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Responsabilidade Socioambiental

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A Gestão Socioambiental Estratégica é a inserção da variável so-
cioambiental ao longo de todo o processo gerencial de planejar, orga-
nizar, dirigir e controlar, utilizando funções que compõem o processo 
gerencial, bem como as interações que ocorrem no ecossistema do 
mercado, visando atingir seus objetivos e metas de forma mais sus-
tentável possível.
De acordo com o Instituto Ethos, a Responsabilidade Social Empresarial (SER - sigla 
em inglês) é a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empre-
sa com todos os públicos com os quais ela se relaciona, e também pelo estabelecimento 
de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, 
preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a 
diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. A SER, busca, assim, o 
desenvolvimento sustentável, conforme nos referimos anteriormente.
Atividade 01
Para compreender de que forma o Instituto Ethos incentiva a gestão em-
presarial, socialmente responsável, acesse o endereço eletrônico: <http://
www3.ethos.org.br/conteudo/gestao-socialmente-responsavel/>, e em 
seguida, compartilhe suas impressões com seus colegas através do Am-
biente Virtual de Aprendizagem (AVA).
Cidadania Corpora-
tiva: conceito que 
define um alto 
padrão de conduta 
ética da corporação 
em relação aos 
seus diferentes 
públicos, conjunta-
mente denomina-
dos stakeholders. 
A sua importância 
está no fato de que 
o respeito aos direi-
tos humanos, tanto 
dos funcionários 
quanto da comu-
nidade, é um forte 
fator de sucesso 
para as empresas. 
Para entender 
melhor a definição 
de stakeholders 
acesse o endereço 
eletrônico: <http://
www.youtube.
com/ watch?v= 
Q1qYuhmypkU>. 
Você poderá 
assistir a uma 
explicação em 
linguagem simples 
e acessível.
Ética refere-se aos princípios e aos valores morais que governam o modo 
como um indivíduo em particular, ou um grupo de pessoas, ou uma sociedade 
em geral, conduz as suas atividades.
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Você já parou para pensar na relação do homem com a natureza? Para entender o 
que acontece atualmente, devemos relembrar alguns fatos históricos, que foram aconte-
cendo, gradativamente, em diferentes épocas. Portanto, considerando que o processo de 
civilização da humanidade sofreu grandes transformações, torna-se impossível desen-
volver uma consciência acerca das questões sociais e ambientais, sem antes compreen-
dermos a história do próprio homem, bem como de suas descobertas e consequentes 
transformações do ambiente.
Pois bem! Veja como é interessante olharmos para o passado e observarmos que o 
ser humano, desde as épocas mais remotas, sempre interferiu no meio ambiente. Acon-
tece que, durante a pré-história, essa interferência não se mostrou significativa, até que 
ele começou a ampliar suas capacidades através do desenvolvimento de ferramentas, 
de sua organização em grupo e da própria forma de organizar o trabalho. Os impactos 
negativos ao ambiente começaram a se tornar mais evidentes quando os homens co-
meçaram a se fixar na terra. Dias (2011), exemplifica bem a situação quando afirma 
que a domesticação de animais e o desenvolvimento das técnicas de plantio provoca-
ram uma revolução na história da humanidade, pois resultou na fixação das pessoas e, 
consequentemente, fez surgir às primeiras vilas e cidades.
Essa nova forma de organização em espaços como aldeias, vilas e cidades modificou 
a forma como o homem se relacionava com a natureza, aumentando a pressão pelos re-
cursos naturais. No entanto, a intensificação dos problemas ambientais ocorreu através 
do avanço tecnológico iniciado na Inglaterra no Século XVIII.
Evolução histórica da relação homem-natureza
Cambi (1999, p. 37) define História como: 
[...] um organismo: o que está antes condiciona o que vem 
depois; assim, a partir do presente, da contemporaneidade e 
suas características, seus problemas, deve-se remontar para 
trás, bem para trás, até o limiar da civilização e reconstruir o 
caminho complexo, não linear, articulado, colhendo, ao mesmo 
tempo, seu processo e seu sentido.
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Continuando nossos estudos, você poderá observar agora, que muitas mudanças 
ocorreram durante a chamada Revolução Industrial, em que inúmeros trabalhadores 
do campo se deslocaram até as zonas urbanas à procura de emprego nas indústrias e 
tornaram-se assalariados, perdendo assim o domínio sobre os resultados dos seus es-
forços. Outro exemplo que podemos dar de uma grande mudança social neste processo 
histórico foi o enfraquecimento dos laços familiares, à medida que crianças, mulheres e 
homens aglomeravam-se nas indústrias em jornadas de trabalho de até 18 horas por dia, 
estando sujeitos às condições desumanas. 
Do ponto de vista ambiental, podemos dizer que este período foi marcado pela ace-
leração do desmatamento e da extração de recursos naturais não renováveis, como o 
petróleo e o carvão mineral, além da poluição causada pela destinação inadequada dos 
resíduos (sólidos, líquidos e gasosos) do processo industrial. Você percebe como o ho-
mem não demonstrava nenhuma preocupação com o ambiente? Parece que ele achava 
que os recursos naturais eram inesgotáveis!
Os registros históricos indicam que a preocupação da sociedade para com as ques-
tões socioambientais teve início no final do século XVIII. Os acidentes industriais e a 
contaminação do ambiente natural e seus impactos na saúde humana mobilizaram a 
atenção da opinião pública, para a discussão destes problemas. Porém, até o início do 
Século XX, os efeitos da desigualdade social e dos problemas ambientais eram ignorados 
pelos governos, que entendiam o desenvolvimento como sinônimo de industrialização. 
Segundo a Pearson Education do Brasil (2010), os governos da época preocupavam-se 
apenas na manutenção das atividades econômicas. Acreditava-se que o avanço da tec-
nologia resolveria todas as questões socioambientais.
Entretanto, nesse início do Século XX, o agravamento dos problemas serviu para aler-
tar amplos setores da sociedade, mobilizando indivíduos e organizações, e as visões 
tradicionais sobre o meio ambiente começaram a ser desfeitas a partir de uma conferên-
A Revolução Industrial marcou um novo período na história do mundo. Ela é 
considerada como a transição da economia agrária para a economia indus-
trial, significando uma profunda alteração na vida do trabalho, bem como da 
população mundial.” (CARVALHO, 2012, p. 160).
Curiosidade
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cia realizada em 1972 em Estocolmo, capital da Suécia, que contou com a presença da 
comunidade científica e de representações diplomáticas de diversos países. 
A Conferência de Estocolmo, como foi chamada, foi marcada pela produção das pri-
meiras reflexões sobre os impactos da industrialização e pela disputa entre as nações 
que defendiam a proibição da ação, sobre os recursos naturais daquelas que defendiam 
a exploração responsável. Neste evento, foi aprovada uma Declaração sobre o Meio Am-
biente Humano, estabelecendo diretrizes para a preservação ambiental em nível mun-
dial, e resultou na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNU-
MA), organismo internacional para debate da gestão ambiental.
Com o desafio de orientar aos países como atender a interesses econômicos e am-
bientais, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou, em 1983, a Comissão Mundial 
para o Desenvolvimento e Meio Ambiente (CMDMA) com o objetivo de estudar o assunto. 
O trabalho

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