Resumo Princípios da administração pública
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Resumo Princípios da administração pública


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e dos fundamentos jurídicos, quando:
I - Neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses;
II - Imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções;
III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública;
IV - Dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório;
V - Decidam recursos administrativos;
VI - Decorram de reexame de ofício;
VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais;
VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.
§ 1o A motivação deve ser explícita, clara e congruente, podendo consistir em declaração de concordância com fundamentos de anteriores pareceres, informações, decisões ou propostas, que, neste caso, serão parte integrante do ato. 
 Motivação Aliunde (per relationem)
§ 2o Na solução de vários assuntos da mesma natureza, pode ser utilizado meio mecânico que reproduza os fundamentos das decisões, desde que não prejudique direito ou garantia dos interessados.
§ 3o A motivação das decisões de órgãos colegiados e comissões ou de decisões orais constará da respectiva ata ou de termo escrito.\u201d
Supremacia do interesse público 
Q392054 O princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é um dos pilares do regime jurídico administrativo e autoriza a Administração Pública a impor, mesmo sem previsão no ordenamento jurídico, restrições aos direitos dos particulares em caso de conflito com os interesses de toda a coletividade.
FALSO. A supremacia do interesse público não exclui a legalidade. E a CF é bem clara , no sentido de que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude DE LEI. Não pode a administração impor restrições aos direitos particulares caso esta medida não esteja prevista em lei.
É um dos princípios fundamentais da administração pública, mas não quer dizer que domine os outros. Está também intimamente ligado ao princípio da finalidade. É uma supremacia, mas é limitada por lei.
Tal princípio, ressalta-se, não está presente em todas as atividades da Administração Pública, mas sim apenas naquelas em que a Administração deve fazer valer a sua vontade para assegurar que o interesse coletivo seja preservado.
Quando da utilização das prerrogativas conferidas pelo princípio em estudo, o entendimento doutrinário é no sentido de que estas somente devem ser utilizadas dentro do estritamente necessário, sob pena de restar configurado abuso de poder da Administração e ensejar a indenização dos particulares lesados
O princípio da supremacia do interesse público está fundamentado nas próprias ideias do Estado em favor da defesa, da segurança e do desenvolvimento da sociedade.
De acordo com Celso Antônio De Mello, \u201cO princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é o princípio geral de direito inerente a qualquer sociedade. É própria condição de sua existência\u201d
CUIDADO: Não é valido invocar a supremacia do interesse público para balizar uma atuação que não está prevista em lei. A supremacia NÃO AFASTA a legalidade. 
\u201cA prevalência do interesse público, antes de mais nada, pressupõe que a Administração aja em consonância com todo o ordenamento. Se não houver base legal, descabe pretender invocar o princípio da supremacia do interesse público, mercê de violação ao princípio da legalidade. \u201d
Q583987 O princípio da supremacia do interesse público depende de interpretação do conteúdo no caso concreto, não se aplicando apriorística ou isoladamente, sem considerar os demais princípios e as demais normas que se apliquem aos diversos interesses contrapostos, públicos e privados.
CESPE: O princípio da supremacia do interesse público é implícito na CF, mas está explícito na legislação ordinária.
DECORRÊNCIAS DO PRINCÍPIO
Q478773 Nos casos de desapropriação e do exercício do poder de polícia do Estado, constata-se nitidamente a aplicação do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado.
- As cláusulas exorbitantes dos contratos administrativos.
PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO: é um subprincípio da supremacia do interesse público. O princípio da indisponibilidade do interesse público, dessa forma, significa que a Administração não é a proprietária dos interesses por ela geridos. Tal princípio está presente em toda a atividade administrativa, devendo a Administração, por meio de seus agentes, proteger o interesse público, bem maior de toda a coletividade 
O administrador não pode abrir mão do interesse primário do Estado. 
Q768288 O administrador, quando gere a coisa pública conforme o que na lei estiver determinado, ciente de que desempenha o papel de mero gestor de coisa que não é sua, observa o princípio da indisponibilidade do interesse público
Q281080 Em decorrência do princípio da indisponibilidade do interesse público, não é permitido à administração alienar qualquer bem público enquanto este bem estiver sendo utilizado para uma destinação pública específica
DECORRÊNCIAS: A indisponibilidade do interesse público é um princípio implícito, sendo exemplo de sua manifestação a realização de concurso público, a exigência de licitação, a motivação dos atos administrativos e a impossibilidade, como regra, de que os agentes renunciem aos poderes que lhes são conferidos para o exercício de suas funções.
INTERESSES DO ESTADO:
1- Interesse Público Primário: Interesse da coletividade. É indisponível, o estado não pode abrir mão deste interesse.
2- Interesse Público Secundário: Interesse do Estado (geralmente financeiros). Só será valido quando coincidir com o interesse público primário, que é o interesse público propriamente dito. O Estado não pode apenas buscar seu próprio interesse financeiro, sem nada que beneficie a coletividade.
CUIDADO: O Estado pode sim atender ao interesse particular, sem benefício estatal (aparente). Ele o faz toda vez que concede uma licença ou alvará de funcionamento. Mesmo atendendo ao interesse do particular, ele o faz a fim de garantir a segurança de funcionamento do estabelecimento para a coletividade.
O interesse público prevalece sobre o interesse privado quando este é incompatível com aquele. Porém, nos casos em que o interesse privado for compatível com o interesse público, uma vez atendido o interesse público, estará sendo igualmente atendido o interesse privado.
Continuidade dos serviços públicos
O serviço público não pode sofrer interrupção. Seja o Estado prestando ou um terceiro delegatário, não pode sofrer interrupção.
Pode descontinuar quando:
§ 3o Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando:
I - Motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das instalações; e,
II - Por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade. 
Jurisprudência do STJ: Não se admite fazer corte de luz quando for inadimplente pessoa jurídica ou puder causar dano irreversível ao usuário. Ou também em débitos pretéritos, por exemplo um débito que ficou para trás a algum tempo. 
Se for pessoa jurídica de direito público, mas o interrompimento não causaria danos, poderia ser feito o corte da luz. 
Enquanto o valor da conta de luz está sendo questionado apela administração não se pode efetuar o corte.
Princípio da autotutela ou sindicabilidade
Lei 9784 Art. 53. A Administração DEVE ANULAR seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos.
Súmula 346 STF: A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos
Súmula 473 STF: \u201cA administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.