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História

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mento da arrecadação tributária que pesava sobre a colônia;
d) investimento de capitais estrangeiros na atividade agroexportadora açucareira, para
fazer frente ao rápido processo de crescimento da mineração.
20. UFRN Ao comentar a arte brasileira, Benedito L. de Toledo faz a seguinte descrição:
“E se olharmos para o teto, veremos o próprio céu retratado em pintura ilusionística no forro,
que foi rompido para mostrar o Paraíso com a Virgem, os anjos e os santos.
A talha usará colunas torcidas recobertas de vinhas e povoada de querubins, aves, frutos, cada
elemento procurando vibrar e tomar todo o espaço possível.
As colunas torsas serão as grandes eleitas porque sua estrutura helicoidal é o próprio movimen-
to sem fim.
À noite, os interiores das igrejas revelam novas surpresas. A iluminação à vela produz uma luz
vacilante que faz vibrar o ouro da talha, dramatiza as pessoas e as imagens. Sente-se que se está
num espaço consagrado pelo perfume do incenso vindo do altar-mor, onde é mais intenso o
brilho do ouro na luz incerta das velas.”
[adaptação] TOLEDO, Benedito Lima de. Apud: FERREIRA, Olavo Leonel.
História do Brasil, São Paulo: Ática, 1995. p. 166.
O autor da descrição se refere ao caráter essencial do estilo:
a) Barroco – Lirismo, apelo à emoção, busca de uma dinâmica infinita, solicitação de
todos os sentidos.
b) Naturalista – solidez, despertar da fé pela contemplação da natureza, quer do reino
animal, vegetal ou mineral.
c) Gótico – grandiosidade e leveza, tornada possível graças ao emprego de arcos em
forma de ogiva e de inúmeros vitrais.
d) Neoclássico – ênfase na harmonia e no equilíbrio, apelo às faculdades racionais do
homem e realce para os elementos estruturais da construção.
21. UECE Dentre as principais medidas tomadas pelo Marquês de Pombal com relação à
colonização do Brasil, pode-se assinalar corretamente:
a) Permissão para a criação de manufaturas e indústrias no Brasil, liberalização dos impostos
alfandegários sobre os produtos brasileiros e maior controle sobre as atividades religiosas.
b) Criação de Companhias de Comércio, expulsão dos jesuítas e maior pressão fiscal
sobre as áreas produtoras de ouro.
c) Transferência da capital da colônia do Rio de Janeiro para Salvador, expulsão da Com-
panhia de Jesus dos territórios portugueses e criação de mesas de negociação de im-
postos com os produtores de ouro.
d) Extinção dos monopólios comerciais estatais, assinatura de acordos com a Igreja sobre a
ação dos jesuítas e transferência da capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.
HISTÓRIA - A segunda etapa do período colonial
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22. UFR-RJ
“Em 1733, houve em Vila Rica uma festividade religiosa que retirou o Santíssimo Sacramento
da Igreja do Rosário e o conduziu triunfalmente para a Matriz do Pilar.
(...) O que está sendo festejado é antes o êxito da empresa aurífera do que o Santíssimo Sacra-
mento, e nessa excitação visual caracteristicamente barroca, é a comunidade mineira que se cele-
bra a si própria, esfumaçando, na celebração do metal precioso, as diferenças sociais que separam
os homens que buscam o ouro daqueles que usufruem do seu produto. A festa tem, assim, uma
enorme virtude congraçadora, orientando a sociedade para o evento e a fazendo esquecer da sua
faina cotidiana; é o momento do primado do extraordinário – o sobrenatural, o mitológico, o ouro
– sobre a rotina. No momento de sua maior abundância, é como se o ouro estivesse ao alcance de
todos, a todos iluminando com seu brilho na festa barroca. (...)”
 SOUZA, Laura de Mello e. Desclassificados do Ouro.
No texto acima, a autora nos coloca frente à realidade social da sociedade mineradora no
Brasil do século XVIII.
Segundo suas observações,
a) na sociedade mineradora brasileira não existiriam diferenciações sociais, dado o fato
de que todos podiam enriquecer com a fortuna do ouro;
b) não há nenhum sentimento religioso nas manifestações festivas na Vila Rica do século
XVIII;
c) na região mineradora celebrava-se então a libertação do Brasil frente a Portugal em
um momento de auge da produção aurífera;
d) o achado de diamantes na região de Vila Rica permitiu tal riqueza aos exploradores
que podiam realizar festas luxuosas sem preocupação com os gasto do evento;
e) a festa religiosa, tornou-se, em verdade, demonstração do sucesso da empresa minera-
dora e daqueles que ganham com a exploração aurífera.
23. UFRS Associe as afirmações apresentadas na coluna da direita com as contestações
setecentistas referidas na coluna da esquerda.
1. Revolta de Vila Rica (1720) 3. Conjuração Carioca (1794)
2. Conjuração Mineira (1789) 4. Conjuração Baiana (1798)
( ) Foi um movimento inspirado nas idéias revolucionárias francesas, com expres-
siva participação popular, principalmente de soldados e alfaiates.
( ) O principal motivo de sua eclosão foi o anúncio da criação das Casas de Fundição
na região mineradora, visando coibir o contrabando do ouro.
( ) Foi um movimento independentista de reação aos excessos do colonialismo portu-
guês, tendo como principais articuladores os padres, os militares e os intelectuais.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses de cima para baixo é:
a) 1 – 2 – 4 b) 1 – 3 – 4 c) 4 – 2 – 3 d) 4 – 1 – 2 e) 2 – 1 – 4
24. UFPB No final do século XVIII, dois movimentos sociais, a Inconfidência Mineira (1789)
e a Inconfidência Baiana (1798), tiveram como motivação romper com o domínio colo-
nial português. Sobre essas rebeliões, afirma-se:
I. As duas Inconfidências tinham como objetivo criar uma república e abolir a escravi-
dão. A Inconfidência Mineira foi um movimento de elite e a Baiana, mais popular,
contava com a participação de pessoas de origem humilde, como alfaiates, soldados
e escravos.
II. A Inconfidência Mineira tinha um caráter mais econômico, prevalecendo em seus
projetos medidas mais anti-coloniais do que sociais. Já a Inconfidência Baiana, além
de anti-colonial, foi mais voltada para reformas sociais, pois defendia uma sociedade
em que os menos favorecidos tivessem melhores condições de vida.
III. A repressão imposta pela metrópole portuguesa atingiu principalmente os mais hu-
mildes. Entre os mineiros, o único condenado foi Tiradentes. Entre os baianos, foram
condenados dois soldados, um aprendiz de alfaiate e um alfaiate. Para os condena-
dos, foi aplicada a pena máxima: enforcamento e esquartejamento.
Está(ão) correta(s):
a) apenas I e II; b) apenas I e III; c) apenas II e III; d) apenas III; e) todas.
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25. UFSE
“O heróico Tiradentes, calmo e solene, foi conduzido, vestindo a túnica branca dos condena-
dos, da prisão da Rua da Cadeia, hoje Rua da Assembléia e pela Rua do Piolho, acompanhado por
dois padres e uma guarda de cem baionetas, fazendo preces, até chegar ao cadafalso. Ali, deu o
dinheiro que tinha aos seus executores e depois de repetir com seu confessor o Credo católico,
gritou: ‘Cumpri a minha palavra, morro pela liberdade’.”
A Presença Inglesa no Brasil. Loyds Bank. Fundação Roberto Marinho.
O texto faz referência a:
a) uma conjura que se caracterizou por suas idéias socialistas;
b) um movimento de caráter aristocrático e antipopular;
c) uma conjura cujo único objetivo era abolir a escravidão;
d) um movimento literário radical que questionava a Igreja do período;
e) uma movimentação de rebeldes que se baseava nas idéias mais radicais do iluminismo.
26. U. Uberaba-MG/Pias
“Apesar da quantidade de ouro extraído das minas ter correspondido a cerca de 70% da produ-
ção do Brasil no século XVIII, os mecanismos do Sistema Colonial (...) fizeram com que a maior
parte da riqueza se esvaísse (...) As minas do século XVIII foram uma capitania pobre”
VERGUEIRO, Laura. Opulência e Miséria da Minas