Resumo Princípios da administração pública
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Resumo Princípios da administração pública


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pública, é imprescindível avaliar a intenção do agente.
FALSO. Importa aqui a noção objetiva do ato (o conteúdo do ato) e não a noção subjetiva do ato (a intenção do agente que o praticou).
A imoralidade resulta do PRÓPRIO OBJETO DO ATO, não sendo preciso penetrar na análise da intenção do agente. 
A imoralidade, por conseguinte, ocorre quando o CONTEÚDO DO ATO é considerado, pelo senso comum, como desonesto, desiquilibrado, injusto, não ético. 
Um ato pode ser imoral, mesmo que não fosse a intenção do agente cometer qualquer imoralidade
ANALISE DA SÚMULA VINCULANTE 13 DO STF:
SV 13 STF: nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, ATÉ O 3º GRAU, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal 
Qual função não pode nomear? A súmula só diz sobre cargo em comissão e função de confiança.
Esta súmula não se aplica a cargos e funções políticas. Por exemplo, diretores de secretarias de Estado e municípios podem ser parentes. 
Tal súmula também não aplica aos aprovados por meio de concurso público. E faz todo o sentido, uma vez que a pessoa que conseguiu enfrentar a concorrência de inúmeros candidatos e ser aprovada em um processo de seleção corretamente realizado não pode ser prejudicada ante as regras da vedação ao nepotismo. Assim, ainda que cônjuges ou parentes até o terceiro grau estejam trabalhando na mesma repartição, tal situação não configura nepotismo.
Exemplos: 
Assessor, chefe de gabinete, CONSELHEIRO DO TRIBUNAL DE CONTAS são VEDADAS (todos esses tem natureza \u201ctécnico administrativo\u201d segundo o que disse o STF).
Diretores de secretarias é permitido! 
Nomeação de parente que foi aprovado em concurso para cargo efetivo, É PERMITIDO!
Vedado nomear para cargo / função comissionada parente do servidor que lhe é comissionado.
Vedado nepotismo cruzado, mediante ajustes recíprocos. (Cada autoridade nomear um parente da outra)
PERMITIDO qualquer cargo político (Secretário de Estado , Ministros , etc.)
Publicidade
Q613735 STF considerou legítima a publicação, inclusive em sítio eletrônico mantido pela Administração pública, dos nomes dos seus servidores e do valor dos correspondentes vencimentos e vantagens pecuniárias, não havendo qualquer ofensa a princípios constitucionais. 
Q374124 O direito que os cidadãos tem de obter uma certidão junto a um órgão público decorre do princípio da PUBLICIDADE.
Q275077 O princípio da publicidade, no direito administrativo, relaciona-se à publicidade, diretamente ligada à eficácia do ato, bem como à transparência, derivada, por sua vez, do princípio da indisponibilidade do interesse público.
CORRETO. São as duas facetas da publicidade \u2013 uma que é requisito de eficácia do ato , outra que é para satisfazer a transparência.
Carvalho Filho: Indica que os atos da Administração devem merecer a mais ampla divulgação possível entre os administrados, e isso porque constitui fundamento do princípio propiciar-lhes a possibilidade de controlar a legitimidade da conduta dos agentes administrativos. Só com a transparência dessa conduta é que poderão os indivíduos aquilatar a legalidade ou não dos atos e o grau de eficiência de que se revestem.
O princípio da publicidade também apresenta uma DUPLA ACEPÇÃO em face do sistema decorrente da Constituição de 1988, a saber:
1- Exigência de publicação em órgão oficial como requisito de EFICÁCIA dos atos administrativos que devam produzir efeitos externos e dos atos que impliquem ônus para o patrimônio público;
2- Exigência de TRANSPARÊNCIA da atuação administrativa. Essa acepção, derivada do princípio da indisponibilidade do interesse público, diz respeito à exigência de que seja possibilitado, da forma mais ampla possível, o controle da Administração Pública pelos administrados.
Salienta-se que o STF possui entendimento de que a publicação dos atos administrativos não se considera atendida com a simples veiculação da informação por meio da imprensa falada ou televisiva, tal como ocorre, por exemplo, com a \u201cVoz do Brasil\u201d. Para que a publicidade seja considerada realizada e possa o ato administrativo produzir efeitos mediante terceiros, é necessária a publicação no meio oficial legalmente constituído para tal.
A publicação legal para sua plena realização é a do jornal oficial de divulgação ou imprensa oficial, não sendo assim considerada a simples notícia veiculada pela mídia, mesmo que ocorra em programa radiofônico ou televisivo destinado a noticiar os atos oficiais da Administração Pública, conforme já decidiu o STF ao julgar o RE 71.652. Imprensa oficial é o jornal público especialmente instituído por lei para a divulgação dos atos, contratos e outros instrumentos legais e jurídicos da Administração Pública. É chamado de diário oficial (DOU, DOE, DOM). Não se confunde com o órgão ou entidade criado para sua edição, como é o caso da imprensa nacional.
CUIDADO COM PEGADINHA DE PROVA: O caso de constar nomes e símbolos em propagandas do poder público, para promoção pessoal , viola a IMPESSOALIDADE (não tem nada a ver com publicidade).
LEMBRAR: Nem todo ato administrativo requer publicação para ter eficácia. Geralmente os atos de efeito INTERNO dispensam publicidade oficial para serem eficaz.
Tratam-se dos atos administrativos interna corporis, ou seja, aqueles que foram editados com a estrita finalidade de instruir os procedimentos internos de uma repartição pública.
DECORRÊNCIAS DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE:
- O DIREITO DE PETIÇÃO é um dos instrumentos para a concretização do princípio da publicidade. É um direito subjetivo, ao passo que o cidadão tem o direito de peticionar o governo quanto a direitos não atendidos e abusos de poder, a administração tem o dever de tornar seus atos públicos. 
- O princípio da publicidade além de assegurar a eficácia do ato, também visa propiciar CONHECIMENTO E CONTROLE AOS ATOS ADMINISTRATIVOS, pelos interessados diretos e pelo povo em geral, através dos meios constitucionais: 
Mandato de segurança
Direito de petição
Ação popular
Habeas data
Suspensão dos direitos políticos por improbidade administrativa. 
- Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação
- As decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros
- Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.
EXCEÇÕES: 
\u201cA própria Lei n. 12.527/2011, denominada \u201cLei de Acesso à Informação\u201d, traz em seu texto hipóteses de sigilo. Mas, para que esse seja lícito, é necessário que UM DOS SEGUINTES pressupostos se faça presente: 
Relevante interesse coletivo; 
Garantia de segurança nacional; 
Proteção à intimidade, honra e vida privada. \u201d
CF Art. 5º XXXIII \u2013 todos têm direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestados no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à SEGURANÇA DA SOCIEDADE E DO ESTADO
CF Art. 5º LX \u2013 A lei só poderá restringir a publicidade dos