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Fichamento Determinismo

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UN IV ERS ID AD E F EDE RA L RU R AL DO S EM I - ÁRIDO UF ERSA
CA MPU S PAU DO S FE RROS
ENG EN HA RI A A MBI ENTAL E SAN I T ÁRIA
DISC IPLIN A : C ULTUR A E AMB IEN TE
PRO FES SO RA : J AN AÍNA CO R Z D E O LI V EI RA
ALUN O : F RAN C ISC O SO ARES RO Q U E
FI CH AM EN TO SOB R E D ET ER M IN ISM O BIOLÓGI CO E G E OGR Á GIC O
PAU DO S FER RO S RN
N O VEMBRO D E 2018

F IC HAME NT O
O D ET ER M IN ISM O BIOLÓGI CO
LA R AIA, R. B. C ult ura: um co nce ito a nt ro pológ ico. R io de J a ne iro : Jor ge Za har, 2001.
O s a ntropó lo go s es tão to ta lme nte co nve nc ido s de q ue a s d ifere nças ge nét icas não são
deter mina nt es das d ifere nç as c ult ura is [... ] Q ua lq uer cr ia nça huma na nor ma l pode ser
educada e m q ua lq uer c ult ura, se fo r co locada desde o ic io e m s it uação co nve nie nte
de apre nd izado ’[...] . (p. 17) ;
[... ]d ifere nça s se e xp lica m, a ntes de t u do, pe la histó r ia c ultura l de cada gr upo. O s
fa tore s que t ivera m um pape l p repo ndera nte na e vo luç ão do ho me m são a s ua
fa c uldade de ap re nder e a s ua p la st ic idade [...]. (p 18 );
“A espéc ie huma na se d ife re nc ia a na tô mica e fis io lo gica me nte atr a vés do d imor fis mo
sexua l, ma s é fa lso q ue a s d ife re nças de co mporta me nto e xis te ntes e ntre pes soas de
sexo s d ife re nte s sej a m de ter minadas b io lo gica me nte[... ] (p. 19) ;
“A ve r ificação de q ua lq uer s iste ma de d ivio se xua l do traba lho most ra q ue e le é
deter minado c ultura lme nte e não e m funç ão de uma rac io na lidad e b io ló gica[.. .].
(p.19);
[... ] o co mpo rta me nto dos ind ivíd uos depe nde de um ap re nd izado, de um proce sso
que c ha ma mo s de e ndoc ult uração [...]. (p.19 - 20).
O D ETER M IN ISM O GEOGR Á FI CO
LA R AIA, R. B. C ult ura: um co nce ito a nt ro pológ ico. R io de J a ne iro : Jor ge Za har, 2001.
O dete r minis mo geo grá fico co ns idera q ue as d ifer e nças do a mb ie nte fís ico
cond ic io na m a d ive rs idad e c ult ura l [...]. (p. 21);
A par t ir de 1920, a nt ropó lo gos co mo Boas, W iss ler, K roeber , e ntr e o utro s, re futara m
este t ipo de de ter minis mo [... ] e xiste uma limit ação na inf l nc ia geo grá fica sob re os
fa tore s cult ura is [...] é poss íve l e co mum e xist ir uma gra nde d iver s idade c ult ura l
lo ca lizada e m um me s mo t ipo de a mb ie nte s ico. (p. 21) ;
Exe mp los : o s lapões e os esq uimós ; os índ ios do s udoes te nor te - a mer ica no e os
xingua nos e K a yab i.
[... ] não é po ss íve l ad mit ir a ide ia do dete r minis mo geo grá fico, o u seja, a ad mis são
da ‘ação mecâ nica das força s na t ura is sobr e uma huma nidade p ur a me nte rec ep t iva’
[...]. (p. 24) ;
“As d ife re nças e xiste ntes e ntr e os ho me ns, porta nto, não pode m se r exp licad as e m
ter mo s das lim itações q ue lhes são impos tas pe lo se u apar ato b io gico o u pe lo se u
me io a mb ie nte [...]. (p.24).

AN TE C ED EN T ES HIS TÓR I COS D O CON C EI TO D E C UL T UR A
LA R AIA, R. B. C ult ura: um co nce ito a nt ro pológ ico. R io de J a ne iro : Jor ge Za har, 2001.
N o fina l do s éc ulo X VII I, o ter mo ge r mâ nico Kult ur era ut ilizado pa ra s imb o lizar
todos os aspectos esp ir it ua is de uma co munidade, e nq ua nto a pala vra fra nc esa
Civ ilizat ion re fer ia- se pr inc ip a lme nte às rea lizações mate r ia is de um po vo. A mbos os
ter mo s fora m s intet izados po r Ed ward T ylor (1832 - 1917) no vocáb ulo inglês C ulture
[...]. (p. 25) ;
O ter mo abra ngia [... ] todas a s poss ib il idades de r ea lização huma na, a lé m d e mar car
fo rte me nte o ca ráte r de apre nd izado da c ult ura e m opo s ição à id e ia de aq uis ição ina ta,
tra ns mit ida por meca nis mos b io ló gicos. (p. 25);
[... ] Jo hn Lo cke (1632 - 1704) q ue, e m 1690, ao e scre ve r E nsa io acer ca do
ente nd ime nto huma no, p roc uro u d e mo ns trar q ue a me nte huma na não é ma is d o q ue
uma ca ixa va zia por ocas ião do nasc ime nto, dota da apena s da capac idade ilimitada de
obter co nhec ime nto de e ndoc ult ur ão [...]. (p. 25 - 26);
Mar vin H arr is (1969) : “ne nhuma ord e m soc ia l é baseada e m verdades inata s, uma
mud a nça no a mb ie nte res ulta n uma muda nça no co mpor ta me nto . (p. 26 );
Jacques T ur got : o ho me m é capa z de asse gurar a rete nção de s ua s ide ias e r ud itas,
co municá- las para o ut ros ho me ns e tra ns mit i- las para os se us d esce nde n tes co mo uma
her a nça se mpre cr esce nt e. (p. 26- 27);
Jean Jacq ues Ro us sea u e m se u D isc urso sobre a or ige m e o estab e lec ime nto da
des igua ldad e entre os ho me ns, e m 1775, [... ] atr ib ui um gra nde pape l à ed uca ção (p.
27);
T ylo r (1871 ) “de fin iu c ult ura co mo se ndo todo o co mport a me nto apr e nd ido, t udo
aquilo q ue indepe nde de uma tra ns missão ge né t ica, co mo d ir ía mos ho je. (p. 28) ;
“Em 1917, K roeber ac abo u de ro mper todos os laço s e ntre o c ultur a l e o b io ló gico,
postula ndo a s upre mac ia do pr ime iro e m detr ime nto do s egundo e m se u art igo, ho je
c láss ico, O S upe ror gâ nico’ [... ] inic ia lme nte e m de rrubar o ho me m de s e u pedesta l
sobre natura l e co loc á- lo de ntro da orde m da na t ure za [... ] e o se gundo fo i o
afasta me nto c resce nte dess es do is do n ios, o c ult ur a l e o na t ura l. (p. 28).