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Ergonomia de Software e os Conceitos da Interação Humano Computador   Paper   UNIASSELVI (2)

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Ergonomia de Software e os Conceitos da Interação Humano-Computador
Arthur Albertin Carvalho
Fernando Gonçalves
Pedro Ricardo Oliveira Cordova
William da Fonseca Guimarães
Prof. Sabrina Silva da Silveira
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Análise e Desenvolvimento de Sistemas (FLX1078/3) - Seminário Interdisciplinar III
15/10/2018
RESUMO
O relacionamento do homem com a máquina tem sido alvo de estudo a muitos anos desde o surgimento dos primeiros sistemas informatizados, que já utilizavam aspectos visuais para proporcionar uma usabilidade melhor aos seus usuários. Subsequente à isso, também proporcionou não apenas uma interação mais ágil como também um melhor entendimento dos aspectos informáticos das tecnologias empregadas tanto no meio corporativo como também na área doméstica para uso de aparelhos e sistemas. Baseado nestes aspectos nota-se ao longo dos anos que a evolução da tecnologia tende a proporcionar essa adequação visual com maior afinco, não apenas para facilitar a usabilidade de quaisquer tipos de sistemas, mas também para incluir novos usuários que tenham pouquíssimo ou que não tenham conhecimento algum para o manuseio destes mesmos softwares. A acessibilidade, assim como manuseabilidade baseada na Ergonomia de Software vinculadas aos conceitos da Interação Humano-Computador tornou-se algo vital para o desenvolvimento de softwares que exigem contato direto de seus usuários para que estes sejam utilizados, visto que a qualidade de software passa a ter ligação direta com a adaptação do homem ao executar os processos de rotinas destes sistemas de maneira geral. Por fim, descreve-se a ergonomia e seus agregadores como um conceito de estudo precioso que vem sendo explorado pelo homem com o intuito de atribuir adaptações e melhorias aos mais diversos sistemas informatizados, trazendo a possibilidade de uma exploração mais prática deste campo tecnológico.
Palavras-chave: Interação, Sistema, Ergonomia, Desenvolvimento.
1 INTRODUÇÃO
	Este trabalho é fruto de análises e reflexões do grupo de pesquisa da cadeira Seminário Interdisciplinar III do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Universidade UNIASSELVI, cuja intenção é apresentar primeiramente a Ergonomia de Software juntamente aos conceitos da Interação Humano-Computador como objeto de estudo e desenvolvimento para novas tecnologias no mercado desde o surgimento das interfaces gráficas, sendo este sustentado com referências bibliográficas.
	Através deste trabalho, foi possível observar que a Interação Humano-Computador bem como a Ergonomia de Software por muitos meios e formas se fez necessário para melhorar o aproveitamento de recursos e capacitações para o usuário final, este que estaria a frente de um sistema para uso de rotina. Pensar em um sistema cujo o aspecto visual problematiza a sua usabilidade, nos faz refletir que a importância do layout não gira em torno apenas em atender os fluxos de rotinas e subrotinas para execução de tarefas deste mesmo software, e sim, relacionado também à fluidez e agilidade no qual estes mesmos processos serão executadas e a facilidade o qual o usuário terá ou não para compreendê-los e adaptar-se a elas.
	Dessa forma, dá-se margem à discussão sobre as possibilidades de avanços impulsionados por estudos como a Ergonomia de Software e os conceitos da Interação Humano-Computador. Visto que o objetivo desta pesquisa tem por fim dar significado e importância aos diversos recursos e meios para se adequar o desenvolvimento de sistemas para melhor atender o usuário final.
2 O QUE É ERGONOMIA DE SOFTWARE? 
	
De acordo com Moraes (2000), a ergonomia compreende a aplicação da tecnologia na interface homem-sistema, aos projetos ou modificações de sistemas para aumentar a segurança, conforto e eficiência do sistema e da qualidade de vida.
Iida descreve de que maneira a ergonomia passou a estudar os aspectos cognitivos do trabalho: 
Nesses novos sistemas, houve uma profunda mudança da função humana no trabalho. Muitas tarefas repetitivas e que exigiam o uso de forças foram transferidas para as máquinas, restando ao homem as tarefas de programação, manutenção, comando e controle dessas máquinas. O desempenho desses sistemas modernos depende mais da percepção humana para captação de informações e tomada de decisões e das comunicações entre as pessoas no trabalho. Assim, a ergonomia passou a estudar os aspectos cognitivos das interações entre as pessoas e o sistema de trabalho, a fim de realizar projetos de máquinas mais eficazes. (2005, p. 258). 
O termo Ergonomia foi utilizado pela primeira vez em 1857 pelo naturalista polonês Wojciech Yastrzebowski que destacou-se como um dos precursores do que viria a se tornar o conceito de Ergonomia, posteriormente surgiram vários relatos de estudos envolvendo fatores ergonômicos nos meios acadêmicos, mas foi em 1949 que Kenneth Frank Hywel Murrell define ergonomia como "o estudo da relação entre o homem e seu ambiente de trabalho".
Portanto, pode-se afirmar que a Ergonomia de Software é um aglomerado de estudos e conceitos, que tem como objetivo estudar a adaptação de um software condizente com as necessidades do usuário final. Este que estará executando processos ligados diretamente à suas atividades de rotinas e subrotinas neste mesmo sistema.
A Ergonomia de Software mostra-se dedicada a confrontar os obstáculos e propor alternativas lógicas para o desenvolvimento de softwares interativos que sejam adaptados a seus usuários e adequados a suas tarefas. Atualmente, nas rotinas e processos de informatização da sociedade, percebe-se essa grande necessidade que é a ergonomia da informática, que por sua vez passa a ter real relevância principalmente na qualidade de vida em geral. Ocorre também quando usuários que não possuem um determinado treinamento, necessitam de acesso à aparelhos ou sistemas informatizados presentes no seu ramo de trabalho ou mesmo em seu ambiente doméstico.
Segundo Abergo (2005), a Associação Internacional de Ergonomia define ergonomia como sendo uma disciplina que relaciona o entendimento das interações entre o homem e demais elementos de um sistema, e buscam otimizar o desempenho de sistemas e bem-estar humano aplicando teorias e métodos a projetos. 
Para tanto se faz necessário a compreensão de alguns aspectos que modelam o conceito da ergonomia para que seja possível obter um resultado positivo na relação usuário-sistema, sendo eles:
a) Condução: A condução se define no objetivo do sistema, na legitimidade das informações e painéis gerenciáveis, no retorno imediato do sistema a partir das ações do usuário e no agrupamento e diferenciação de informações de maneira legível e fácil compreensão. 
b) Adaptabilidade: A adaptabilidade refere-se tanto nas possibilidades de personalização do software que são oferecidas ao usuário no momento da sua execução, como ao fato da estrutura do sistema estar adaptada à usuários de diferentes níveis de experiência para melhor atender às suas necessidades. 
c) Gerenciamento de Erros: O gerenciamento de erros refere-se tanto aos meios de prevenção que possam ser definidos nas interfaces, como à informação das mensagens de erro fornecidas com clareza, juntamente às condições e ou orientações oferecidas para que o usuário possa recuperar a normalidade da tarefa ou processo que esteja em execução.
2.1 DESIGN DE INTERAÇÃO 
 De acordo com Preece, Rogers e Sharp (2007, p. 24), “a preocupação central do design de interação é desenvolver produtos interativos que sejam utilizáveis, o que genericamente significa produtos fáceis de aprender, eficazes no uso, que proporcionem ao usuário uma experiência agradável”. Para que seja possível desenvolver o ambiente desejado, é necessário criar um fluxo de pesquisas para definir como o sistema já no ambiente de produção final deve se comportar durante sua execução junto ao público alvo.
Ainda segundo PREECE, ROGERS e SHARP (2007), podemos definir design de interação como sendo a criação