Resumo Princípios da administração pública
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Resumo Princípios da administração pública


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atos processuais quando a DEFESA DA INTIMIDADE OU O INTERESSE SOCIAL o exigirem\u201d
Eficiência:
MSP: O princípio da eficiência apresenta, na realidade, dois aspectos: pode ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores resultados; e em relação ao modo de organizar, estruturar, disciplinar a Administração Pública, também com o mesmo objetivo de alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público.
EXIGE que os atos sejam praticados com presteza, perfeição, qualidade e com a melhor relação de custo benefício. 
Q676549 CUIDADO: Não é somente eficiência lidando com a sociedade (Ex: eficiência ao gerir o dinheiro público ou ao prestar serviços públicos). O dever de eficiência é GERAL, deve-se ter eficiência INTERNAMENTE também!
Parte da doutrina identifica o princípio da eficiência como de caráter BIFRONTAL, de forma que os seus objetivos apenas serão alcançados quando houver a conjugação da estrutura disponibilizada pela Administração Pública com a capacitação que o agente público possua.
Princípio da eficiência foi acrescentado NA CONSTITUIÇÃO com a emenda 19/98. Antes de 1998 era apenas Legalidade, Impessoalidade, Publicidade e moralidade. Ele já estava na constituição, mas ele era implícito. 
O princípio da eficiência foi acrescentado ao processo administrativo e judicial pela emenda 45/2004. Em 2004 houve uma reforma judicial, e o princípio da eficiência foi legalmente adicionado ao âmbito judiciário
\u201cEficiência, eficácia e efetividade são conceitos que não se confundem. A eficiência seria o modo pelo qual se exerce a função administrativa. A eficácia diz respeito aos meios e instrumentos empregados pelo agente. E a efetividade é voltada para os resultados de sua atuação\u201d
\u201cImpõe o dever de a Administração Pública atender satisfatoriamente às necessidades dos administrados, bem como de o administrador público fazer o melhor, como profissional, diante dos meios de que dispõe\u201d
CESPE SEMPRE COBRA: O núcleo do princípio da eficiência está:
Na economicidade 
Na produtividade 
Q857052 O princípio da eficiência designa o princípio fundamental da administração pública, cujo núcleo é a busca de produtividade e economicidade, que impõe a execução de serviços públicos com presteza, perfeição e rendimento funcional, a fim de reduzir os desperdícios de dinheiro público\u201d
DESDOBRAMENTOS DO PRINCÍPIO:
Derivam do princípio da eficiência, por exemplo, o estágio probatório dos servidores (momento em que a Administração pode verificar se o servidor atende diversos requisitos) e o contrato de gestão, que possibilita a ampliação da autonomia dos órgãos e entidades que celebram tal instrumento com a Administração Pública.
Razoabilidade e proporcionalidade (princípio da proibição de excesso)
São os princípios que visam evitar condutas abusivas ou desnecessárias praticadas pela administração pública. 
Razoabilidade é atuar com bom senso
Proporcionalidade e a compatibilidade entre meios e fins. 
\u201cO princípio da proporcionalidade, que determina a adequação entre os meios e os fins, deve ser obrigatoriamente observado no processo administrativo, sendo vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público.\u201d
São princípios importantes para o CONTROLE DOS ATOS DISCRICIONÁRIOS. É um instrumento de limitação da discricionariedade administrativa, ampliando o âmbito de controle do Poder judiciário / tribunal de contas sobre os atos administrativos. 
Caso o ato discricionário seja desrazoável ou desproporcional, o administrador perde seu mérito administrativo, podendo o Poder Judiciário julgar a causa e anular a decisão administrativa. 
Obs.: Note que o judiciário não entra no controle de juízo de mérito, apenas julga se o ato foi praticado conforme os princípios legais. Não cabe ao judiciário tomar a decisão administrativa, substituindo a decisão do administrador, após ter anulado o ato. O judiciário apenas anula o ato e o processo volta para a administração. 
CRITÉRIOS PARA ANÁLISE DA RAZOABILIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO:
1- Adequação: Foi o meio correto para se atingir o fim?
2- Necessidade/exigibilidade: Foi o menos gravoso entre os que existem?
3- Proporcionalidade em sentido estrito: Equilíbrio entre os direitos envolvidos (danos e vantagens).
STF REsp 205.535: O tribunal entendeu que o edital de concurso público que previa pontuação superior para o tempo de serviço do que para a especialização do candidato agredia flagrantemente o princípio da razoabilidade.
Motivação
Consiste na indicação, apresentação dos fatos e fundamentos jurídicos que autorizaram a conduta administrativa. 
Pela motivação o administrador público justifica sua ação administrativa, indicando os fatos (pressupostos de fato) que ensejam o ato e os preceitos jurídicos (pressupostos de direito) que autorizam sua prática.
Visão da doutrina: via de regra, TODOS os atos administrativos, legislativos e judiciais devem ser motivados. Ou seja , a regra É MOTIVAR , sejam eles atos discricionários ou vinculados , a exceção é dispensar motivação. 
MSP: O princípio da motivação exige que a Administração Pública indique os fundamentos de fato e de direito de suas decisões. Ele está consagrado pela doutrina e pela jurisprudência, não havendo mais espaço para as velhas doutrinas que discutiam se a sua obrigatoriedade alcançava só os atos vinculados ou só os atos discricionários, ou se estava presente em ambas as categorias. A sua obrigatoriedade se justifica em qualquer tipo de ato, porque se trata de formalidade necessária para permitir o controle de legalidade dos atos administrativos.
CUIDADO: Expressamente na CF está o princípio da motivação das decisões do poder JUDICIÁRIO, então se a prova perguntar, a motivação para a administração pública está IMPLÍCITA na CF e EXPLÍCITA na lei 9784.
Art. 93, X. As decisões administrativas dos tribunais serão motivadas e em sessão pública, sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros.
CUIDADO: Atender ao princípio da motivação é atendar AOS SEUS DOIS COMPONENTES.
Q883393 A indicação dos fundamentos jurídicos que determinaram a decisão administrativa de realizar contratação por dispensa de licitação é suficiente para satisfazer o princípio da motivação.
FALSO. ainda precisamos dos pressupostos de fato.
Guarda intima relação com a necessidade de motivação dos atos administrativos. 
CUIDADO: nem todo ato PRECISA ser motivado, há exceções , por exemplo, nomeação e demissão para cargos em comissão, não exigem justificativa.
A motivação deve ser prévia ou concomitante com a prática do ato.
Já se aceitou (caso muito especial) motivação posterior quando autoridade foi apresentar as razões de um mandato de segurança.
Motivo e motivação não se confundem.
Os motivos são os fatos e fundamentos jurídicos que levaram o ato a ser praticado. São parte integrante do elemento MOTIVO do ato administrativo.
Motivação é a apresentação dos motivos do ato. É parte integrante do elemento FORMA do ato administrativo.
TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES: Para essa teoria, ao motivar o ato, ainda que não fosse obrigado a fazê-lo, o administrador se vincula ao motivo exposto. Se não houver conformidade entre o motivo e a motivação, o ato será nulo. 
Jurisprudência do STF: Empregados de empresas estatais não tem a estabilidade do artigo 41, mas sua demissão deverá ser motivada.
Não se decreta a invalidade do ato, QUANDO UM, entre os vários motivos determinantes, está adequado a realidade fática. Ou seja, pode-se apresentar x motivos falsos, mas se provar que somente 1 motivo determinante é realmente verdadeiro, a motivação será válida.
Artigo 50 da lei 9784 apresenta UMA LISTA DE ATOS QUE OBRIGATORIAMENTE DEVEM SER MOTIVADOS
\u201cArt. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos