Resumo Princípios da administração pública
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Resumo Princípios da administração pública


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LEMBRAR: O prazo para anular atos ilegais que beneficiaram terceiros de boa fé é de 5 anos , já o prazo para revogar atos legais não existe.
STF: 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu ser necessária a prévia instauração de procedimento administrativo, assegurados o contraditório e a ampla defesa, sempre que a Administração, exercendo seu poder de autotutela, anula atos administrativos que repercutem na esfera de interesse do administrado
CONCLUSÃO: Se a administração quer exercer autotutela que vá INFLUENCIAR em interesses do administrado , ela DEVE assegurar contraditório e ampla defesa (não pode sair revogando e anulando direto não).
Existe uma outra faceta da autotutela (questão da FCC)	
Q656808 Também se fala em autotutela para designar o poder que tem a Administração Pública de zelar pelos bens que integram o seu patrimônio, sem necessitar de título fornecido pelo Poder Judiciário. Ela pode, por meio de medidas de polícia administrativa, impedir quaisquer atos que ponham em risco a conservação desses bens
Questão afirmava que isso \u201cA Administração pública pode, através dos meios legais cabíveis, impedir quaisquer atos que ponham em risco a conservação de seus bens\u201d É EXPRESSÃO DA AUTOTUTELA.
AUTOTUTELA x TUTELA x SINDICABILIDADE:
1- Autotutela: É o poder da administração de revogar os seus atos legais que não são mais convenientes e oportunos, e de anular aqueles eivados de vício. Decorre da relação hierárquica interna.
2- Sindicabilidade: É mais amplo que a autotutela, diz que a administração está sujeita a controle dela mesmo (autotutela) E também controle judicial.
Sindicabilidade = Auto tutela da administração + controle judicial
Quando dizemos que algo é sindicável, estamos querendo afirmar que tal objeto é controlável. Dessa forma, a sindicabilidade configura a possibilidade de qualquer lesão ou ameaça de lesão ser levada ao controle do Poder Público, tanto pela Administração que editou o ato quanto pelo Poder Judiciário. Nesse sentido, a sindicabilidade está ligada à garantia de que todos os conflitos podem chegar à apreciação do Poder Judiciário, uma vez que vigora, em nosso ordenamento, a unicidade de jurisdição.
3- Tutela: é o tipo de controle exercício da administração direta sobre a administração indireta, NÃO é hierárquico e sim um controle finalístico. 
TUTELA
Q782927 É através da tutela que a Administração direta exerce o controle finalístico sobre entidades da Administração indireta, enquanto pela autotutela exerce controle sobre seus próprios atos.
Q777928 O poder que a administração direta exerce sobre a indireta é o poder de tutela, que não pressupõe hierarquia, mas apenas controle finalístico, que analisa a aderência da atuação dos entes que integram a Administração indireta aos atos ou leis que os constituíram.
Q855082 os entes que integram a Administração pública indireta ficam adstritos ao escopo institucional previsto nas leis ou atos que os instituíram, cabendo à Administração Central o acompanhamento dessa atuação, no regular exercício do poder de tutela, que não implica, contudo, ascendência hierárquica sobre os mesmos, salvo expressa disposição nesse sentido.
CORRETO.
I) Esse salvo disposição expressa é a possibilidade de haver um recurso hierárquico improprio \u2013 que é quando , em havendo expressa previsão legal , a adminsitracao direta poder apreciar recursos interpostos sobre a atuação da administração indireta.
II) Via de regra só tem controle finalístico, então não tem essa de ascendência hierárquica, mas nos recursos hierárquicos impróprios pode acontecer.
Existem atos mesmo legais que não podem ser revogados segundo mérito e oportunidade: 
Atos vinculados 
Atos consumados 
Atos de procedimento administrativo 
Ato declaratório e enunciativo 
Atos que geraram direitos adquiridos/
Sumula vinculante 3 do STF: Nos processos perante o Tribunal de Contas da União (ou qualquer outro tribunal de conta) asseguram-se o contraditório e a ampla quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.
I) A regra no TCU é se vai analisar um ato e se dessa decisão for resultar anulação ou revogação a regra é ele intimar o indivíduo e oferecer previamente o contraditório e a ampla defesa.
II) Exceção à regra: registro inicial de aposentadoria, Reforma e Pensão não tem direito a contraditório e ampla defesa prévia. 
III) Exceção da exceção: caso tenha se passado mais de 5 anos da concessão inicial do órgão de origem e a análise do TCU, irá sim ser assegurado contraditório e ampla defesa.
Presunção de legitimidade
Quando um ato é praticado pela administração pública, ele nasce com a presunção de ser legítimo, entretanto é uma presunção relativa (juris Tatum).
QUESTÕES DA FCC E PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE:
Quando a administração pública valida um ato, que foi praticada por servidor irregularmente empossado, se baseia no princípio da presunção de legitimidade (Teoria da aparência).
Mas a FCC considerou que essa validação, poderia também ser baseada no princípio da impessoalidade. 
DICA: 
I) Se der o foco no fato do servidor era ilegalmente empossado, já ligar com teoria da aparência e usar presunção de legitimidade. 
II) Se der o foco no conteúdo do ato, ou seja , o ato foi visando o INTERESSE COLETIVO , o BEM COMUM , já pode ligar com impessoalidade 
Independente do agente , o agente sempre age de acordo com o fim mediato , que é o fim comum , logo pela impessoalidade , não importa quem foi o agente , pois quem \u201crealmente praticou \u201c o ato foi o Estado. 
Princípio da precaução:
A Administração tem que tomar todas as precauções para não causar danos ao meio ambiente e a sociedade.
Q676548 O princípio da precaução impõe à administração, diante de situações e ações que envolvam risco, a adoção de medidas preventivas contra a ocorrência de dano para a coletividade. 
CORRETO.
Princípio da razoável duração do processo:
Foi introduzido na constituição durante a \u201creforma do judiciário\u201d, entretanto esse princípio vale tanto para os processos judiciais quanto para os processos administrativos. 
Está na parte do poder judiciário na CF. 
Princípio da confiança legítima 
Q853023 Uma autarquia federal constatou, a partir de denúncia, que servidor efetivo com dois anos de exercício no cargo havia apresentado documentação falsa para a investidura no cargo. 
CORRETA: Nessa situação, conforme o STF, os atos praticados pelo servidor até o momento são válidos, em razão dos princípios da proteção à confiança e da segurança jurídica.
Q846377 Em virtude dos princípios da proteção à confiança e da segurança jurídica, entende o STF que podem ser considerados válidos os atos praticados por agente público ilegalmente investido.
CORRETO.
STF: o Supremo Tribunal Federal firmou a propósito das questões surgidas em decorrência da investidura funcional \u201cde facto\u201d, orientando-se esta Corte, na matéria em causa, no sentido de fazer preservar, em respeito aos postulados da confiança e da boa-fé dos cidadãos, da segurança jurídica e da aparência do Direito, a integridade dos atos praticados pelo funcionário de fato".
O administrado tem confiança que a administração agiu legalmente e de que suas expectativas são razoáveis. Cabe a ele cumprir todas as obrigações que lhe foram propostas, que lhe geraram confiança legitima a ser protegida.
Q871428 É o princípio que melhor orienta o poder-dever de ANULAÇÃO dos atos administrativos pela Administração Pública.
Trata-se, pois, de uma limitação ao poder/prerrogativa de autotutela da Administração, em razão da necessidade de se preservar a confiança legítima do administrado frente aos atos do Poder Público.
O princípio da confiança legitima LIMITA a autotela administrativa, à medida que impede que a administração anule arbitrariamente qualquer ato praticado por ela.
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