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Magistratura Federal reta final

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o Brasil:O Brasil ratificou a Convenção e ela deu origem a um conjunto de decretos,portarias e resoluções:
Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção
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- Lista oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção
Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar – UNCLOS - A convenção trata do espaço oceânico e das diversas modalidades de sua utilização, tais como a navegação, o sobrevôo, a exploração de recursos, a conservação e a contaminação, a pesca e o tráfego marítimo.
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-Reflexos no Brasil:O Brasil ratificou a Convenção e ela originou uma legislação rica e específica para as questões marítimas nacionais – por ex; A Lei 8.617/93 que, ao dispor “ sobre o mar territorial, a zona contígua, a zona econômica exclusiva e a plataforma continental brasileiros”, trouxe, no Capítulo IV, a preocupação ambiental com a sustentabilidade da exploração dos recursos marinhos
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Convenção de Viena para Proteção da Camada de Ozônio
 - Protocolo de Montreal sobre Substâncias que destroem a Camada de Ozônio
Reflexos no Brasil:O Brasil ratificou a Convenção e aprovou o texto do Protocolo, porém a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal tiveram sua vigência condicionada ao cumprimento dos requisitos estabelecidos nos arts. 17 e 16 respectivamente e só passaram a vigorar no Brasil em 1990 – quando os requisitos estabelecidos já haviam sido satisfeitos
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Convenção da Basiléia: Convenção sobre controle de movimentos transfronteiriços de resíduos perigosos
OBS: A convenção não proíbe a movimentação transfronteiriça de resíduos perigosos em si, mas estabelece mecanismos para o seu controle e acompanhamento , coibindo o tráfico ilícito.
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Protocolo da Basiléia sobre responsabilidade e Compensação por danos causados pelo transporte transfronteiriço de resíduos perigosos e sua disposição – Este protocolo define regras quanto à responsabilidade financeira e à compensação por danos causados por derramamentos acidentais de resíduos perigosos durante a exportação e a importação ou sua disposição
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-Reflexos no Brasil: A convenção foi aprovada, mas após a entrada em vigor começaram a surgir os casos de excepcionalidade às suas normas, por meio de Resoluções CONAMA: 
RESOLUÇÃO CONAMA nº 23, de 12 de dezembro de 1996
Correlações:
 Alterada pela Resolução n° 235/98 (alterado o anexo 10) em cumprimento ao disposto no art. 8o da Resolução no 23/96
Alterada pela Resolução nº 244/98 (excluído item do anexo 10)
Complementada pela Resolução nº 228/97
Revoga a Resolução nº 37/94
Dispõe sobre as definições e o tratamento a ser dado aos
resíduos perigosos, conforme as normas adotadas pela
Convenção da Basiléia sobre o controle de Movimentos
Transfronteiriços de Resíduos perigosos e seu Depósito.
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- O MMA criou também o Programa de gerenciamento de Resíduos Perigosos
Com a ECO/92 outros importantes documentos surgiram:
Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
Agenda 21
Declaração de princípios para o desenvolvimento Sustentável das Florestas
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Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB – Convenção da Biodiversidade
OBS: 1. é o que se denomina “ Convenção-Quadro”, ou seja, limita-se a estabelecer objetivos, deixando sob a responsabilidade das Partes o modo de implementar a Convenção em seu território e o seu detalhamento, de forma a estabelecer metas específicas, protocolos e programas de trabalho
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OBS 2: Não se restringe à conservação e à utilização sustentável da diversidade biológica, pois também abarca o acesso aos recursos genéticos, a fim de se obter a repartição justa e eqüitativa dos benefícios gerados por seu uso, incluindo a biotecnologia
-Reflexos para Brasil: O Brasil aderiu à Convençao e sua aplicação entre nós reiterada com a criação da Política Nacional da Biodiversidade
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LEI DE BIOSSEGURANÇA
Com o intuito de regulamentar o art. 225, §1º , incisos: II, IV e V veio a lume a Lei 11.105/05 conhecida como Lei de Biossegurança, estabelecendo normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – OGMs e seus derivados, revogando,ainda, a Lei 8.974 de 05 de janeiro de 1995 e a Medida provisória 2.191-9 de 2001 e os arts. 5º, 6º 7º 8º 9º 10 e 16 da Lei 10.814 de 15 de dezembro de 2003.
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Convenção Quadro sobre Mudança do Clima 
* Meta Principal: a estabilização das emissões de gases causadores do efeito estufa, em níveis que evitem a interferência antrópica perigosa no clima mundial.
O princípio da responsabilidade comum, porém diferenciada, que se adotou nessa Convenção, tem servido de guia para a adoção de uma estrutura reguladora
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OBS: lembrar que é uma Convenção “ Quadro” isto é, é bastante ampla e depende de regulamentação por parte do Poder Executivo de cada um dos países, assim como de futuras negociações, que são realizadas no âmbito das Conferências das Partes – COPs
OBS: A COP – Conferência das Partes é o órgão supremo da Convenção, que tem a responsabilidade de manter regularmente sob exame a efetiva implementação do aludido acordo internacional, assim como quaisquer instrumentos jurídicos que a Conferência das Partes vier a adotar, conforme dispõe o art. 7º da Convenção sobre mudança do Clima
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Na COP-3 realizada no Japão foi adotado, por consenso, o Protocolo de Kyoto – uma explicitação da Convenção –Quadro das Nações Unidas sobre o Clima
Previsões:
Tomando por base as definições estabelecidas no texto da Convenção (art. 1°), o Protocolo orienta as Partes para que promovam: o aumento da eficiência energética; a proteção de sumidouros e reservatórios; formas sustentáveis de agricultura e de energia; políticas fiscais que tenham por fim a redução das emissões de gases de efeito estufa (art. 2°). As Partes devem ainda formular programas nacionais para os setores de transporte, energia, agricultura, etc, com vistas a diminuir o nível de emissões; além de cooperarem para o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente seguras (art. 10). 
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As Partes incluídas no Anexo I da Convenção devem assegurar que suas emissões agregadas sejam reduzidas a pelo menos 5% abaixo dos níveis de 1990, para os anos de 2008 e 2012 (art. 3°). Qualquer redução adicional abaixo do nível indicado por uma das Partes pode ser transferida como crédito a outra Parte para se somar a quantidade reduzida da Parte adquirente. 
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As Partes do Anexo I se comprometem e produzir um sistema nacional para estimativa das emissões antrópicas por fontes e remoções por sumidouros de todos os gases de efeito estufa (art. 5°). A metodologia para a contabilidade deve ser reconhecida pelo IPCC e acordada pelas Partes. As partes devem incorporar ao seu inventário anual de emissões de gases de efeito estufa não controladas pelo Protocolo de Montreal (art. 7°). Tais informações devem ser submetidas e revisadas por um grupo de especialistas (art. 8°). 
Qualquer Parte pode transferir ou adquirir de qualquer outra Parte, unidades de redução de emissões resultantes de projetos visando à redução das emissões antrópicas por sumidouros de gases de efeito estufa em qualquer setor da economia (art. 6°).
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Fica estabelecido um Mecanismo de Desenvolvimento Limpo - CDM (art. 12). As Partes não incluídas no Anexo I beneficiar-se-ão de atividades de projetos que resultem em reduções certificadas de emissões; e as incluídas no Anexo I podem utilizar as reduções certificadas de emissões, resultantes de tais atividades de projetos, para contribuir com o cumprimento de parte de seus compromissos 
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O MDL – Mecanismo de desenvolvimento limpo, fruto de uma proposta brasileira está definido no art. 12 do protocolo, cujo objetivo é assistir as partes do Não Anexo I da Convenção, mediante fornecimento de capital