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Código de Processo Civil Comparado

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elegendo foro onde serão propostas as ações oriundas de 
direitos e obrigações. 
Art. 63. As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, 
elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. 
 
§ 1º A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir 
expressamente a determinado negócio jurídico. 
§ 1o O acordo, porém, só produz efeito, quando constar de contrato escrito e aludir 
expressamente a determinado negócio jurídico. 
§ 2º O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. § 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes 
§ 3º Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada 
ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de 
domicílio do réu. 
 
§ 4º Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro 
na contestação, sob pena de preclusão. 
 
Seção III Seção V 
Da Incompetência Da Declaração de Incompetência 
Art. 64. A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão 
preliminar de contestação. 
Art. 112. Argúi-se, por meio de exceção, a incompetência relativa. 
 Parágrafo único. A nulidade da cláusula de eleição de foro, em contrato de adesão, 
pode ser declarada de ofício pelo juiz, que declinará de competência para o juízo 
de domicílio do réu. 
§ 1º A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de 
jurisdição e deve ser declarada de ofício. 
Art. 113. A incompetência absoluta deve ser declarada de ofício e pode ser 
alegada, em qualquer tempo e grau de jurisdição, independentemente de 
exceção. 
 § 1o Não sendo, porém, deduzida no prazo da contestação, ou na primeira 
oportunidade em que Ihe couber falar nos autos, a parte responderá integralmente 
pelas custas. 
§ 2º Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a 
alegação de incompetência. 
§ 2o Declarada a incompetência absoluta, somente os atos decisórios serão nulos, 
remetendo-se os autos ao juiz competente. 
§ 3º Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao 
juízo competente. 
 
§ 4º Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de 
decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, 
pelo juízo competente. 
 
Art. 65. Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência 
em preliminar de contestação. 
Art. 114. Prorrogar-se-á a competência se dela o juiz não declinar na forma do 
parágrafo único do art. 112 desta Lei ou o réu não opuser exceção declinatória nos 
casos e prazos legais. 
Parágrafo único. A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público 
nas causas em que atuar. 
 
Art. 66. Há conflito de competência quando: Art. 115. Há conflito de competência: 
 
Quadro comparativo elaborado pela grupo de pesquisa do Prof. José Miguel Garcia Medina. 4.a versão (10.04.2015). É permitida a distribuição ou reprodução, total ou parcial, do presente 
trabalho, desde que a título gratuito e citada a fonte, sendo vedada sua comercialização. O quadro comparativo foi elaborado com base em informações colhidas nas versões dos projetos 
disponíveis no site do Senado Federal e nos textos das Leis 5.869/1973 e 13.105/2015 disponíveis no site da Presidência da República. Sugestões poderão ser enviadas para novocpc@medina.adv.br. 
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CPC/2015 CPC/1973 
I – 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes; I - quando dois ou mais juízes se declaram competentes; 
II – 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a 
competência; 
II - quando dois ou mais juízes se consideram incompetentes; 
III – entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação 
de processos. 
III - quando entre dois ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou 
separação de processos. 
Parágrafo único. O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar 
o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo. 
 
 Art. 117. Não pode suscitar conflito a parte que, no processo, ofereceu exceção de 
incompetência. 
 Parágrafo único. O conflito de competência não obsta, porém, a que a parte, que 
o não suscitou, ofereça exceção declinatória do foro. 
 Art. 118. O conflito será suscitado ao presidente do tribunal: 
 I - pelo juiz, por ofício; 
 II - pela parte e pelo Ministério Público, por petição. 
 Parágrafo único. O ofício e a petição serão instruídos com os documentos 
necessários à prova do conflito. 
 Art. 119. Após a distribuição, o relator mandará ouvir os juízes em conflito, ou apenas 
o suscitado, se um deles for suscitante; dentro do prazo assinado pelo relator, caberá 
ao juiz ou juízes prestar as informações. 
 Art. 120. Poderá o relator, de ofício, ou a requerimento de qualquer das partes, 
determinar, quando o conflito for positivo, seja sobrestado o processo, mas, neste 
caso, bem como no de conflito negativo, designará um dos juízes para resolver, em 
caráter provisório, as medidas urgentes. 
 Parágrafo único. Havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre a questão 
suscitada, o relator poderá decidir de plano o conflito de competência, cabendo 
agravo, no prazo de cinco dias, contado da intimação da decisão às partes, para 
o órgão recursal competente. 
 Art. 121. Decorrido o prazo, com informações ou sem elas, será ouvido, em 5 (cinco) 
dias, o Ministério Público; em seguida o relator apresentará o conflito em sessão de 
julgamento. 
 Art. 122. Ao decidir o conflito, o tribunal declarará qual o juiz competente, 
pronunciando-se também sobre a validade dos atos do juiz incompetente. 
 Parágrafo único. Os autos do processo, em que se manifestou o conflito, serão 
remetidos ao juiz declarado competente. 
 Art. 123. No conflito entre turmas, seções, câmaras, Conselho Superior da 
Magistratura, juízes de segundo grau e desembargadores, observar-se-á o que 
dispuser a respeito o regimento interno do tribunal. 
 Art. 124. Os regimentos internos dos tribunais regularão o processo e julgamento do 
conflito de atribuições entre autoridade judiciária e autoridade administrativa. 
CAPÍTULO II 
DA COOPERAÇÃO NACIONAL 
Art. 67. Aos órgãos do Poder Judiciário, estadual ou federal, especializado ou 
comum, em todas as instâncias e graus de jurisdição, inclusive aos tribunais 
 
 
Quadro comparativo elaborado pela grupo de pesquisa do Prof. José Miguel Garcia Medina. 4.a versão (10.04.2015). É permitida a distribuição ou reprodução, total ou parcial, do presente 
trabalho, desde que a título gratuito e citada a fonte, sendo vedada sua comercialização. O quadro comparativo foi elaborado com base em informações colhidas nas versões dos projetos 
disponíveis no site do Senado Federal e nos textos das Leis 5.869/1973 e 13.105/2015 disponíveis no site da Presidência da República. Sugestões poderão ser enviadas para novocpc@medina.adv.br. 
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CPC/2015 CPC/1973 
superiores, incumbe o dever de recíproca cooperação, por meio de seus 
magistrados e servidores. 
Art. 68. Os juízos poderão formular entre si pedido de cooperação para prática de 
qualquer ato processual. 
 
Art. 69. O pedido de cooperação jurisdicional deve ser prontamente atendido, 
prescinde de forma específica e pode ser executado como: 
 
I – auxílio direto; 
II – reunião ou apensamento de processos; 
III – prestação de informações; 
IV – atos concertados entre os juízes cooperantes. 
§ 1º As cartas de ordem, precatória e arbitral seguirão o regime previsto neste 
Código. 
 
§ 2° Os atos concertados entre os juízes cooperantes poderão consistir, além de 
outros, no estabelecimento