Renata Melo e Silva de Oliveira (org.) - Engenharia de produção - Tópicos e aplicações
239 pág.

Renata Melo e Silva de Oliveira (org.) - Engenharia de produção - Tópicos e aplicações


DisciplinaIntrodução à Engenharia1.711 materiais11.511 seguidores
Pré-visualização46 páginas
para serem utilizados em previsões 
futuras da demanda do produto. Contudo, foi utilizado o modelo 
de Holt-Winters Multiplicativo para realizar tais previsões, pois este 
apresentou o menor erro percentual médio (5,805%). 
Os dados reais da demanda de julho a dezembro de 2007 
foram comparados com os dados previstos por esse modelo, e 
observou-se que, dos seis meses avaliados, todos os resultados 
gerados estavam dentro do intervalo de confiança previsto pelo 
modelo, o que, portanto confirma que o método tem boa 
capacidade de previsão. 
A utilização desse modelo para previsão para os anos de 2008 
e 2009, por exemplo, poderia gerar discrepâncias significativas, 
principalmente se no ano de 2008 a demanda tiver se comportado 
tal qual a de 2007 (crescimento em todos os meses do ano 
comparados aos anos anteriores com exceção de setembro e 
outubro) ou diferente dos anos anteriores (crescimento significativo 
em março com relacionado a fevereiro e decréscimo em fevereiro 
com relação a janeiro). Por fim, vale ressaltar que o trabalho 
realizado foi de grande utilidade para a empresa, principalmente 
por dois motivos: a modelagem permitiu maior entendimento do 
comportamento do produto; e os resultados foram assimilados pela 
empresa, constituindo fonte adicional de informação no suporte às 
decisões referentes a investimentos e dimensionamento do 
processo produtivo, dessa forma, contribuindo para redução de 
gastos desnecessários, mais especificamente de níveis de estoque, 
os quais são amarrados diretamente à previsão. 
E n g e n h a r i a d e P r o d u ç ã o | 145 
 
 
 
Referências 
BALLOU, R. H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: 
Planejamento, Organização e Logística Empresarial. 4 ed. 
Porto Alegre: Bookman, 2001. 
BALLOU, R. H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos/Logística 
empresarial. 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. 
FOGLIATTO, F. Previsão de Demanda. Apostila do Curso de graduação 
em Engenharia de Produção e Transporte. Porto Alegre, 
2003. 
LARSON, R.; FARBER, B,. Estatística Aplicada. 2 ed. São Paulo: 
Presidente Hall, 2004. 
MARTINS, P. G.; LAUGENI, F. P. Administração da produção. São Paulo: 
Saraiva, 2006. 
MAKRIDAKIS, S.; WHEELWRIGHT, S. E HYNDMAN, R.J. Forecasting 
Methods and Applications. John Wiley e Sons. 3a Edição. New 
York, 1998. 
MORRETTIN, P. A.; TOLOI, C. M. C. Previsão de séries temporais. 2. ed. 
São Paulo: Atual Editora, 1987. 
PELLEGRINI, F.R. E FOGLIATTO, F. Estudo comparativo entre modelos 
de Winters e de Box-Jenkins para a previsão de demanda 
sazonal. Revista Produto & Produção. Vol. 4, número especial, 
2000, p.72-85. 
RAGSDALE, C. Spreadsheet modeling & decision analysis. Thompson. 4a 
edição. Cincinnati, 2004. 
SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2 
ed. São Paulo: Atlas, 2002. 
TUBINO, D. F. Manual de Planejamento e Controle da Produção. São 
Paulo: Atlas, 2000. 
TUBINO, D. F. Planejamento e Controle da Produção: teoria e prática. 
São Paulo: Atlas, 2007. 
146| T ó p i c o s e A p l i c a ç õ e s 
 
E n g e n h a r i a d e P r o d u ç ã o | 147 
 
 
 
 
 
 
Pesquisa Operacional 
A Associação Brasileira de Engenharia de Produção define a 
Pesquisa Operacional (PO) como uma sub-área da Engenha-ria de 
Produção que visa a resolução de problemas reais envolvendo 
situações de tomada de decisão, através de modelos matemáticos 
habitualmente processados computa-cionalmente. Aplica conceitos 
e métodos de outras disciplinas científicas na concepção, no 
planejamento ou na operação de sistemas para atingir seus 
objetivos. Procura, assim, introduzir elementos de objetividade e 
racionalidade nos processos de tomada de decisão, sem descuidar 
dos elementos subjetivos e de enquadramento organizacional que 
caracterizam os problemas. 
 Nesta seção é apresentada uma aplicação de P.O. com o objetivo 
de avaliar a viabilidade econômica e a eficiência operacional da 
implantação de sistemas de entregas, foram desenvolvidas análises 
comparativas de modelos simulados. 
 
 
148| T ó p i c o s e A p l i c a ç õ e s 
 
ESTUDO PARA OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE 
DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS DE UMA 
FARMÁCIA ATRAVÉS DE ROTEIRIZAÇÃO DE VEÍCULOS 
 
Sumário do Capítulo 
 
 
 
1.Introdução 
 
2. Fundamentação teórica 
2.1 Pesquisa Operacional 
2.2 A metodologia da Pesquisa Operacional 
2.3 Roteirização de veículos 
 
3. Procedimentos para a construção do modelo. 
 
4. Estudo de Caso: Estudo da roteirização do sistema de entregas 
de uma farmácia de manipulação 
 
4.1 Propostas de otimização 
 
4.2 Análise dos custos com combustível 
 
5. Considerações Finais 
 
E n g e n h a r i a d e P r o d u ç ã o | 149 
 
 
 
ESTUDO PARA OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE 
DISTRIBUIÇÃO DE MEDICAMENTOS DE UMA 
FARMÁCIA ATRAVÉS DE ROTEIRIZAÇÃO DE VEÍCULOS 
Renata Pinheiro de Azevedo 
Yvelyne Bianca Iunes Santos 
 
Resumo 
Este texto descreve um estudo de caso realizado no setor de 
entregas de uma farmácia de manipulação, a qual possuía um 
sistema de distribuição intervalar de duas em duas horas que foi 
comparado com outras duas propostas de otimização simuladas. Na 
primeira proposta, foi considerada a descentralização do ponto de 
partida com a manutenção dos intervalos de horários. Na segunda 
proposta, também foi descentralizado o ponto de partida, porém 
diferenciou-se da primeira por ter adotado o sistema de turnos 
(manhã e tarde). O modelo ROUTESEQ do software LOGWARE foi 
utilizado para efetuar a simulação e disponibilizar resultados como a 
seqüência ótima de paradas, a distância total percorrida na rota e a 
rota diagramada. Ao final, apresenta-se uma análise de custos 
baseados no consumo de combustível para verificar a viabilidade 
econômica e financeira da realização dessas simulações. 
 
Palavras-chave: Roteirização de veículos; Processo de distribuição; 
Otimização de rotas. 
150| T ó p i c o s e A p l i c a ç õ e s 
 
1.Introdução 
O setor varejista farmacêutico tem se tornado cada vez mais 
competitivo e só sobrevivem as empresas que conseguem, com 
operações enxutas, obter bons resultados. A cidade de Belém possui 
diversas redes de farmácias, as quais lutam pela manutenção e 
conquista de clientes. Conjuntamente com a qualidade do serviço 
prestado e a eficiência na resolução de problemas, o nível de serviço 
e a velocidade de atendimento são grandes contribuintes para 
obter-se a satisfação dos clientes. 
Considerando-se o cenário acima descrito, este texto 
apresenta resultados de um trabalho de pesquisa operacional, o 
qual possuiu como objetivo estudar possíveis opções para a 
obtenção da otimização do sistema de entregas de uma rede de 
farmácias de manipulação. 
A otimização de um sistema de transporte possui relevância 
tanto em sistemas de produção como em sistemas de 
comercialização, para que se obtenha um elevado grau de eficiência 
da performance do serviço, ao mesmo tempo em que são 
minimizados os custos com transporte e movimentação dos 
produtos. Vale lembrar que a denominada função transporte só 
agrega valor ao produto se disponibilizá-lo no local e momento 
demandados pelo mercado a um preço justo. 
Nesse contexto, observa-se que, na região metropolitana de 
Belém, a maioria das farmácias estabelecem o tempo médio de 40 
minutos para entregar os pedidos ao cliente. Porém, esse prazo 
desconsidera elementos como as distâncias as serem percorridas 
pelo entregador e os horários em que o serviço é prestado. 
Este dilatado prazo de atendimento ao cliente origina 
questionamentos sobre os critérios adotados para o 
estabelecimento desses prazos: Qual o motivo para todas as 
entregas terem a mesma estimativa de tempo? A causa para esse 
problema seria a demora excessiva no tempo