Avaliação Psicológica
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Avaliação Psicológica


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Federal de Psicologia 
o instituiu como o Ano Temático da Avaliação Psicológica.
Nessa ação, o objetivo é promover debates ao longo de todo 
o ano em eventos em todo o país, abertos a todos os psicólogos 
interessados, que poderão propor e discutir melhorias para área. 
Para tanto, foram definidos três eixos que organizarão os debates, 
quais sejam:
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Avaliação psicológica: guia de consulta para estudantes e profissionais de psicologia
1) Qualificação, que versa sobre a formação do psicólogo em 
avaliação psicológica;
2) Relações institucionais, que visa a debater a inserção da 
avaliação nos diversos âmbitos de atuação da psicologia;
3) E o terceiro eixo, que organizará as reflexões a respeito da 
relação entre os dois eixos anteriores.
A partir de tais discussões, deverão ser publicados documentos 
com os resultados e, talvez, até novas resoluções.
Não é possível prever o futuro da avaliação psicológica no 
Brasil, mas o estudo do passado certamente pode auxiliar a 
compreender o estado atual e a indicar alguns possíveis passos 
futuros. Por exemplo, em acréscimo às contribuições de Pasquali 
e Alchieri (2001), não seria exagero propor mais um período para 
explicar a história da área, relacionando os fatos ocorridos desde 
2003. O fato é que a preocupação crescente com a formação 
na área parece estar no cerne da continuidade dos desenvolvi­
mentos até então observados, considerando que profissionais bem 
formados poderão optar por instrumentos e técnicas de forma mais 
crítica, utilizá-los de forma mais responsável e contribuir para que 
a psicologia como ciência e profissão continue desenvolvendo-se, 
tanto do ponto de vista técnico quanto ético.
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Da testagem à Avaliação Psicológica: aspectos históricos e perspectivas futuras
Questões
1) Por que os testes psicológicos foram importantes para o 
desenvolvimento científico da psicologia?
2) Explique o conceito de quoeficiente intelectual (Q I).
3) Por que houve o interesse inicial dos pesquisadores acerca 
dos processos psicológicos básicos?
4) Descreva brevemente os critérios mínimos de qualidade de 
testes psicológicos, segundo a Resolução 02/2003.
5) Por que pode ser perigosa a utilização de testes que não se 
enquadrem nos critérios mínimos de qualidade?
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Avaliação psicológica: guia de consulta para estudantes e profissionais de psicologia
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apítulo 2
Panorama atual dos testes psicológicos 
no Brasil de 2003 a 2011
Sílvia Verônica Pacanaro 
Gisele Aparecida da Silva Alves 
Ivan SantAna Rabelo 
Irene F. Almeida de Sá Leme 
Rodolfo A. M. Ambiel
Sabe-se que o uso de testes psicológicos, juntamente com a 
investigação de outros dados, integra o processo de avaliação 
psicológica. Pasquali (2001) define os testes como um conjunto 
i lr tarefas predeterminadas que o sujeito precisa realizar em 
uma determinada situação, do qual resultam em alguma forma 
df medida. Posteriormente, Urbina (2007) descreveu os testes 
iitmo procedimentos para a obtenção de amostras de comporta- 
im nios e respostas de indivíduos com o objetivo de descrever e/ou 
mi-n.Mirar características e processos psicológicos, compreendidos 
í i ;ii Iu ionalmente nas áreas emoção/afeto, cognição/inteligência,
Avaliação psicológica: guia de consulta para estudantes e profissionais de psicologia
motivação, personalidade, psicomotricidade, atenção, memória, 
percepção, entre outras.
Destaca-se que, nas primeiras cinco décadas do século XX, os 
testes psicológicos, independentemente do seu tipo, rapidamente 
atenderam às necessidades da sociedade na época e foram inse­
ridos nos contextos militar, industrial e institucional. Assim, é 
pertinente lembrar que o progresso da ciência psicológica e o forta­
lecimento dos pilares básicos para o desenvolvimento dos testes 
colaboraram com a expansão cie seu uso. Nas décadas de 1960 
e 1970, houve largo descrédito na área de testagem psicológica, 
sendo que os instrumentos foram criticados e o seu uso dimi­
nuído e menosprezado na atuação do profissional de psicologia. 
Um dos motivos para esse movimento no Brasil foi a associação 
dos modelos de avaliação com a cultura técnica norte-americana 
(Pasquali & Alchieri, 2001). No final dos anos oitenta, surgiram