Aula Nota 10 1
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Aula Nota 10 1


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começar a abrir mão da sua responsabilidãHcTpèTa
exatidão das notas e deixar que osjilunosjaçam isso por_lijnesmosj-jnas tenha
em mente que pode levarjmpj^até^que^les^eslejanLrealmfinte prontos para assumir
inteira responsabilidade por uma peça tão crucial no processo de aprendizado.
Técnica 15
.IKLULb
Circule é uma técnica que consiste em se mover estrategicamente pela sala durante
a aula. (Não é relevante apenas para a porção "Eu" da aula, mas como é crucial
pensar sobre isso desde o começo, vou tratar disso aqui.) Como profissionais, es-
tamos sempre falando em "proximidade" - chegar perto dos alunos para reforçar
seu envolvimento na aula e eliminar problemas disciplinares - mas, com frequência,
os professores esperam que a proximidade funcione magicamente por si só. Sabem
que devem se mover em direção às áreas mais problemáticas da sala, mas nem sem-
pre têm autoconfiança em relação aos benefícios desse movimento ou em relação a
saber exatamente o que fazer quando chegarem à área problemática, se a simples
proximidade se revelar insuficiente para resolver o problema. Há muito mais para
saber sobre como se mover pela sala de aula, para além da mera proximidade:
l Rompa a barreira. A "barreira" de sua sala de aula é a linha imaginária que
atravessa a classe de um lado a outro, paralelamente e a cerca de dois metros à
frente do quadro, normalmente onde ficam as primeiras carteiras de alunos. Muitos
professores hesitam ou demoram muito a "romper a barreira", caminhar para além
dessa fronteira imaginária e circular pelos corredores e fileiras entre as carteiras.
Mas é importante tentar romper a barreira nos primeiros cinco minutos de cada
aula. Você quer deixar claro para os alunos que aquele espaço é seu e que é normal
você ir a qualquer momento para aonde quiser na sala. Além disso, você deve rom-
per a barreira antes que um problema de comportamento exija que você o faça. Isso
mostrará que você vai onde quer como resultado de suas decisões pedagógicas, enão
como resultado do comportamento dos alunos. Se não fizer isso, você corre o risco
de permitir que o território para além da "barreira" seja propriedade de seus alunos.
Outro aspecto igualmente importante: se você se movimentar pela classe toda
para estabelecer proximidade somente quando ocorrer um incidente disciplinar, a
ação será altamente visível para todos e você estará essencialmente dizendo aos alunos
que as coisas não estão bem e que eles conseguiram tirar você do seu roteiro. Nesse
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caso, também aumenta o nível de atenção para o que você faz quando rompe a bar-
reira. Dessa forma, a sutileza necessária para fazer correções que não interrompam a
instrução (por exemplo, via proximidade) torna-se quase impossível. No entanto, se
você está sempre rompendo a barreira, conseguirá corrigir muito discretamente, sem
interromper a aula, e prosseguir com o que parecerá uma rotina corriqueira.
> Acesso total. Romper a barreira
Romper O barreira Significa não basta: você deve ter acesso total a
que você vai aonde quer como toda a saia de aula- Você deve poder
resultado de suas decisões simPles e naturalmente colocar-se ao
pedagógicas, e não como lado de ^ualciuer aluno e deve P°der
, , chegar a qualquer lugar da sala com fa-
resultado do comportamento
cihdade, sem interromper a aula. Este e
dos alunos. , .
o único jeito de apropriar-se do espaço
físico. Se você não conseguir, os alunos
vão rapidamente estabelecer uma zona "proibida", que eles sabem estar isolada de
sua influência. Se, para chegar a algum lugar da sala, for necessário arrastar múl-
tiplas mochilas e^ãdeiras, então a propriedade da sala já foi cedida. 5e você tiver
de dizer "com licença" para circundar cadeiras, mochilas e carteiras para chegar
ao fundo da sala, você estará pedindo autorização aos seus alunos para ocupar
aquele espaço. Isso significa que o espaço é deles, não seu. E esse é um preço que
nenhum professor pode pagar. Mantenha as passagens entre as carteiras largas e
livres; ache um lugar melhor para as mochilas do que atrás das cadeiras; sente seus
alunos em pares, de forma que você possa colocar-se ao lado de qualquer um deles
a qualquer momento.
) Intervenha quando circular. Não basta só estar lá; você tem de trabalhar a
sala. Se você está ensinando ativamente (nas porções "Eu" ou "Nós" da aula),
faça intervenções frequentes enquanto circula, tanto verbais como não verbais
(a mão sutilmente no ombro do Emerson, para lembrá-lo de se sentar; "confira
a ortografia" para Susana ao ver as anotações dela). Não há nada mais embara-
çoso do que um professor caminhando na direcão de um aluno, com a esperança
de cessar um certo comportamento, e se dar conta, ao chegar lá, que a simples
proximidade não bastou. ínteraçÕes privativas e em voz baixa com alguns alu-
nos, enquanto você circula pela sala, darão espaço para você responder a este
problema de mau comportamento, utilizando as ferramentas descritas em Padrão
100%, O que fazer e Voz de comando (Técnicas 36 a 38). É igualmente importante
oferecer reforço positivo enquanto você circula, também aqui com intervenções
Estruturar e dar aulas 1 05
tanto verbais como não verbais (sinal de positivo para o Miguel; "Gosto disso"
para a Jasmim, ao olhar suas anotações) e sempre de forma construtiva. Enfim,
ler, avaliar e responder ao trabalho do aluno no momento em que acontece são
medidas indispensáveis para verificar compreensão do conteúdo e estabelecer o
tom de engajamento esperado. Ambos são cruciais para sua habilidade de oferecer
apoio e rigor académicos ("Tente de novo, Carlos"; "Certinho, Jair!"; "Você não
rne mostrou a terceira etapa").
> Mova-se sistematicamente. Busque oportunidades para circular sistematica-
mente - ou seja, universal e impessoalmente -, mas de forma não previsível. Isso
não apenas exerce uma pressão de responsabilidade sobre todos os alunos, mas
também permite que você exerça uma pressão nos alunos que mais lhe desafiam
sem revelar a eles que estão desafiando você. Se você anuncia para a classe "Quero
todo mundo olhando para mim agora" e marcha diretamente para o João, seu
aluno mais difícil, você estará dizendo ao João que você teme que ele não obedeça
e que talvez você não consiga controlá-lo. Pode ser que ele obedeça desta vez, mas
por dentro ele estará rindo de você, sabendo que você se atrapalhou. Se você des-
cer cada corredor entre carteiras preventivamente, pedindo a cada aluno alterna-
damente que olhe para você e cruzando olhares com ele, com certeza você chegará
a João sem tornar visível para ele a sua ansiedade. Claro, haverá ocasiões em que
ele não fará o que você quer e você terá de ir diretamente a ele. Mas, quando você
está pedindo alguma coisa específica a toda a classe, dê o melhor de si para tratar
o João como qualquer outro membro do grupo: mova-se sistematicamente.
Note, porém, que sistemático não é a mesma coisa que previsível. Se você sem-
pre seguir uma ordem previsível de interaçôes enquanto circula, alunos saberão
quando você chegará até eles e vão reagir de acordo. Evite usar o mesmo circuito
sempre (da esquerda para a direita; girar em volta da sala). Varie o seu caminho e
pule alguns alunos inesperadamente (ao mesmo tempo em que investe pesado em
outros) enquanto circula.
> Posição de comando. Enquanto circula, sua meta deve ser olhar os alunos
de frente pelo maior tempo possível. Assim você pode ver o que está ocorrendo
ao redor em um piscar de olhos e com um custo mínimo de transação. Você
pode erguer seus olhos do trabalho de um aluno e voltar a ler em uma fração
de segundo. Se estiver de costas, porém, você dará espaço a comportamentos
oportunistas. Pense em você como a Terra, que gira sobre dois eixos ao mesmo
tempo, tanto girando em torno do Sol como girando sobre si mesma. Isso vai
exigir que você pense de que lado dos alunos você fica enquanto circula. Tem
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de pensar também