Apostila Curso Rádio e TV
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Apostila Curso Rádio e TV


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OFICINA 
 
 
 
 
RÁDIO E TV 
Técnicas de locução e 
apresentação 
 
Nome: ____________________________________ 
 
 
 
Instrutor:Marcos Alcantara 
 
 
 
Oficina de Rádio e TV \u2013 apresentação/reportagem 
 
 
 
Ler com Atenção! 
 
 
 
 A comunicação é inata ao ser humano. É impossível não se comunicar. Às 
vezes não é preciso pronunciar sequer uma palavra para nos comunicarmos. É muito 
comum nos encontros, encontrarmos pessoas que entram \u201cMudas\u201d e saem \u201cCaladas\u201d, 
então logo dizemos que ela nada comunicou. Mero engano, o simples fato de ela está 
\u201cEmburrada\u201d já transmite alguma coisa. Para nos comunicarmos de forma eficaz, é 
necessário conhecermos o homem e sua cultura. 
 
 Pesquisa revela que as primeiras palavras que as crianças estão falando, são 
os nomes de produtos veiculados na mídia. 
 
 A comunicação é dinâmica, não existe comunicação monólogo. E nós, que 
somos comunicadores que queremos comunicar a verdade, temos o compromisso de 
dinamizarmos cada vez mais a nossa comunicação, profissionalizando-nos. 
 
 Não podemos brincar com os meios de comunicação social. Estes 
instrumentos são poderosíssimos e, portanto, surge a necessidade de ter pessoas 
capacitadas para atuarem nesses meios. 
 
 Um dos maiores segredos da comunicação, é a valorização do receptor. Ele 
é a pessoa principal e não quem está transmitindo a mensagem. Não podemos cometer o 
pecado de querermos ser a pessoa mais importante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comunicação 2011 Página 1 
Oficina de Rádio e TV \u2013 apresentação/reportagem 
 
 
 
UMA VISÃO DO RÁDIO COMO VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO 
EM MASSA 
 
 
 
 O Rádio é o meio de informação mais eficaz que existe, em função de suas 
características. Se a atualidade e a rapidez da difusão são os aspectos mais relevantes da 
informação, é evidente que a universalidade, simultaneidade instantaneidade \u2013 
características essenciais da tecnologia radiofônica prestam um grande serviço à 
informação. 
 A falta de profissionais qualificados também se apresenta como barreira. 
Em sua grande maioria, os profissionais são preparados pelas escolas de comunicação. 
 De fato, o uso de uma linguagem correta que atenda às exigências do Rádio 
como veículo é fundamental, principalmente porque a comunicação radiofônica é 
limitada, por contar apenas com o som. 
 Qualquer pessoa, mesmo analfabeta, pode escutar rádio e isso pode ser feito 
a qualquer momento \u2013 quando se acorda, trabalha ou adormece, já que ninguém cruza 
os braços para escutar rádio. A não opção do ouvinte e a audição durante o desempenho 
de outra atividade, exigem que o veículo seja dinâmico. 
 Neste sentido, a locução correta se impõe na transmissão radiofônica como 
um fator básico para se obter compreensão. 
 O bom comunicador é aquele que recebe críticas, e analisa se a mensagem 
vai repercutir bem. 
 O comunicador é um líder. 
 A comunicação é um cesto de caranguejo. 
 
 
 
 
 
 
Adilson Oliveira 
 
 
 
 
 
Comunicação 2011 Página 2 
Oficina de Rádio e TV \u2013 apresentação/reportagem 
 
 
 
Comunicação e Mercado 
 
A Importância do rádio 
 
 Ao longo dos anos, temos dado ênfase à televisão, que, com certeza merece 
destaque na área de comunicação. Não poderíamos, entretanto deixar de falar do 
precursor da revolução tecnológica atual. O Rádio. 
 Tudo começou com o físico James Clarck Maxwell, que, em 1863, 
descobriu as ondas eletromagnéticas. Em 1885, Rudolph Hertz criou o princípio da 
propagação radiofônica, e em 1896 iniciou \u2013 se a industrialização dos primeiros rádios 
como produto para consumo em geral. 
 No Brasil, não foi diferente, e há referências de que, por volta dos anos 
1893 e 1894, as primeiras experiências de transmissão e recepção sem fio foram 
efetuadas com êxito pelo cientista e padre gaúcho Roberto Landell de Moura, que 
construiu um transmissor de ondas que permitia a transmissão da palavra humana 
articulada. 
 A década de 30, portanto, foi uma espécie de período de testes e preparação 
para o que viria em seguida. A década de 40, a "época de ouro do rádio brasileiro" foi o 
período em que o rádio mais se desenvolveu. Foi nestes dez anos que as rádios mais 
tiverem que modificar seus programas e batalhar para adquirir os melhores profissionais 
existentes no mercado, pois foi neste período que o rádio chegou ao auge da 
popularidade. Seus cantores e cantoras, seus atores e atrizes, diretores e locutores se 
tornaram famosos, ricos e queridos por toda uma população de um País continental. 
 Nesta batalha por audiência valia tudo. Até baixar o nível do programa 
como emissoras daquela época fizeram e que muitas fazem também hoje. Mas naquele 
tempo era vital. Não só porque a maior parte da população era analfabeta, mas, 
principalmente, devido a necessidade de se atrair os patrocinadores, provando-lhes que 
a rádio "x" e não a "y" tinha maior popularidade. 
 
 Já em 1941, durante a II Guerra Mundial, surgia o Repórter Esso, criado 
pela Rádio Nacional. O Repórter Esso é um divisor de águas no radiojornalismo 
brasileiro. O padrão austero e preciso do Repórter Esso ficou no ar até 1968. Foram 27 
anos de um radiojornalismo que procurava mostrar, diariamente, os principais fatos do 
Brasil e do mundo era, assim como dizia seu slogan, a "testemunha ocular da história". 
Heron Domingues, que durante 18 anos comandou o Repórter Esso, foi preparado pela 
United Press Internacional (UPI) estando, portanto, no mesmo nível dos melhores 
locutores norte-americanos da época. 
 
 Outro marco do radio jornalismo brasileiro foi o Grande Jornal Falado 
Tupi, da Rádio Tupi, de São Paulo, criado em 1942. 
 
 
 
 
 
Comunicação 2011 Página 3 
Oficina de Rádio e TV \u2013 apresentação/reportagem 
 
 
Atualidade \u2013 Tantos anos após sua invenção, hoje temos no Brasil várias emissoras de 
rádio e milhares de aparelhos espalhados por todas as regiões. Alguns simples, 
operando apenas em uma faixa; outros, em quatro, recebendo sinais em Ondas Curtas 
(OC), Ondas Tropicais (OT), Ondas Médias (AM) e Freqüência Modulada (FM), siglas 
que representam a velha tecnologia viva e fortemente ligada ao dia-a-dia das pessoas 
ainda hoje. 
 O famoso radinho de pilha tornou-se, ao longo de nossa história, um 
instrumento de formação, informação e educação tão poderoso, que, em alguns 
momentos, foi fundamental nas decisões do comando da nação. Quem, hoje, consegue 
imaginar-se entrando em seu carro e não sintonizando o rádio para ouvir as notícias do 
dia, os últimos acontecimentos políticos, as condições de tráfego aéreo ou rodoviário! O 
rádio é