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Magistratura Federal reta final

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dos motivos e a adequação do objeto aos fins de interesse público impostos pela lei.
Eficiência: alguns autores o justificam como sendo o princípio da boa administração pública do direito italiano e outros a partir de concepções econômicas como sendo o “fazer mais, com menos”, numa concepção de produtividade.
Segurança Jurídica: Art. 2.º, da Lei n.º 9.784/99 – veda a aplicação retroativa de nova interpretação de lei no âmbito da Administração Pública.
Citações doutrinárias de CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO
Curso de Direito Administrativo, 17.ª edição, Editora Malheiros, págs. 60 a 124.
Princípios Gerais:
Supremacia do interesse público sobre o privado(já no direito privado prevalece o princípio da autonomia da vontade)
Indisponibilidade, pela Administração, dos interesses públicos
(Poder/Dever)
Legalidade e suas implicações:	finalidade
					razoabilidade
					proporcionalidade
					motivação
					responsabilidade do Estado
Obrigatoriedade e seu cognato	continuidade dos serviços públicos
Controle Administrativo ou Tutela
Isonomia ou igualdade dos administrados em face da Administração e não entre a Administração e o administrado
Publicidade
Inalienabilidade dos direitos concernentes a interesses públicos
Controle Jurisdicional dos atos administrativos
Eficiência
Segurança Jurídica
EM RESUMO (Celso Antonio Bandeira de Mello, p. 115).
Princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado (fundamenta-se na própria idéia de Estado);
Princípio da legalidade (arts. 5.º, II, 37, caput, e 84, IV);
Princípio da finalidade (radica-se nos mesmos fundamentos do princípio da legalidade);
Princípio da razoabilidade (estriba-se também nos dispositivos que esteiam os princípios da legalidade e finalidade);
Princípio da proporcionalidade (por ser aspecto específico da razoabilidade, também se apóia nos citados fundamentos);
Princípio da motivação (arts. 1.º, II e parágrafo único, e 5.º, XXXV);
Princípio da impessoalidade (arts. 37, caput, e 5.º, caput);
Princípio da publicidade (arts. 37, caput, e 5.º, caput);
Princípios do devido processo legal e da ampla defesa (art. 5.º, LIV e LV);
Princípio da moralidade administrativa (arts. 37, caput e § 4.º, 85, V, e 5.º LXXIII);
Princípio do controle judicial dos atos administrativos (art. 5.º, XXXV);
Princípio da responsabilidade do Estado por atos administrativos (art. 37, § 6.º);
Princíoio da eficiência (art. 37, caput) e
Princípio da segurança jurídica.
Exceções ao Princípio da Legalidade (págs 115 a 124).
Medidas Provisórias (relevância e urgência)
Estado de Defesa
Estado de Sítio
PRINCÍPIOS - OUTROS AUTORES
Igualdade
Nas mesmas condições, todos os administrados devem ser tratados de forma igual.
Poder-Dever
A administração, em regra, tem não só o poder, mas também o dever de agir, dentro de sua competência, de acordo com o determinado em lei.
O princípio da eficiência no direito estrangeiro:
o princípio da eficiência como princípio da boa administração pública
a eficiência como produtividade e eficácia
o princípio da eficiência e a análise econônica do direito
a) superioridade de Pareto
b) superioridade de Kaldor-Hicks
c) utilitarismo (felicidade)
d) maximização da riqueza de Posner
O princípio da eficiência no direito brasileiro
“Dessa forma, a Emenda Constitucional n.° 19 incluiu o princípio da eficiência no texto constitucional como um mandato de maximização da riqueza e, nesta concepção, o referido princípio será adotado para as análises que faremos nos próximos tópicos.”
2. Organização administrativa; administração direta e órgãos públicos; administração indireta e entidades que a integram: autarquias, fundações governamentais, empresas públicas, sociedades de economia mista e consórcios públicos; regime jurídico das entidades governamentais prestadoras de serviço público e exploradoras de atividade econômica. 
ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
(citações doutrinárias de MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO contidas em seu livro: “Direito Administrativo, 23.ª edição, Ed. Atlas, págs. 410 a 504)
Administração Direta: É a constituída pelos governos da União, dos Estados e dos Municípios e seus Ministérios e Secretarias.
Administração Indireta: Compõem-se das autarquias, fundações instituídas pelo poder público, as sociedades de economia mista e as empresas públicas, bem como as empresas sob controle acionário do Estado e tecnicamente falando, dever-se-iam incluir as empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, constituídas ou não com participação acionária do Estado.
Descentralização: é a distribuição de competências de uma para outra pessoa, física ou jurídica.
Desconcentração: é a distribuição de competências dentro da mesma pessoa jurídica.
Descentralização política: ocorre quando o ente descentralizado exerce atribuições próprias que não decorrem do ente central. Ex: Estados-membros, cujas atribuições decorrem da própria Constituição.
Descentralização administrativa: ocorre quando as atribuições que os entes descentralizados exercem só tem o valor jurídico que lhes empresta o ente central, vez que suas atribuições decorrem do poder central. Pode ser territorial ou geográfica e por serviços, funcional ou técnica.
Descentralização administrativa territorial ou geográfica: se verifica quando uma entidade local, geograficamente delimitada, é dotada de personalidade jurídica própria, de direito público, com capacidade administrativa genérica.
São características desse ente descentralizado:
personalidade jurídica de direito público;
capacidade de autoadministração;
delimitação geográfica;
capacidade genérica, ou seja, para exercer a totalidade ou a maior parte dos encargos públicos de interesse da coletividade;
sujeição a controle pelo poder central.
Esta descentralização é a que ocorre nos Estados unitários (França, Portugal, Itália, Espanha, Bélgica e no Brasil Imperial). 
Atualmente no Brasil, temos nesta categoria os territórios federais.
Descentralização administrativa por serviços, funcional ou técnica: é a que se verifica quando o poder público (União, Estados ou Municípios) cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado e a ela atribui a titularidade e a execução de determinado serviço público.
Descentralização por colaboração: é a que se verifica quando, por meio de contrato ou ato administrativo unilateral, se transfere a execução de determinado serviço público a pessoa jurídica de direito privado, previamente existente, conservando o poder público a titularidade do serviço.
...
Isto lhe permite dispor do serviço de acordo com o interesse público, envolvendo a possibilidade de alterar unilateralmente as condições de sua execução e de retomá-la antes do prazo estabelecido; o controle é muito mais amplo do que aquele que se exerce na descentralização por serviço, porque o poder público é que detém a titularidade do serviço, o que não ocorre nesta última.
Originariamente, nessa forma de descentralização por colaboração, que se faz por concessão, permissão ou autorização do serviço público, o poder público delegava a execução do serviço a pessoas jurídicas já constituídas com capital exclusivamente privado ...
Mais recentemente, adotou-se o procedimento de delegar a execução do serviço público a empresas sobre controle acionário do poder público, referidas na Constituição como categoria própria, diversas das empresas públicas e sociedades de economia mista (arts. 37, XVII, e 165, § 5.º, II).
A confusão do legislador
Art. 10, do Decreto-lei n. 200, 25/02/1967.
...
1º A descentralização