Resumo Princípios da administração pública
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Resumo Princípios da administração pública


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agente pública não pode ser afastada nem renunciada! 
Competência é irrenunciável!
\u201cOs poderes da Administração Pública não são uma faculdade, trata-se de um poder-dever, para que os exerça em benefício da coletividade e são irrenunciáveis. \u201d
INTERESSES DO ESTADO: O Estado tem interesses primários, que é o interesse público, mas também tem interesses secundários.
Tal como os particulares, sendo pessoa jurídica, tem interesses que lhe são particulares , individuais. Mas esses interesses secundários só podem ser buscados pelo Estado quando coincidentes com os interesses primários. 
Regras gerais para os princípios da administração
- Os princípios são de aplicação imediata (dispensa lei formal para sua aplicação), veio de um julgado do STF, aí também fez uma sumula vinculante sobre isso, dizendo que os princípios são de aplicação imediata.
- Os princípios não são monovalentes, eles podem ter aplicação em vários ramos do direito, não somente no direito administrativo.
- Não existe hierarquia, nem mesmo em caso de princípios explícitos vs implícitos. Alguns autores dizem que, entretanto, há dois princípios que são a base/pedras de toque do regime jurídico administrativo: 
Supremacia do interesse público e Indisponibilidade do Interesse Público. 
- Um ato administrativo tem que observar todos os princípios, explícitos e implícitos, para ser considerado legal. Se ferir qualquer princípio já se considera como um ato viciado.
- Os princípios Não são absolutos, podendo ser relativizados.
- No processo interpretativo do direito administrativo, não pode ocorrer contradição entre a norma e os princípios da administração: conforme o caso, um princípio pode preponderar ou prevalecer sobre o outro, assim afasta-se o princípio menos prevalente, mas nunca o eliminando. 
- Sempre que houver conflitos entre o direito do indivíduo e o interesse da comunidade, há de prevalecer o interesse da comunidade, uma vez que o objetivo primacial da administração é o bem comum. 
- Embora a administração seja dotada de poderes discricionários, estes devem ser interpretados restritivamente quando colidem com os direitos individuais dos administrados \u2013 não é uma discricionariedade arbitrária.
- O poder discricionário da administração é demarcado por: 
A finalidade pública
O bem comum
O interesse da comunidade.
Legalidade
Simulado Em razão do princípio da legalidade, o agente público não pode praticar atos com base em análise de conveniência e oportunidade.
FALSO. Princípio da legalidade NÃO AFASTA a atuação discricionária da ADM , uma vez que o próprio legislador não tem como esgotar todos os casos de atuação.
Q326963 Não viola o princípio da legalidade a exoneração de ofício de servidor público por abandono de cargo.
FALSO. Essas são as questões típicas da lei 8112. Note que não existe hipótese de exoneração por abandono de cargo , e sim hipótese de demissão. Se estamos aplicando algo que não existe na lei \u2013 certamente estamos violando a legalidade da atuação. 
Q801819 O princípio da legalidade diferencia-se do da reserva legal: o primeiro pressupõe a submissão e o respeito à lei e aos atos normativos em geral; o segundo consiste na necessidade de a regulamentação de determinadas matérias ser feita necessariamente por lei formal.
CORRETO.
Q501934O princípio da legalidade limita a atuação do Estado à legislação existente.
Q275083 A legalidade do ato praticado pelo agente público pode subsistir ainda que não exista lei prévia que autorize a sua prática
FALSO. A administração SÓ ATUA quando a lei autorizar , se não tem lei autorizando (PRÉVIA) vai ferir o princípio da legalidade.
Primeiro é necessário distinguir a legalidade para o particular e a legalidade para o agente público.
Particular: Pode o particular fazer tudo o que a lei não proíbe.
Agente público: O agente só pode fazer o que a lei o autoriza.
Q589597 A legalidade na administração significa conformidade com a lei e autorização da lei como condição da ação administrativa
As leis administrativas não podem ser descumpridas, nem mesmo por acordo ou vontade conjunta de seus aplicadores e destinatários, uma vez que elas constituem poderes-deveres, irrelegáveis pelos agentes públicos.
Além da legalidade, o ato do administrador público deve conformar-se com a moralidade e a finalidade administrativa para dar plena legitimidade à sua ação.
 A administração legitima só é aquela que se reveste de legalidade e probidade administrativa, no sentido de que tanto atende às exigências da lei, como se conforma com os preceitos da instituição pública. 
CONCEITOS:
1- Reserva legal: significa que determinados assuntos devem ser tratados por lei em sentido estrito, vedando qualquer outra espécie normativa. 
2- Reserva legal qualificada: quando a norma além de exigir que o assunto seja tratado por lei , ainda lhe dá as diretrizes. 
3- Juridicidade: a administração deve agir de acordo com lei, agir de acordo com os princípios que regem a atividade administrativa e agir de acordo com todo um bloco de legalidade. 
Juridicidade vai além da estrita legalidade , abarca também princípios , tratados , regras , atos normativos , etc.
Bloco de legalidade: Leis, princípios, tratados internacionais e regras do ordenamento jurídico Brasileiro.
CUIDADO: A Administração Pública deve obediência a um BLOCO DE LEGALIDADE \u2013 abrange leis e diversos outros diplomas normativos. Mas NÃO CONFUNDA com os particulares , que devem obediência somente a lei em sentido estrito , por força do Art. 5º da CF: \u201cninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei\u201d.
EXCEÇÕES AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE:
Q280207 De acordo com a CF, a medida provisória, o estado de defesa e o estado de sítio constituem exceção ao princípio da legalidade na administração pública. 
Estado de Sítio
Estado de Defesa
Intervenção Federal
Medida provisória 
NÃO CONFUNDIR: Princípio da legalidade (Dever de obediência a lei em sentido amplo) e o Princípio da Reserva Legal ( dever de obedecer a lei em sentido estrito)
DESLEGALIZAÇÃO: consiste na possibilidade do Poder Legislativo rebaixar determinada norma (que até então possui status de lei formal) de forma que esta passe a poder ser tratada por meio de decreto regulamentar
A deslegalização ocorre quando uma lei, sem entrar na regulamentação da matéria, rebaixa formalmente o seu grau normativo, permitindo que essa matéria possa vir a ser modificada por regulamento
Impessoalidade
Q374123 Incorre em ofensa ao princípio da impessoalidade o administrador público que age com atos de perseguição pessoal contra seu subordinado, por não concordar com certa ideologia partidária.
CORRETO. E o CESPE já cobrou isso em outra questão e o gabarito veio igual!
Q11737 Um dos significados do princípio da impessoalidade acarreta a validade, em alguns casos, dos atos do chamado funcionário de fato, isto é, aquele irregularmente investido na função pública, por entender-se que tais atos não são atribuíveis à pessoa física do funcionário, mas ao órgão que ele compõe.
CORRETO. Decorre do princípio da impessoalidade a possibilidade de convalidar atos de agentes de fato. Considera-se que o agente agiu em nome da entidade , e não em nome próprio.
Q381840 Assinale a opção que explicita o princípio da administração pública na situação em que um administrador público pratica ato administrativo com finalidade pública, de modo que tal finalidade é unicamente aquela que a norma de direito indica como objetivo do ato: 
correto foi IMPESSOALIDADE. O CESPE costuma fazer muito isso em múltipla escolha. Ele coloca uma historia que viola a finalidade , mas nas alternativas não tem finalidade , só tem impessoalidade. Como a finalidade é subprincípio da impessoalidade , também pode ser correto.
O PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE, nada mais é que o clássico princípio da finalidade, o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o