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QUÍMICA DOS MATERIAIS
Aula 6 - Aplicação dos Polímeros
INTRODUÇÃO
Nesta aula, você irá reconhecer a fabricação e as aplicações dos polímeros. Em primeiro lugar, todos os plásticos são 
polímeros, mas nem todos os polímeros são plásticos. Alguns polímeros conhecidos, que não são plásticos, são os amidos 
(polímeros dos açúcares), proteínas (polímeros dos aminoácidos) e DNA (polímeros dos nucleotídeos).
OBJETIVOS
Estabelecer um estudo dos processos de fabricação dos polímeros;
Distinguir as classificações dos polímeros;
Reconhecer as principais aplicações dos Polímeros.
CARACTERÍSTICAS DO PLÁSTICO
Os plásticos são mais leves que os metais ou a cerâmica, o que motiva o seu uso na indústria de transportes, embalagens, 
equipamentos de esporte etc., pois eles:
Têm alta flexibilidade, variável ao longo de faixa bastante ampla, conforme o tipo de polímero e os aditivos usados na sua 
formulação;
Têm alta resistência ao impacto e, essa propriedade, associada à transparência, permite substituição do vidro em várias 
aplicações, como em lentes de óculos, faróis de automóveis etc.;
Exigem baixas temperaturas de processamento, o que resulta em um baixo consumo de energia e também faz com que os 
equipamentos sejam mais simples e não tão caros;
Têm baixa condutividade elétrica e térmica, uma vez que polímeros não contêm elétrons livres, responsáveis pela condução;
São mais resistentes à corrosão: as ligações químicas presentes nos plásticos lhes conferem mais resistência à corrosão 
por oxigênio ou produtos químicos do que no caso dos metais (ligação metálica).
A descoberta do plástico revolucionou nossa sociedade, 
introduzindo uma grande variedade de produtos leves, 
resistentes, flexíveis com diversas utilizações.
FABRICAÇÃO
Como existem vários tipos de polímeros, vamos reconhecer alguns processos de fabricação/transformação, sobre os 
polímeros mais utilizados, principalmente na indústria da construção, que são as borrachas, os plásticos e as fibras.
Nos processos de moldagem, empregados na conformatação de alguns polímeros, é necessário que a composição moldável 
passe por um estado líquido, com ou sem aquecimento, para que se possa assumir a forma desejada. Dentro deste contexto, 
o profissional, ao realizar tal processo, deve escolher, dentre várias possibilidades, o processo mais adequado às 
características que o artefato deve apresentar. Para isso, é importantíssimo o conhecimento da natureza termoplástica ou 
termorrígida do polímero (MANO; MENDES, 2004).
Segundo Mano e Mendes (2004), os polímeros termoplásticos geram resíduos no seu processo de moldagem, conhecido 
como rebarbas, que podem ser fragmentados e reutilizados, em substituição parcial ou total ao polímero virgem. Esse 
procedimento, conhecido como reciclagem primária pode ser adotado pelo próprio fabricante do artefato ou através da 
venda a terceiros.
É importante não apenas do ponto de vista econômico, mas também quanto à proteção ambiental. Reciclagem secundária se 
refere a refugo pós-consumido, aquele que foi descartado pelo consumidor final.
Fonte da Imagem: Shutterstock
Segundo Mano e Mendes (2004), os polímeros termoplásticos geram resíduos no seu processo de moldagem, conhecido 
como rebarbas, que podem ser fragmentados e reutilizados, em substituição parcial ou total ao polímero virgem. Esse 
procedimento, conhecido como reciclagem primária pode ser adotado pelo próprio fabricante do artefato ou através da 
venda a terceiros.
É importante não apenas do ponto de vista econômico, mas também quanto à proteção ambiental. Reciclagem secundária se 
refere a refugo pós-consumido, aquele que foi descartado pelo consumidor final.
No caso dos termorrígidos, as rebarbas não podem substituir o polímero virgem e ser moldadas para a mesma finalidade; o 
seu reaproveitamento exige operações adicionais de tratamento, visando a outras aplicações (MANO; MENDES, 2004).
Os principais processos de transformação das composições moldáveis, em artefatos de borracha ou de plástico ou em 
fibras podem ser divididos em 2 grandes grupos, conforme a fluidez da massa, tanto obtida por aquecimento ou apenas pela 
adição de um líquido.
Os processos de moldagem com aquecimento podem ainda ser subdivididos, conforme exijam ou não a utilização de 
pressão (MANO; MENDES, 2004).
Os processos de moldagem com aquecimento e sem pressão incluem o vazamento, que pode gerar produto acabado ou 
semiacabado, e a fiação por fusão, que resulta em semiacabados (MANO; MENDES, 2004).
Já os processos com aquecimento e com pressão são os mais importantes do ponto de vista industrial e abrangem a 
compressão e a injeção, que permitem a obtenção direta do artefato, e ainda a calandragem e a extrusão, que possibilitam a 
preparação de peças contínuas, semimanufaturadas; finalmente, o sopro e a termoformação, que têm como ponto de partida 
os produtos semimanufaturados, como lâminas, filmes, placas, tubos etc., normalmente provenientes dos processos de 
calandragem e extrusão (MANO; MENDES, 2004).
PROCESSOS DE MOLDAGEM
(MANO; MENDES, 2004)
Vazamento:
\u2022 É o processo de moldagem descontínuo mais simples, aplicável tanto para polímeros termoplásticos quanto para 
termorrígidos.
Fiação por fusão:
\u2022 É um processo contínuo, aplicável a polímeros termoplásticos de difícil solubilidade e alta resistência ao calor, permitindo a 
obtenção de fibras.
Compressão:
\u2022 É um processo de moldagem descontínuo, que se aplica comumente a materiais termorrígidos. Consiste em comprimir o 
material, amolecido ou fundido por aquecimento, dentro da cavidade do molde, cujo desenho deve prover dispositivos para a 
retirada de rebarbas e para a ejeção da peça, enquanto o molde ainda está aquecido.
Injeção:
\u2022 A moldagem por injeção é o mais comum dos processos empregados na fabricação de termoplásticos. Consiste em 
introduzir, em molde, a composição moldável fundida em um cilindro aquecido, por intermédio da pressão de um êmbolo.
Calandragem:
\u2022 O processo de calandragem permite a obtenção continua de lâminas e lençóis plásticos, cuja espessura deve ser 
continuamente mantida regular; a composição polimérica moldável passa entre rolos superpostos, sucessivos, interligados 
geralmente na forma de \u201cL\u201d, \u201dT\u201d ou \u201cZ\u201d. 
Extrusão:
\u2022 A moldagem de peças extrusadas é processo contínuo, que consiste em fazer passar a massa polimérica moldável através 
de matriz com o perfil desejado; por resfriamento em água, a peça extrusada vai solidificando progressivamente.
Sopro:
\u2022 A moldagem por sopro é processo descontínuo, adequado para a obtenção de peças ocas, através da insuflação de ar no 
interior de uma pré-forma, inserida no interior do molde. 
Termoformação:
\u2022 Este processo de moldagem descontínuo utiliza o aquecimento de folhas ou placas plásticas, geralmente de PS, PMMA ou 
PC, pela sua aproximação a um conjunto de resistências elétricas, até seu amolecimento. A folha aquecida é imediatamente 
aplicada sobre um molde maciço contendo perfurações, apoiado sobre uma base no interior da qual se aplica vácuo. 
Conforme o grau de complexidade, em detalhes da superfície da peça a ser moldada, pode-se ainda sobrepor pressão à 
folha. 
Fiação seca:
\u2022 É um processo aplicável para a obtenção de fibras de polímeros pouco resistentes ao calor, porém sensíveis a solventes 
aquecidos. A solução deve ser altamente viscosa e é passada através dos orifícios da fieira; os filamentos formados se 
solidificam pela evaporação do solvente, dentro de uma câmara adequada à sua recuperação.
Fiação úmida:
\u2022 Baseia-se na modificação química do polímero, passando-o à condição de solúvel em água e formando soluções muito 
viscosas, capazes de formar filamentos contínuos pela imersão em banhos de composição adequada, onde é recomposto o 
polímero original. 
Imersão:
\u2022 Este processo de moldagem permite a obtenção de peças ocas por imersão do molde em solução viscosa,