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LESÕES TRAUMÁTICAS DE PUNHO

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Universitári@ - Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 2, n.4, jul/dez de 2011 
 
229 
 
A INTERVENÇÃO DA FISIOTERAPIA NAS LESÕES TRAUMÁTICAS DE PUNHO 
E MÃO: RELATO DE CASO 
THE PHYSICAL THERAPY INTERVENTION IN INJURIES OF WRIST AND HAND: 
CASE REPORT 
Tauan Tridapalli Noronha, e-mail: tauan.tridapalli@hotmail.com 
Prof.ª Ana Cláudia de Souza Costa, e-mail: anaclaudia@unisalesiano.edu.br 
Prof.ª Ana Beatriz Lima, e-mail: bia@unisalesiano.edu.br 
 
RESUMO 
 
 A mão é composta por 27 ossos, 33 músculos, três nervos periféricos, um 
sistema vascular complexo e muitas outras estruturas, como ligamentos, cápsulas 
articulares e bainhas tendinosas, todas localizadas dentro de uma camada de pele 
protetora de 1 a 2 cm de espessura. Está envolvida em praticamente todas as 
nossas atividades da vida diária, apresenta uma variedade de funções, e para o seu 
perfeito funcionamento é necessário que todas as estruturas estejam em completa 
harmonia. A fisioterapia na reabilitação de lesões traumáticas de punho e mão é de 
suma importância, pois possibilita ao paciente um retorno rápido às suas atividades, 
o tratamento fisioterapêutico engloba desde controle da dor, edema e cicatriz, 
exercícios terapêuticos, reeducação sensorial e treinos funcionais, visando 
restabelecer a mobilidade funcional ativa do paciente, deve sempre buscar o 
potencial máximo para promover maior interação ao realizar suas atividades 
deixando-o mais independente. O objetivo deste trabalho é demonstrar a 
importância da fisioterapia no processo de reabilitação de pacientes com lesões 
traumáticas de punho e/ou mão através de estudo e relato de caso. Foi realizada 
uma pesquisa no Centro de Reabilitação Física Dom Bosco onde foram 
acompanhados quatro casos de pacientes com lesão traumática no punho e/ou mão 
desde o processo de avaliação até a intervenção fisioterapêutica, as sessões foram 
realizadas três vezes por semana com início em abril e término em maio de 2011. 
Pode-se então observar por meio dessa pesquisa que a fisioterapia promove melhor 
e mais rápido retorno do paciente às suas atividades funcionais e com qualidade de 
vida. 
 
Palavras-chave: Fisioterapia. Lesões Traumáticas. Reabilitação da Mão. 
Reabilitação do Punho. 
 
ABSTRACT 
 
 The hand is composed by 27 bones, 33 muscles, three peripheral nerves, a 
complex vascular system and many other structures such as ligaments, joint 
capsules and tendon sheaths, all located withing a protective layer of skin from 1 to 2 
cm thick. It's involved in almost all our daily activities, presents a variety of functions, 
and for flawless performance is required that all structures are in complete harmony. 
Physiotherapy in the rehabilitation of injuries of wrist and hand is very important as it 
allows the patient a quick return to their activities, physical therapy ranges from 
control of pain, swelling and scarring, therapeutic exercises, functional training and 
sensory reeducation, aiming at restoring active functional mobility of the patient 
 
Universitári@ - Revista Científica do Unisalesiano – Lins – SP, ano 2, n.4, jul/dez de 2011 
 
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should always seek the maximum potential to promote greater interaction to carry out 
their activities making it more independent. The objective of this study is demonstrate 
the importance of physiotherapy in the rehabilitation process of patients with 
traumatic injuries of the wrist and / or hand through study and case report. Research 
was carried out in the Physical Rehabilitation Centre Don Boscowhere four cases for 
patients with traumatic injury in the wrist and/or hand were followed, from the 
evaluation process to the physical therapy intervention, the sessions were held three 
times a week beginning in April and completion in May 2011. It is observed, through 
this research, that physical therapy promotes better and more rapid return of patients 
to their functional activities and quality of life. 
 
Keywords: Physical Therapy. Traumatic Injuries. Rehabilitation Rehabilitation of the 
Hand Grip. 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 A mão produz o gesto, é a palavra do surdo e o olhar do cego. Porém, só 
percebemos e nos conscientizamos do valor imponderável das mãos quando nos 
deparamos com a incapacidade de usá-las. Uma lesão traumática, enfermidade ou 
deformidade significa a interrupção de projetos de vida, dificuldades em conquistar 
espaços e pode desencadear sérios problemas psicológicos. (FERRIGNO, 2007) 
A reabilitação de lesões ou patologias na mão requer tratamento específico e 
atualizado. 
Nas lesões traumáticas de punho e mão a fisioterapia tem como objetivo 
restabelecer a mobilidade funcional ativa do paciente, deve sempre buscar o 
potencial máximo para promover maior interação ao realizar suas atividades 
deixando-o mais independente possível diante sua disfunção física. (SCHRÖDER, 
2007). 
A fisioterapia na reabilitação de lesões traumáticas de punho e mão é de 
suma importância, pois possibilita ao paciente um retorno rápido às suas atividades. 
O objetivo deste trabalho é demonstrar a importância da fisioterapia no 
processo de reabilitação de pacientes com lesões traumáticas de punho e/ou mão, 
através de estudo e relato de caso comprovando a eficácia do tratamento 
fisioterapêutico. 
Após a pesquisa exploratória, levantou-se o seguinte questionamento: A 
intervenção da Fisioterapia nas lesões traumáticas de punho e mão pode contribuir 
 
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para a recuperação funcional? 
Diante deste questionamento, foi levantada a seguinte hipótese que norteia o 
trabalho: o fisioterapeuta lança mão de inúmeras técnicas e métodos de tratamento 
que englobam desde controle da dor, edema e cicatriz, exercícios terapêuticos, 
reeducação sensorial e treinos funcionais. Com objetivo de restaurar ao máximo a 
função do membro lesado, diminuindo possíveis complicações e favorecendo um 
retorno rápido às atividades cotidianas. 
 Para demonstrar este pressuposto, foi realizada uma pesquisa de campo no 
Centro de Reabilitação Física Dom Bosco com quatro pacientes que sofreram lesão 
traumática no punho e/ou na mão e uma revisão bibliográfica seguindo os autores 
Pardini, Freitas e Ferrigno compreendendo o período de 2000 a 2006. 
 
 
1 PROCESSO DE REABILITAÇÃO 
 
 A fisioterapia ortopédica e traumatológica atua na prevenção e no tratamento 
de distúrbios do sistema musculoesquelético, tratam disfunções osteomioarticulares 
e tendíneas resultantes de traumas e suas conseqüências imediatas e tardias, 
lesões por esforços repetitivos e patologias ortopédicas. 
Seu objetivo é preservar, manter (forma preventiva), desenvolver ou restaurar 
(reabilitação) a integridade de órgãos, sistema ou função. 
Segundo Tubiana, Thomine e Mackin (1996) o exame clínico é essencial 
como fonte de informações sobre as funções e as lesões do punho e da mão. 
 Para Araújo (2006) na mão traumática é importante saber o mecanismo da 
lesão, o tempo decorrido, a localização e os possíveis tratamentos, bem como 
lesões preexistentes nos membros superiores, com isso o terapeuta terá idéia da 
região afetada e da possível gravidade da mesma. Além dos dados gerais obtidos 
na anamnese (nome, idade, gênero e raça) são de interesse do terapeuta a 
ocupação, a dominância, as atividades de lazer e as necessidades fundamentais do 
paciente. 
 
2 RELATO E DISCUSSÃO DA INTERVENÇÃO DA FISIOTERAPIA NAS 
LESÕES TRAUMÁTICAS DE PUNHO E MÃO 
 
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 A mão é o nosso órgão de contato com o mundo exterior. (SCHRÖDER, 
2007) 
A reabilitação funcional de lesões ou patologias na mãorequer tratamento 
específico e atualizado. (FERRIGNO, 2007). Procura melhorar e curar os distúrbios 
funcionais existentes na extremidade superior. (SCHRÖDER, 2007). 
 O presente trabalho procurou demonstrar a importância da intervenção 
fisioterapêutica no processo de reabilitação de lesões traumáticas de punho e/ou 
mão. 
 Esteves (2003) realizou um trabalho sobre a importância da reabilitação 
fisioterapêutica nas lesões do plexo braquial superior evidenciando, assim como o 
presente trabalho, a melhora na qualidade de vida e posteriormente retorno rápido 
às atividades de vida diária após a intervenção. 
A fisioterapia, nesses casos, envolve métodos de reabilitação e experiência 
clínica. O enfoque em relação às lesões e patologias geralmente é conservador, de 
manutenção e tem por finalidade prevenir ou minimizar as deformidades físicas, 
levando à independência e à autonomia. (FERRIGNO, 2007) 
 O fisioterapeuta lança mão de inúmeras técnicas preconizando a 
funcionalidade da mão, o tratamento fisioterapêutico engloba desde controle da dor, 
edema e cicatriz, exercícios terapêuticos, reeducação sensorial e treinos funcionais. 
 Esteves (2003) afirma que o paciente com lesão do plexo braquial superior 
apresenta uma ampla variedade de problemas e desafios para o fisioterapeuta. Para 
que não haja complicações, nas lesões traumáticas de punho e mão o processo de 
reabilitação deve ser adaptado de acordo com as necessidades do paciente. 
Ressalta que as conseqüências da lesão via de regra perduram por toda á vida do 
indivíduo, e o paciente pode procurar o fisioterapeuta em qualquer momento após a 
lesão. 
Para evidenciar a importância dessa intervenção foi realizado estudo e relato 
de 4 casos, onde o objetivo do tratamento fisioterapêutico baseou-se no ganho de 
amplitude de movimento, fortalecimento muscular, controle do quadro álgico e 
edema, prevenção de aderências e treinos funcionais. Cada caso com o tratamento 
baseado e adequado ao quadro clínico apresentado pelo paciente. Para mensurar e 
acompanhar a evolução no tratamento foram realizadas uma avaliação e 
reavaliação. 
 
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A principal meta fisioterapêutica no tratamento de lesões traumáticas de 
punho e/ou mão é restaurar a mobilidade funcional ativa. (SCHRÖDER, 2007) 
 Após a reavaliação ficou evidente a melhora em todos os casos. Durante o 
trabalho foi notado um grande comprometimento por parte dos pacientes, pois 
contribuíram para a eficácia da intervenção, constatando de forma visível a 
diminuição dos sinais e sintomas causados pelo trauma advindo de lesão. Diante do 
questionamento levantado no trabalho, foi observado significativa melhora funcional 
nos casos após a intervenção fisioterapêutica no processo de reabilitação. 
 Kisner e Colby (2006) descrevem alguns estudos que mostram que a 
fisioterapia promove melhor e mais rápido retorno do paciente às suas atividades.
 Desta forma, a intervenção da Fisioterapia no processo de reabilitação das 
lesões traumáticas de punho e mão foi de grande valia porque contribuiu para a 
melhora funcional do paciente. 
 
2.1 Relato de Caso 01 
 Paciente gênero masculino, 62 anos, caucasiano, mecânico, destro. Teve a 
mão esquerda esmagada devido à queda de uma viga de madeira que sustentava o 
carro fazendo com que o mesmo caísse sobre a mão dele, foi para o hospital onde o 
médico realizou exames clínicos e suturas, três semanas depois retornou ao médico 
que retirou as suturas e o encaminhou para o atendimento fisioterapêutico.
 Passou por um processo de avaliação cinesio-funcional apresentando o 
seguinte quadro clínico: limitações de ADM, edema, aderência cicatricial, padrão 
flexor de punho e dedos, quadro álgico moderado com acentuação ao movimento e 
limitações na realização de atividades de vida diária. A principal queixa relatada pelo 
paciente foi o afastamento do trabalho e a dificuldade na realização de atividades 
diárias. 
O tratamento inicial teve como objetivo o controle do edema e do quadro 
álgico através de imersão fria, Tens local e Laser, após alcançados os objetivos 
foram iniciados os alongamentos e mobilização passiva de punho e mão, assim 
como, controle cicatricial para prevenção de aderências com uso do ultras-som 
pulsado e manobras. Ao passo que o quadro do paciente evoluía a mobilização 
passiva foi trocada por exercícios ativos paga ganho de ADM e termoterapia com a 
 
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utilização de tubilhão terapêutico e banhos de parafina. Na tabela a seguir 
encontram-se os valores da avaliação e da re-avaliação referentes à ADM do 
paciente: 
 
Tabela 01: Amplitude de Movimento Caso 01 
Articulação 
 
 
 
D 
18/04/2011 
E 
 
D 
18/05/2011 
E 
Pronação 90° 90° 90° 90° 
Antebraço 
Supinação 80° 80° 89° 90° 
Flexão 40° 51° 62° 62° 
Punho 
Extensão 20° 38° 39° 41° 
 Desvio Ulnar 30° 30° 40° 45° 
 Desvio Radial 10° 20° 30° 30° 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2011. 
 
 Com a melhora da ADM foi dado início aos exercícios de fortalecimento e 
treinos funcionais, o processo de reabilitação teve duração de um mês, sendo 
realizadas as sessões de fisioterapia três vezes por semana, com a evolução no seu 
quadro clínico o médico indicou ao mesmo cirurgia interrompendo o processo de 
reabilitação. Foram realizadas 14 sessões. 
 
2.2 Relato Caso 02 
 
 Paciente gênero feminino, 54 anos, branca, operadora de máquina, destra. 
Relata que no dia 22/01/2011 sofreu uma queda em sua casa, para amenizar a 
queda levou as mãos ao chão. Logo após notou um discreto edema na região do 
punho, procurou atendimento médico onde foi realizado um exame de raios-X 
evidenciando a fratura de rádio no membro superior direito. 
Usou tala durante um mês, no retorno médico retirou a tala e foi encaminhada 
ao setor de fisioterapia. 
Passou por um processo de avaliação cinseio-funcional, apresentando o 
seguinte quadro clínico: quadro álgico moderado, edema, limitações de ADM, 
hipotrofia no membro acometido e dificuldade na realização de atividades diárias. A 
principal queixa relatada foi o afastamento do trabalho e dificuldade na realização de 
 
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atividades diárias. 
A princípio os objetivos do tratamento foram o controle do edema e do quadro 
álgico com imersão fria associada à enfaixamento compressivo e tens local. Com a 
evolução do tratamento foram iniciados os alongamentos de punho e mão, 
exercícios ativos para ganho de ADM e termoterapia com banhos de parafina e 
turbilhão terapêutico pré-cinesio. Segue abaixo a tabela com valores de ADM da 
avaliação e re-avaliação: 
 
Tabela 02: Amplitude de Movimento Caso 02 
Articulação 
 
 
 
D 
18/04/2011 
E 
 
D 
24/05/2011 
E 
Pronação 90° 90° 90° 90° 
Antebraço 
Supinação 70° 73° 89° 90° 
Flexão 30° 62° 66° 80° 
Punho 
Extensão 42° 42° 50° 70° 
 Desvio Ulnar 30° 45° 45° 45° 
 Desvio Radial 10° 30° 30° 30° 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2011. 
 
 Ao passo que a ADM melhorou, foram iniciados os exercícios de 
fortalecimento e em seguida treinos funcionais. Devido à exigência de retorno a 
atividade feita pela empresa na qual trabalha o processo de reabilitação teve que ser 
encerrado. Foram realizadas 17 sessões. 
 
2.3 Relato Caso 03 
 
 Paciente gênero feminino, 36 anos, branca, manicure. Relata que ao abrir a 
porta de vidro de sua casa cortou o punho, procurou atendimento médico imediato 
onde foi realizado sutura. Após a retirada da sutura foi encaminhada para um 
médico especialistaem reabilitação de mão na cidade de Bauru-SP e para o setor 
de fisioterapia na Clínica de Reabilitação Física Dom Bosco, passou por um 
processo de avaliação cinesio-funcional apresentando o seguinte quadro clínico: 
edema, quadro álgico moderado, parestesia na região do quinto metacarpo, 
limitações de ADM e dificuldades na realização de atividades diárias. As principais 
queixas relatadas foram o afastamento do trabalho e a dificuldade de escrever. 
 
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 Inicialmente foram realizados enfaixamento compressivo e Tens para controle 
do edema e do quadro álgico, reeducação sensorial, manobras para prevenção de 
aderência e estimulação cicatricial com Laser. 
Com a normalização da sensibilidade e melhora do quadro álgico o edema 
passou a ser controlado com imersão fria, foram iniciados os alongamentos de 
punho e mão e mobilização passiva, o trabalho de prevenção de aderências foi 
mantido com o uso do US. 
Conforme a evolução do quadro clínico passaram a ser realizados os 
exercícios ativos para ganho de ADM e fortalecimento, treinos funcionais e 
orientações. Segue abaixo a tabela com os valores de ADM da avaliação e re-
avaliação: 
 
Tabela 03: Amplitude de Movimento Caso 03 
Articulação 
 
 
 
D 
18/04/2011 
E 
 
D 
26/05/2011 
E 
Pronação 90° 90° 90° 90° 
Antebraço 
Supinação 90° 90° 90° 90° 
Flexão 35° 50° 85° 90° 
Punho 
Extensão 29° 40° 63° 70° 
 Desvio Ulnar 45° 45° 45° 45° 
 Desvio Radial 10° 20° 32° 30° 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2011. 
 
 Com a normalização da ADM a paciente voltou a suas atividades normais, 
não apresentou aderência cicatricial e não houve recidiva de edema ou quadro 
álgico. Foram realizadas 18 sessões. 
 
2.4 Relato Caso 04 
 
 Paciente gênero masculino, 59 anos, pardo, aposentado. Relata que estava 
vacinando o gado quando a corda que prendia o animal soltou, para não ser atingido 
desviou a mão em outra direção batendo-a com força na cerca. Notou na hora um 
discreto edema na mão, procurou atendimento médico onde através de um exame 
de raios-x foi evidenciado uma fratura no 5° metacarpo. Fez uso de uma tala por 
 
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uma semana e foi encaminhado para o atendimento fisioterapêutico. 
 Passou por uma avaliação cinseio-funcional apresentando o seguinte quadro 
clínico: discreto edema na mão acometida, limitações de ADM, não apresentou 
quadro álgico nem alteração de sensibilidade. 
 O tratamento inicial teve como objetivo o controle do edema através de banho 
de contraste e a mobilização precoce. Segue abaixo a tabela com os valores da 
ADM da avaliação e re-avaliação: 
 
Tabela 04: Amplitude de Movimento Caso 04 
Articulação 
 
 
 
D 
18/04/2011 
E 
 
D 
23/05/2011 
E 
Pronação 90° 90° 90° 90° 
Antebraço 
Supinação 90° 90° 90° 90° 
Flexão 70° 75° 90° 90° 
Punho 
Extensão 55° 60° 63° 70° 
 Desvio Ulnar 40° 45° 45° 45° 
 Desvio Radial 10° 20° 32° 30° 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2011. 
 
 Após o controle do edema foram iniciados os alongamentos de punho e mão, 
exercícios ativos para ganho de ADM e fortalecimento muscular, treinos funcionais e 
orientações. Com o objetivo fisioterapêutico alcançado, o paciente voltou a realizar 
suas atividades normais e foi liberado do atendimento fisioterapêutico. Foram 
realizadas 16 sessões. 
 
CONCLUSÃO 
 
 Constatou-se com essa pesquisa que a intervenção da Fisioterapia no 
processo de reabilitação das lesões traumáticas de punho e mão deve ser adaptada 
de acordo com as necessidades do paciente. 
A utilização de recursos eletrotermofototerapêuticos, exercícios terapêuticos, 
reeducação sensorial e treinos funcionais minimizam os efeitos gravitacionais e 
promovem, assim, um retorno mais rápido as atividades cotidianas, sendo a 
intervenção precoce de fundamental importância para bons resultados. 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
ARAÚJO, P. M. P. Avaliação funcional. In: In: FREITAS, P. P. Reabilitação da mão. 
São Paulo: Atheneu, 2006. p.35-54. 
 
ESTEVES, C. T. A Importância da Reabilitação Fisioterapêutica nas Lesões do 
Plexo Braquial Superior. nead.unama.br. [s.l; s.d] Disponível em: 
http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/pdf/artigos_revistas/110.pdf Acesso em: 12 
Mai. 2011. 
 
FERRIGNO, I. S. V. Terapia da mão: fundamentos para prática clínica. São 
Paulo: Santos, 2007. 
 
KISNER, C.; COLBY, Y. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. São 
Paulo: Manole, 2005. 
 
PARDINI, A. G. Traumatismos da mão. 3.ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2000. 
 
SCHRÖDER, B. Terapia para as mãos. São Paulo: Phorte, 2007. 
 
TUBIANA, R.; THOMINE, J. M.; MACKIN, E. Diagnóstico clínico da mão e do 
punho. 2.ed. Rio de Janeiro: Interlivros, 1996.

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