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ALTAS HABILIDADES SUPERDOTAÇÃO

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SUMÁRIO 
1 SUPERDOTAÇÃO ...................................................................................... 2 
BIBLIOGRAFIA .............................................................................................. 23 
2 ARTIGO PARA REFLEXÃO ..................................................................... 27 
 
 
 
1 SUPERDOTAÇÃO 
 
Fonte: www.wscom.com.br 
Para o Conselho Nacional de Educação os portadores de superdotação são: 
Art. 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais 
os que durante o processo educacional apresentarem: 
III – altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os 
leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes. 
Art. 8o As escolas da rede regular de ensino devem prever e prover na 
organização de suas classes comuns: 
IX – Atividades que favoreçam, ao aluno que apresente altas 
habilidades/superdotação, o aprofundamento e enriquecimento de aspectos 
curriculares, mediante desafios suplementares nas classes comuns, em sala de 
recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de ensino, inclusive para 
conclusão, em menor tempo, da série ou etapa escolar, nos termos do Artigo 24, V, 
“c”, da Lei 9.394/96. 
Segundo o Conselho Brasileiro para Superdotação – ConBraSD: 
O superdotado/talentoso/portador de altas habilidades é aquele indivíduo que, 
quando comparado à população geral, apresenta uma habilidade significativamente 
 
superior em alguma área do conhecimento, podendo se destacar em uma ou várias 
áreas: 
• Acadêmica: tira boas notas em algumas matérias na escola – não 
necessariamente em todas – tem facilidade com as abstrações, 
compreensão rápida das coisas, demonstra facilidade em memorizar etc. 
 
 
Fonte: www.3.bp.blogspot.com 
• Criativa: é curioso, imaginativo, gosta de brincar com ideias, tem respostas 
bem humoradas e diferentes do usual. 
• Liderança: é cooperativo, gosta de liderar os que estão a seu redor, é 
sociável e prefere não estar só. 
• Artística: habilidade em expressar sentimentos, pensamentos e humores 
através da arte, dança, teatro ou música. 
• Psicomotora: Habilidade em esportes e atividades que requeiram o uso do 
corpo ou parte dele; boa coordenação psicomotora. 
• Motivação: torna-se totalmente envolvido pela atividade do seu interesse, 
resiste à interrupção, facilmente se chateia com tarefas de rotina, se esforça 
 
para atingir a perfeição, e necessita pequena motivação externa para 
completar um trabalho percebido como estimulante. 
Para o ConBraSD, a superdotação, a precocidade, o prodígio e a genialidade 
são gradações de um mesmo fenômeno estudado há décadas em diversos países. 
Assim, para o Conselho: 
 
• Precoce é a criança que apresenta alguma habilidade específica 
prematuramente desenvolvida em qualquer área do conhecimento, seja na 
música, na matemática, na linguagem ou na leitura. 
• “Criança prodígio” é o termo usado para sugerir algo extremo, raro e único, 
fora do curso normal da natureza. Um exemplo seria Wolfgang Amadeus 
Mozart, que começou a tocar piano aos três anos de idade. Aos quatro anos, 
sem orientação formal, já aprendia peças com rapidez e aos sete, já 
compunha regularmente e se apresentava nos principais salões da Europa. 
 
 
Fonte: www.logustiead.com.br 
• Mozart, assim como Einstein, Gandhi, Freud e Portinari, entre outros 
mestres, são exemplos de gênios, termo reservado para aqueles que deram 
contribuições extraordinárias à humanidade. São aqueles raros indivíduos 
que, até entre os extraordinários, se destacam e deixam sua marca na 
história. 
 
As pessoas citadas tenham sido elas precoces, prodígios ou gênios, podem 
então ser ditos “portadoras de altas habilidades” ou superdotadas. 
Joseph Renzulli, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa sobre o 
Superdotado e Talentoso, da Universidade de Connecticut, Estados Unidos, em seu 
Modelo dos Três Anéis, considera que os comportamentos de superdotação resultam 
de três conjuntos de traços: 
a) Habilidade acima da média em alguma área do conhecimento (não 
necessariamente muito superior à média); 
b) Envolvimento com a tarefa (implica motivação, vontade de realizar uma 
tarefa, perseverança e concentração); e 
c) Criatividade (capacidade de pensar em algo diferente, ver novos 
significados e implicações, retirar ideias de um contexto e usá-las em 
outro). 
 
 
Fonte: www.pequenada.com 
Renzulli entende a superdotação como condição ou comportamento que pode 
ser desenvolvido em algumas pessoas (aquelas que apresentam alguma habilidade 
superior à média da população), em certas ocasiões (e não continuamente, uma vez 
que é possível se evidenciar comportamentos de superdotação na infância, mas não 
na idade adulta, ou apenas em alguma série escolar ou em um momento da vida) e 
 
sob certas circunstâncias (e não em todas as circunstâncias da vida de uma pessoa) 
[Renzulli & Reis, 1997]. Esta diferenciação é importante, pois ao considerar a 
superdotação como um comportamento a ser desenvolvido, o autor desloca a 
discussão, esvaziando a tendência, muitas vezes estéril, de se rotular uma criança 
como superdotada. 
 
 
Fonte: www.rede.novaescolaclube.org 
Ele enfoca a necessidade de que sejam oferecidas oportunidades educacionais 
variadas aos alunos em geral, para que um número maior de crianças tenha a 
oportunidade de se desenvolver e apresentar comportamentos de superdotação. 
Segue-se, então, que tais comportamentos podem ser desenvolvidos em pessoas que 
não são, necessariamente, as que tiram as melhores notas ou apresentam maiores 
resultados em testes de QI. 
As crianças superdotadas, também definidas como portadoras de altas 
habilidades (PAH) ou talentos, constituem um segmento do grupo maior de 
crianças que, por serem detentores de traços individuais específicos, são 
definidos como portadores de necessidades (educacionais) especiais (MAIA, 
2004, P. 24) 
Uma educação democrática deve levar em consideração as diferenças 
individuais e, portanto, oferecer oportunidades de aprendizagem conforme as 
habilidades, interesses, estilos de aprendizagem e potencialidades dos alunos. Nesse 
 
sentido, alunos com altas habilidades/superdotados merecem ter acesso a práticas 
educacionais que atendam às suas necessidades, possibilitando um melhor 
desenvolvimento de suas habilidades. Segundo Renzulli (1986, P. 05), o propósito da 
educação dos indivíduos superdotados é “fornecer aos jovens oportunidades máximas 
de auto realização por meio do desenvolvimento e expressão de uma ou mais áreas 
de desempenho onde o potencial superior esteja presente”. 
 
 
Fonte: www.altas-habilidades-e-superdotacaoa.com.br 
Tanto as legislações nacionais quanto a bases normativas referentes aos 
direitos das pessoas com altas habilidades/superdotadas são escassas. Este 
segmento social, quando considerado na legislação, via de regra o é como se 
subconjunto fosse do segmento maior das ‘pessoas com deficiência’, não obstante a 
evidente impropriedade. Entre as várias consequências deste fato, está o tratamento 
legal muito mais detalhado e específico das deficiências e a ligeireza, falta de atenção 
ou, na maior parte dos casos, a desconsideração pura e simples dos aspectos 
especificamente concernentes aos alunos talentosos ou portadores de altas 
habilidades. 
Várias são as razões para justificar a necessidade de uma atenção diferenciada 
ao superdotado. Uma delas é por ser o potencial superior um dos recursos naturais 
mais preciosos, responsável pelas contribuições mais significativas ao 
desenvolvimento de uma civilização. 
 
 
Fonte: www.leandroteles.com.br 
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