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Análise de Projetos e Investimentos teorico 5

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Análise de Projetos e 
Investimentos
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Dr. Marcos Crivelaro
Revisão Textual:
Prof. Ms. Luciano Vieira Francisco
Processo de Análise de Risco
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• Conceitos
• O que é Análise de Risco
• Modelos de Previsão
• Analisando as Probabilidades
 · Apresentar os conceitos e as práticas empresariais relacionadas ao processo de 
análise de risco em avaliação financeira de projetos.
Caro(a) aluno(a),
A orientação de estudos sugere a leitura dos tópicos principais de cada uma das unidades, por exemplo: 
gestão de investimentos, análise de risco e gestão financeira.
Como ajuda, realize a leitura dos textos indicados, acompanhe e refaça os exemplos resolvidos.
Não deixe de assistir à apresentação narrada do conteúdo e de alguns exercícios resolvidos.
Finalmente – e o mais importante –, fique atento(a) às atividades avaliativas propostas e aos respectivos 
prazos de realização e envio.
Bom estudo!
Processo de Análise de Risco
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Unidade: Processo de Análise de Risco
Contextualização
O cenário mercadológico atual está se caracterizando por apresentar alta competitividade, 
alta concorrência e alta vulnerabilidade a fatores internos e externos. Há uma corrida 
incessante para que tais fatores acima citados impactem ao mínimo os projetos nas 
organizações. Essas passam, então, a ter que procurarem visões diferenciais acerca dos 
projetos para que consigam vislumbrar e traçar estratégias para alcançarem os objetivos 
pretendidos. Assim, há uma necessidade crescente em conseguir “antecipar o futuro”, no 
que tange ao gerenciamento dos riscos.
Uma “refinada” definição de risco está descrita no Project Management Body of Knowledge 
(PMBOK, 2013): “Um risco do projeto é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, terá 
um efeito positivo ou negativo em pelo menos um objetivo do projeto”. Riscos negativos são 
aqueles que podem representar ameaças ao projeto. Em contrapartida, riscos positivos podem 
representar oportunidades ao projeto.
A identificação da importância em mitigar os riscos em projetos acarretou a necessidade de 
processá-los administrativamente. Assim, gerenciamento de riscos em projetos emerge como 
uma competência notória entre aquelas inerentes ao gerenciamento de projetos, de modo que 
a sua integração com as demais se tornou algo inteligível, aplicável e de suma importância 
quando gerenciamos projetos.
O processo de gerenciamento de riscos é composto, basicamente, de seis pilares, os quais: 
planejamento da gestão, identificação, análise qualitativa, análise quantitativa, planejamento 
das respostas, monitoramento e controle dos riscos.
Há como não se preocupar com os riscos? Como qualificá-los? Como priorizá-los? Como 
propiciar com que as organizações adornem sua cultura de sedimentos que as possibilitem à 
previsão de um o futuro melhor baseado em aprendizados passados? O que fazer para que o 
aprendizado não se dilua com o tempo? 
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Conceitos
Quando mencionamos análise de investimentos em geral, estamos nos referindo às chances 
econômicas do investimento em dado projeto, quanto à sua certeza. Esse método é capaz 
de analisar os cálculos e os possíveis retornos esperados que serão calculados a partir das 
projeções dos fluxos de caixas de determinadas variáveis dos projetos, que na maioria das 
vezes estão inter-relacionados.
Sabemos que um risco sempre tem origem na incerteza que envolve o projeto em si. 
E, consequentemente, a correta avaliação dos riscos de um projeto sempre dependerá da 
capacidade humana de analisar as incertezas contemplando todas as variáveis do projeto. 
Portanto, cobra experiência e habilidade dos profissionais das empresas em lidar com situações 
adversas e ter uma postura proativa nos acontecimentos diários de um projeto. É importante 
que a empresa tenha todas as ferramentas necessárias para que o profissional, por sua vez, 
possua toda a informação possível sobre determinada situação. Isso ajuda muito!
Incertezas do Projeto
A primeira grande incerteza do projeto são os custos. Quando avaliamos um projeto, nem 
sempre é fácil estimar valores futuros. A primeira ideia é utilizarmos dados – valores monetários 
– consolidados de projetos já realizados – de porte similar – para facilitar a estimativa de um 
evento no futuro. Outra opção é realizar simulações de cenários futuros.
A metodologia que normalmente usamos quando avaliamos um investimento é chamada 
de cálculo da melhor estimativa, baseado nos dados que estão disponíveis no momento. 
Posteriormente usamos esses dados como possível modelo de avaliação. Tais estimativas de 
valor único são obtidas, geralmente, a partir da moda – valor com maior ocorrência –, a 
média, ou uma estimativa conservadora.
Quando selecionamos um valor único, portanto, outros intervalos relativos a outras fases 
do projeto não serão consideradas. Lembre-se: estamos selecionando dados de um período 
específico para que possamos ter uma estimativa.
O que fazer quando reconhecemos que os valores projetados estão com alto nível de incerteza? 
Uma alternativa interessante inclui a análise de cenários e de testes de sensibilidade. Como 
funciona a análise de sensibilidade? Nessa ocorrem muitas variações no valor de uma 
determinada variável, tendo por finalidade testar seu impacto no resultado final do projeto. 
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Unidade: Processo de Análise de Risco
Figura 1 – Etapas do gerenciamento de riscos.
Planejar o gerenciamento
de riscos
Realizar a análise
qualitativa de riscos
Realizar a análise
quantitativa de riscos
Planejar as respostas
aos riscos
Identi�car os riscos
Controlar os riscos
Fonte: Elaborado pelo conteudista
As variáveis mais sensíveis são testadas na análise de sensibilidade. Por que? Para que 
possamos identificar, corretamente, variáveis bastante sensíveis, até as mais importantes do 
projeto. Na seguinte Figura mostramos qual é a equação por trás da análise de sensibilidade:
Figura 2 – Análise de sensibilidade. 
Fonte: Elaborado pelo conteudista
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Ao analisarmos detalhadamente o cenário, conseguimos ter uma postura proativa das 
desvantagens da análise de sensibilidade, que – podemos dizer – use o valor mais provável 
de cada variável do projeto. Isso não significa que o resultado derivado do projeto também 
será o resultado mais provável, permitindo, então, a mudança simultânea de valores para 
muitas variáveis principais de um projeto, enquanto construímos um cenário alternativo 
para o projeto. Todos os cenários, sejam otimistas ou pessimistas, devem ser apresentados 
e analisados.
Em qual situação as análises de sensibilidade e de cenário podem ser utilizadas? Na 
compensação das limitações de faltas de dados. Mas, apesar de sua reconhecida utilidade, esses 
testes são estatísticos e um pouco arbitrários em sua origem. Na seguinte Figura mostramos o 
gráfico de análise de sensibilidade: 
Figura 3 – Gráfico de análise de sensibilidade.
Investimento Fixo
Receita
Matéria Prima
Capital de Giro
Custos de Produção
100
90
80
70
60
50
40
30
20
10
0
-15 -10 -5 0
Variação (%)
TI
R
5 10 15
Elaborado pelo conteudista
Muitos duvidam da análise de cenários e de sensibilidade para o estudo da análise de risco 
de investimentos, mas pesquisas indicam que esses estudos chegam a uma conclusão lógica. 
Todos gostaríamos de saber quais são as chances existentes de se obter lucro ou de evitar 
prejuízos em um investimento que é planejado. A simulação de Monte Carlo permite executar 
a análise de risco para mostrar vários resultados possíveis, oriundos de uma tabela de dados, 
esses geralmente apresentados em uma planilha eletrônica. A sequência de cálculo a ser 
adotada é a seguinte:
• Execução de cálculos matemáticos levando em consideração o risco de análises 
quantitativas;
• Rastreamento de diversos

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