado, Assembleia legislativas).
 Chefias do executivo
Tribunais judiciários e juízes singulares
MP, TCU, CNJ, CNMP, DPU.
DICA: Para o judiciário e no legislativo TODOS SÃO INDEPENDENTES, não importa a instância ou esfera de governo.
CUIDADO: se falar DO TCU, é muita confusão na doutrina, mas é certo ser independente ou autônomo tanto faz. 
1.2 AUTÔNOMOS: Na cúpula da Administração, são localizados imediatamente abaixo dos órgãos independentes e diretamente subordinados os seus chefes. TÊM ampla autonomia administrativa e financeira. 
Órgãos com funções de planejamento, supervisão, coordenação e controle das atividades que estão na área de sua competência. 
Executam, com autonomia, suas funções específicas, mas segundo diretrizes dos órgãos independentes, que expressam as opções políticas do Governo. Seus dirigentes são agentes políticos
Exemplos: 
Ministérios, Secretarias de Estado e município
 AGU, PGFN.
CUIDADO: MSP considera o Ministério público como autônomo / Hely Lopes considera MP como independente.
1.3 SUPERIORES: Detêm poder de direção, controle, decisão e comando de assuntos de sua competência específica, mas sempre sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico de uma chefia mais alta. 
NÃO gozam de autonomia administrativa, nem financeira. 
Sua liberdade funcional restringe-se ao planejamento e soluções técnicas dentro da sua área de competência. 
O que importa para caracterizá-los como superiores é a preeminência (superioridade) hierárquica na área de suas atribuições.
São órgãos de direção, controle e comando.
Exemplos: 
As primeiras repartições dos órgãos independentes e autônomos: Gabinetes, secretarias gerais, inspetorias, procuradorias judiciais, coordenadorias, departamentos, etc.
1.4 SUBALTERNOS: São todos aqueles que se acham hierarquizados a órgãos mais elevados, com reduzido poder decisório e predominância de atribuições de execução. 
Destinam-se à realização de serviços de rotina, tarefas de formalização de atos administrativos, cumprimento de decisões, etc.
Não possuem autonomia administrativa nem financeira.
Exemplo: Independente: Presidência da república / Autônomos: Ministérios , Secretarias de Estado / Superiores: Secretarias gerais (regionais) , gabinetes , procuradorias , departamentos.
2- QUANTO A SITUAÇÃO ESTRUTURAL (CARVALHO FILHO)
2.1 Diretivos, aqueles que detêm funções de comando e direção; e 
2.2 Subordinados, os incumbidos das funções rotineiras de execução.
3- QUANTO À ESTRUTURA (MAIS ACEITA): (DICA: Pensar estrutura = organograma = órgãos)
3.1 SIMPLES: São constituídos por um só centro de competência. O que os tipifica é a inexistência de outro órgão dentro de sua estrutura para realizar, desconcentradamente, sua função principal ou para auxiliar no seu desempenho. 
Eles não possuem órgãos em sua divisão interna. 
3.2 COMPOSTOS: Reúnem, na sua estrutura, outros órgãos menores, com função principal idêntica (atividade-fim realizada de maneira desconcentrada) ou com funções auxiliares diversificadas (atividade meio atribuídas a vários órgãos menores). O órgão maior e de mais alta hierarquia envolve os menores inferiores.
4- QUANTO À ATUAÇÃO FUNCIONAL: (DICA: Como atuam? É uma pessoa atuando ou várias?)
4.1 SINGULARES OU UNIPESSOAIS. Atuam e decidem através de um único agente, que é seu chefe e representante. São chamados de órgãos de representação unitária. Decide através da vontade de 1 pessoa somente.
Ex: Presidência da república , governos e prefeituras.
4.2 COLEGIADOS OU PLURIPESSOAIS: Atuam e decidem pela manifestação conjunta e majoritária da vontade dos membros. Após a votação, os votos vencedores da maioria fundem-se, unitariamente, num ato simples. Eles decidem através da decisão CONJUNTA e MAJORITÁRIA de seus membros. 
São chamados de órgãos de REPRESENTAÇÃO PLÚRIMA
Ex: Conselho nacional de segurança pública, Conselho nacional de transito , tribunal de impostos e taxas
Obs.: Os presidentes de órgãos colegiados PODEM concentrar competências administrativas atribuídas ao órgão. 
E também, os presidentes dos órgãos colegiado possuem legitimidade passiva para responder em juízo pelas decisões do órgão colegiado.
Q3869 Os órgãos públicos colegiados, nas relações com a própria Administração e com terceiros, não são representados por seus dirigentes, mas por seus membros, conjunta ou isoladamente
FALSO. Os órgãos colegiados de fato decidem coletivamente , entretanto a representação do órgão perante a administração ou terceiros é feito por seus DIRIGENTES. Por isso que se diz que é possível que o órgão colegiado delegue certas atribuições ao seu presidente, como por exemplo falar em nome de toda a instituição.
5- QUANTO A FUNÇÃO
5.1 ATIVOS: Expressam vontades estatais para cumprir seus fins. aqueles que expressam decisões estatais para o cumprimento dos fins da pessoa jurídica
5.2 CONSULTIVOS: Apenas para aconselhamento e elucidação , embora incluídos na hierarquia administrativa para fins disciplinares , fogem à relação hierárquica no que diz respeito ao exercício de suas funções. 
5.3 CONTROLE: Fiscalizam e controlam atividades de outros órgãos
6- QUANTO À ESFERA DE ATUAÇÃO 
6.1 CENTRAIS: atuam em toda area de competência do ente que lhe deu origem.
Secretarias municipais.
6.2 LOCAIS: Atuam em parte do território. 
Delegacias de polícia (tem várias dentro do RJ)