CLT De acordo com a Lei 13.467 comentários
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NOVA CLT, DE ACORDO 
COM A LEI 13.467/2017 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por: Wadih Habib 
HABIB ADVOCACIA E ASSESSORIA JURÍDICA 
www.habibadvocacia.com.br 
Tel. (71) 3341 0791 
contato@habib.adv.br 
 
APRESENTAÇÃO 
 Com a promulgação da Lei 13.467 de 13 de julho de 2017 (Lei da 
Reforma Trabalhista), a Consolidação das Leis do Trabalho sofreu profundas 
alterações, dentre as principais, podemos destacar: o fim do cômputo das 
horas in itinere; a regulamentação da jornada 12 x 36; o regime de trabalho 
intermitente; a instituição de banco de horas por acordo individual entre 
empregador e empregado; prevalência do negociado sobre o legislado; 
possibilidade de prevalência sobre a lei, do quanto previsto no contrato 
individual de trabalho, para empregados portadores de diploma superior e que 
tenham remuneração superior ao dobro do teto da previdência; possibilidade 
de cláusula compromissória de arbitragem para empregados que tenham 
remuneração superior ao dobro do teto da previdência; instituição de 
honorários de sucumbência no âmbito da justiça laboral; previsão de que os 
microempreendedores individuais, os empregadores domésticos, as 
microempresas e empresas de pequeno porte recolherão o depósito recursal 
reduzido à metade; obrigatoriedade de abertura de vista da conta de liquidação 
à parte executada antes da homologação dos cálculos; tarifação do dano 
moral, entre outras. 
 Enfim, são tantas as alterações que podemos falar em nova CLT ou CLT 
reformada. No sentido de contribuir com os colegas e estudiosos da matéria, fiz 
esta versão da Consolidação das Leis do Trabalho com base no texto da Lei 
13.467/2017 (Reforma Trabalhista), em alguns artigos teci comentários, a 
exemplo do título que regulamenta o teletrabalho, onde sustento ser um 
contrassenso que o empregado precise consentir com a alteração do seu 
regime de trabalho do presencial para o teletrabalho e, entretanto, o inverso se 
dê por determinação do empregador, em outros sinalizei o teor da redação 
antiga enfocando o objeto da alteração. 
 Para facilitar a percepção dos colegas e estudiosos da matéria quanto 
aos artigos, parágrafos, incisos e alíneas que sofreram alteração e quanto aos 
textos que foram introduzidos pela lei da reforma trabalhista os sinalizei por 
intermédio de cores obedecendo a seguinte metodologia: 
a) Em vermelho estão os textos dos artigos, parágrafos, incisos e 
alíneas que foram modificados por intermédio da Lei 13.467/2017; 
b) Em azul claro estão os textos dos artigos, parágrafos, incisos e 
alíneas que foram introduzidos por intermédio da Lei 13.467/2017; 
c) Os comentários estão na cor laranja; 
d) Em preto ficaram os textos que não sofreram alteração. 
 Espero que esta singela tentativa de contribuição seja de alguma 
utilidade para você. 
 Cordiais saudações, 
 Wadih Habib 
 
CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO 
TÍTULO I 
INTRODUÇÃO 
Art. 1º - Esta Consolidação estatui as normas que regulam as relações 
individuais e coletivas de trabalho, nela previstas. 
Art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, 
assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a 
prestação pessoal de serviço. 
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação 
de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as 
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que 
admitirem trabalhadores como empregados. 
§ 2o Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma 
delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou 
administração de outra, ou ainda quando, mesmo guardando cada uma sua 
autonomia, integrem grupo econômico, serão responsáveis solidariamente 
pelas obrigações decorrentes da relação de emprego. 
§ 3o Não caracteriza grupo econômico a mera identidade de sócios, sendo 
necessárias, para a configuração do grupo, a demonstração do interesse 
integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das 
empresas dele integrantes.\u201d (NR) 
COMENTÁRIOS: Parágrafo introduzido pela Lei 13.467/2017 (Reforma 
Trabalhista) tem por objetivo esclarecer que a mera identidade de sócios não 
servirá de fundamento para configurar a formação de grupo econômico, sendo 
necessário que exista entre as empresas comunhão de interesses e atuação 
conjunta para atingir interesses comuns. 
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços 
de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante 
salário. 
Parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e 
à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual. 
Art. 4º - Considera-se como de serviço efetivo o período em que o 
empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando 
ordens, salvo disposição especial expressamente consignada. 
§ 1o Computar-se-ão, na contagem de tempo de serviço, para efeito de 
indenização e estabilidade, os períodos em que o empregado estiver afastado 
do trabalho prestando serviço militar e por motivo de acidente do trabalho. 
COMENTÁRIOS: Esta redação permaneceu inalterada, apenas tendo 
sido transformada de parágrafo único na redação antiga, para parágrafo 
primeiro na redação atual. 
§ 2o Por não se considerar tempo à disposição do empregador, não será 
computado como período extraordinário o que exceder a jornada normal, ainda 
que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1o do art. 58 desta 
Consolidação, quando o empregado, por escolha própria, buscar proteção 
pessoal, em caso de insegurança nas vias públicas ou más condições 
climáticas, bem como adentrar ou permanecer nas dependências da empresa 
para exercer atividades particulares, entre outras: 
I - práticas religiosas; 
II - descanso; 
III - lazer; 
IV - estudo; 
V - alimentação; 
VI - atividades de relacionamento social; 
VII - higiene pessoal; 
VIII - troca de roupa ou uniforme, quando não houver obrigatoriedade de 
realizar a troca na empresa.\u201d (NR) 
COMENTÁRIOS: Na verdade, o caput do artigo já prevê que somente se 
considera tempo à disposição do empregador aquele em que o empregado 
estiver cumprindo ou aguardando ordens, logo, o tempo em que o empregado 
permanece na empresa por interesse próprio, sem cumprir ou aguardar ordens, 
evidentemente, que não pode ser computado na jornada. Entretanto, como 
nestes casos o empregado pode permanecer com o ponto sem registro de 
saída, a lei, para evitar dúvidas, foi taxativa e afirmou que este tempo, ainda 
que ultrapasse o limite de cinco minutos previsto no § 1º do art. 58 da CLT. 
Art. 5º - A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual, sem 
distinção de sexo. 
Art. 6o Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do 
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, 
desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de 
emprego. (Redação dada pela Lei nº 12.551, de 2011) 
Parágrafo único. Os meios telemáticos e informatizados de comando, 
controle e supervisão se equiparam, para fins de subordinação jurídica, aos 
meios pessoais e diretos de comando, controle e supervisão do trabalho 
alheio. (Incluído pela Lei nº 12.551, de 2011) 
Art. 7º Os preceitos constantes da presente Consolidação salvo quando 
for em cada caso, expressamente determinado em contrário, não se 
aplicam: (Redação dada pelo Decreto-lei nº 8.079, 11.10.1945) 
a) aos empregados domésticos, assim considerados, de um modo geral, 
os que prestam serviços de natureza não-econômica à pessoa ou à família, no 
âmbito residencial destas; 
b) aos trabalhadores rurais, assim considerados aqueles que, exercendo 
funções diretamente ligadas