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Resenha   América Latina colonial

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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Graduação: História Bacharelado Noturno
Matéria: América colonial espanhola
Professor: Fernando Torres-Londoño
Aluno: Matheus Alves Batista 
Resenha: A América Latina no tempo colonial – Capitulo 4 e 5 – Pag. 115-216
Schwartz S. e Lockhart J., 2002
São Paulo, 23 de Outubro, 2017
Introdução:
O livro a "América latina na época colonial", os autores James Lockhart e Stuart E. Schwartz irá abordar o conceito das colonizações espanholas e portuguesas e suas semelhanças. Os dois capítulos abordados nessa resenha irão se tratar das estruturas políticas, sociais e econômicas da América colonial espanhola, abrangendo todos os setores da sociedade, desde a elite branca espanhola até a população marginal indígena e os escravos trazidos da África.
 Os autores começam o texto nos apresentando o sistema de expansão espanhol, isso é, como se organizavam após dominarem uma área. Eles se fixavam em áreas indígenas, criando uma cidade capital, um porto e cidades secundarias, que ficavam espaçadas em volta do território indígena que era repartido entre encomenderos. As jazidas descobertas logo se tornaram pontos de interesse dos conquistadores espanhóis, que criaram cidades próximas a elas, sendo a mais famosa Potosi, que apesar da geografia isolada ficava próxima dos centros urbanos da colônia do Peru. Lockhart e Schawtz citam duas regiões como pólos da conquista: México e Peru. "Em correspondência com as duas áreas indígenas centrais e os dois principais flancos da conquista, surgiram duas órbitas espanholas, ou redes de cidades: mexicana e peruana" (Schwatz S e Lockhart J, 2002, Pág. 115). Esses dois pólos das colônias espanholas viriam a se tornar Vice-reinos, de onde seriam o centro de poder dos conquistadores
 No caso do México, as principais cidades eram A Cidade do México e Veracruz. O interessante é que essa Cidade, construída sobre a antiga Tenochtilán, tentava ser uma réplica da cidade asteca, onde a catedral ficava sobre o templo dos deuses astecas e o palácio do Governo espanhol fora construído onde fora o de Moctezuma. Então, pode-se dizer que o governo espanhol sob a Mesoamérica foi de certa forma uma reprodução do antigo governo indígena, com exceção que havia portos navais e uma economia cada vez mais dependente de minerais.
 Já o Peru, os espanhóis quiseram reconstruir a cidade de Cuzco, porém, por conta da geografia do Andes, dificultou esse objetivo. Houveram outras tentativas de se instalarem na região andina, porém, acabaram optando pela reigão costeira do Peru, fundando assim, Lima. Por conta dessa ocupação, vemos que há uma redução da população índigena, como os próprios autores dizem:
"(...) A população indígena da costa diminuiu rapidamente para uma quantidade muito pequena de indivíduos, (...) em poucos anos, a costa peruana estava prestes a tornar-se fortemente euroafricana, deixando em grande parte do interior em relativo isolamento e com caráter acentuadamente indígena." (Schwatz S e Lockhart J, 2002, Pág. 119).
 Conforme as cidades espanholas cresciam e enriqueciam, muitos imigrantes vieram com a esperança de prosperar nas colônias. Histórias se espalhavam de grandes riquezas aguardavam aqueles que viam para o Novo Mundo. Mas não só espanhóis vieram para a América, como africanos vindos como escravos para as regiões mais ricas das colônias. Estes faziam trabalhos auxiliares para seus senhores, muitas vezes servindo como intermediários entre os espanhóis e os indígenas. Alguns índios também serviam como auxiliares. Estes viviam nas periferias e faziam trabalhos domésticos para os colonos
Tratando-se das emcomiendas, os autores nos apresentam que nicialmente criada para as Antilhas, no começo do século XVI, esse sistema de tributos ganhou maior força no continente, durando até o final do período colonial em algumas regiões. Um dos fatores que levou a essa consolidação no Continente era o fato de que havia uma grade população indígena nessas regiões, o que aumentava a produtividade, levando a um encomendero ter sob seu controle uma grande tribo. Porém, por conta da prata que era extraída, os imigrantes que viam para as colônias e as guerras que a Espanha travava, enfraqueceram a instituição. De inicio, muitos encomenderos eram pessoas que acompanharam os conquistadores ou parentes destes. Conforme, governadores e vice-reis foram assumindo, houve a necessidade de distribuir novas encomiendas para selar acordos e fazer alianças, e com isso foram obrigados a dividir as grandes encomiendas afim de deixá-las mas palatáveis , mas sofreram uma resistência dos antigos encomenderos. Outra coisa que levou a decadência desse sistema fora o massacre das populações indígenas nas regiões centrais, reduzindo em muito a mão de obra.
Podemos dizer então, que num primeiro momento, quaisquer atividades econômicas e políticas no inicio da colonização tinham como enfoque atender as demandas dos conquistadores, como podemos notar. E como principais atividades econômicas pode se destacar o comércio e mineração de metais preciosos. O comércio era intimamente ligado a Metróple, em forma de companhias com suas sedes em Sevilha.
 Sobre a questão religiosa, o clero espanhol venho ao Novo Mundo inicialmente com intenção de catequizar os indígenas nas colônias espanholas, notamos que os eclesiásticos também assumem posições dentro da sociedade colonial. O Alto-clero se encontrava nos grandes centros urbanos assim como todos os outros sistemas coloniais, enquanto o nível mais baixo se encontravam nas propriedades de grandes encomenderos, para educar os indígenas. Este clero menor tentava criar laços com os senhores, através de casamentos com parentes, assim garantiam patronos para sustentá-los.
 Os autores falam um pouco sobre os indígenas que estavam sobre domínio espanhol e como era sua situação. Boa parte deles, por conta do trabalho nas minas, das encomiendas e trabalhos domésticos, acabavam vivendo próximos das cidades espanholas. As comunidades submetidas a um encomendero espanhol, tinham um cacique como chefe, e esse tentava tirar proveito da situação, negociando com seu senhor para conseguir alguns privilégios. Muitos desses caciques acabaram se "europerizando" como os próprios autores exemplificam:
 "Havia índios nobres (...) que adquiriram animais de criação, principalmente porcos e ovelhas, ou plantavam trigo usando bois e arados, ou produziam tecido com métodos espanhóis, tendo muitas vezes um sócio ou capataz espanhol, mas fora isso, utilizando pessoal indígena." (Schwatz S e Lockhart J, 2002, Pág. 144).
 Estes índios nobres muitas vezes eram manipulados pelos espanhóis, tentando aumentar suas ambições e ao mesmo tempo convencê-los de aderirem cada vez mais a cultura ibérica. O título de cacique fora reconhecido oficialmente pelo governo dos conquistadores, dando-lhes alguns privilégios. Ao mesmo tempo, os governo colonial se aproveitava das rivalidades das dinastias, apoiando aqueles que se demonstravam mais aptos a cooperar. Aos pouco começou a se formar um governo municipal, formado por indígenas, mas nos moldes espanhóis, que controlaria a arrecadação de impostos, sob o controle de um governador, que com o tempo sobrepujara o poder dos caciques. Pode-se dizer então que os indígenas, apesar estarem sobre controle dos espanhóis, tinham um pouco de poder em mãos, mas sempre limitado.
O capítulo “Maturidade nas Índias ocidentais espanholas: áreas centrais” trata de um período compreendido entre 1600 até 1750, entendido como um período de “relativa estabilidade e evolução lenta” (Schwatz S e Lockhart J, 2002, Pág. 155), ou como eles chamam de "Período colonial maduro". Este foi um momento de crescimento e prosperidade para as colônias hispânicas, que ficaram cada vez mais complexas, tanto política e economicamente quanto socialmente, acompanhado de uma crise na coroa, a chamada "Declínio da Espanha sob os últimos Habsburgos".
 Durante esse período maduro, as cidades

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