Aula Nota 10 1
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Aula Nota 10 1


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Divida em partes: uma das melhores maneiras de recapitular
um conceito já ensinado é dividir uma ideia complexa em várias partes para
abordar o que não foi compreendido pelos alunos.
> Técnica 17 - Proporção: o objetivo de "Nós" é exigir mais e mais trabalho
cognitivo dos alunos. Especialmente úteis são, por exemplo, práticas como
fingir ignorância -"Gente, eu fiz isso certo?","Espere aí, não consigo lembrar
o que vem em seguida..."- ou desmembrar uma pergunta em várias outras.
ITécnica 18 - Entendeu?: acostume-se a estabelecer quando e se os alunos
estão prontos para mais responsabilidade e quando precisam que o
conceito seja apresentado novamente.
Técnicas "Vocês"
^Técnica 19 - Mais uma vez /
l Técnica 20 -Arremate
ITécnica 21 - Tome posição
Algumas ideias para um "Vocês" efetivo
l Repetição é importante. Os alunos precisam praticar e praticar. Alguns
aprendem a nova habilidade na terceira vez que fazem; outros só vão
aprender na décima vez. Muito poucos aprendem logo na primeira ou na
segunda vez.
l Continue até que eles possam fazer sozinhos. No final da prática
independente, os alunos devem poder resolver completamente sozinhos
os problemas no nível de complexidade em que serão avaliados.
l Use múltiplas variações e formatos. Os alunos devem ser capazes de
responder perguntas em formatos diferentes, com um número significativo
e plausível de variações e variáveis.
l Aproveiteoportunidadesparaenriquecimentoediferenciação.Àmedidaque
alguns alunos demonstrem domínio do conteúdo mais rapidamente do que
outros, tenha problemas adicionais já prontos para eles, de forma a levá-los
para o próximo nível.
Estruturar e dar aulas 93
B^BBt o GANCHO ;BBB
Se você consegue apresentar um conceito de um jeito que inspira e estimula, e
consegue fazer com que seus alunos dêem voluntariamente o primeiro passo
na busca do conhecimento, isso significa que não há conteúdo que não possa
ser trabalhado com entusiasmo, envolvimento e aprendizado efetivo entre seus
alunos. A Técnica O gancho - um curto momento introdutório, que captura
tudo que há de interessante e envolvente na matéria e coloca isso bem diante
da classe - é uma maneira de fazer isso. Pode ser uma breve historinha, uma
adivinha, uma fotografia do assunto que será discutido na aula. Esse tipo de
coisa traz à vida os pés de ervilha de Gregor Mendel e faz com que a segunda
lei do movimento de Newton pareça a coisa mais importante do mundo. O
gancho não é um plano para simplificar o material; em vez disso, ele prepa-
ra os alunos para compreenderem o conceito apresentado no nível que lhes
será exigido. Não é uma aula inteira de
acrobacias circenses, nem mesmo uma
hora divagando ao redor de Romeu e O gancho - um curto momento
Julieta para tornar a história "contem- introdutório, que CQptUÍQ
porá nea", mas os cinco minutos que wdo que há de interessante e
abrirão as portas do drama elisabeta- envolvente no matéria \u20ac coloco
no. Você pode não precisar á" O gancho , ,isso bem diante da ciasse -para todas as aulas e não deve confun-f j- é uma maneira de inspirardir duração no tempo com eficiência:
um gancho de 10 segundos pode ser e engajar os alunos.
tão bom ou melhor do que um gancho
de três minutos.
Depois de assistir a dúzias de professores fisgarem seus alunos com todo tipo de
conteúdo possível e imaginável, dividi os tipos de gancho nas categorias detalhadas
abaixo, mas compreendo que há com certeza um milhão de boas ideias para gancho
que não se encaixam em nenhuma destas categorias:
l História. Conte uma história rápida e envolvente que leve diretamente ao con-
teúdo. Bob Zimmerli introduz longas divisões com a história de um grupo de
crianças que fica em casa sem os pais e tomam conta de si mesmas. O sinal de
divisão é a casa e eles se amontoam à porta enquanto os números se aproximam
e batem, a partir da posição do divisor. O momento-chave (quando abrir a por-
ta) revela as regras da divisibilidade.
94 Aula nota l O
> Analogia. Ofereça uma analogia interessante e útil que tenha conexão com a
vida dos alunos. Por exemplo, como vi recentemente um professor fazer, é
possível comparar ligações simples em Química aos alunos escolhendo par-
ceiros para a festa junina da escola.
l Suporte. Você pode usar um bom adereço: uma jaqueta que o principal per-
sonagem de uma história usaria (ou que nunca poderia ter usado: "Quem
pode me dizer por quê???") ou um globo e uma lanterna para demonstrar
a rotação da Terra.
l Mídia. Uma imagem ou um trecho de música ou vídeo (muito curto) pode
melhorar seu gancho. No entanto, deve ser cuidadosamente planejado para
apoiar seu objetivo de aula, não para distrair dele. Você também pode as-
sumir o papel de um personagem do livro ou da história. Isso também deve
ser usado com cuidado, porque você pode facilmente se animar e acabar se
distraindo, e se não for disciplinado, perderá muito tempo.
l Status. Descreva algo grandioso: as razões por que Monteiro Lobato, Camões
ou Fernando Pessoa são tão apreciados. Ou diga que hoje você vai começar a
ler os textos "do autor quê muitos acreditam ser o maior de sua geração" ou
"um dos melhores escritores infantis" ou "um dos grandes escritores sobre
o amor e as relações humanas" ou "o maior escritor da língua portuguesa".
l Desafio. De aos alunos uma tarefa muito difícil e deixe-os tentar resolver.
("Veja se você consegue traduzir este trechinho de Camões para o português
contemporâneo." E dê um exemplo.) Se você não consegue pensar em nada
especialmente interessante, um bom Bate-rebate (Técnica 24) é um grande
desafio e funciona perfeitamente. De fato, em muitas escolas, os professo-
res usam Bate-rebate como substituto quando não conseguem encontrar um
bom gancho para a aula.
Aqui estão dois exemplos:
> Em uma recente manhã de setembro, Jaimie Brillante perguntou a seus alunos quem
sabia o que era uma sentença completa. Todos levantaram as mãos. Otimo, ela
disse, e deu a eles cinco palavras, pedindo que tentassem fazer a melhor sentença
possível com elas em apenas dois minutos. No fim, as cinco palavras não podiam
formar uma sentença completa. Depois de alguns minutos de quebra-cabeças,
Estruturar e dar aulas 95
Jaimie pediu que os alunos descobrissem o que estava faltando. Resposta? O su-
jeito. O desafio fisgou os alunos por toda a hora de aula que se seguiu.
l Quando Bob Zimmerli ensina valor posicionai a seus alunos de 5° ano, ele conta
uma história sobre um hipotético amigo dele, chamado "Deci", durante toda
a aula. As casas à direita da casa de Deci são chamadas décimos, centésimos
e milésimos; as casas à esquerda são chamadas unidade, dezena e centena. Há
uma história sobre o Deci descendo a rua para ir a uma lanchonete e passando
por várias casas na rua dos centésimos e dos milésimos, dizendo em voz alta os
nomes à medida que avança. Antes que se dêem conta de que estão aprendendo
matemática, os alunos já estão completamente seduzidos.
Como nestes exemplos, um bom gancho tem tipicamente as seguintes características:
l É curto. É a introdução, não a aula toda, serve para seduzir os alunos em poucos
minutos,
l Abre a porta. Uma vez que o tom da aula foi dado, ele abre rapidamente espaço
para a parte mais instrutiva da aula.
l É dinâmico e otimista. Baseia-se, por exemplo, no que é grandioso em Camões, não
no que é difícil ou assustador, a menos que isso também seja grandioso.
Uma última ideia sobre O gancho: você não precisa de um para cada aula.
Colleen Driggs gosta de usar O gancho na primeira aula de um certo tópico. À me-
dida que ela avança pelas próximas três ou quatro aulas seguintes sobre o mesmo
tópico, com objetivos que, ao se desenvolverem, aumentam o entendimento sobre o
assunto, ela passa para outra técnica.
Dl NOME ÀS ETAPAS
Por que geralmente os melhores técnicos foram atletas quase bons ou nem tão bons,
enquanto os atletas mais talentosos raramente conseguem ser bons técnicos?