Anatomia dos Intestinos
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Anatomia dos Intestinos


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Anatomia dos Intestinos \u2013 Marcos \u2013 31/08
INTESTINO DELGADO
Composto pelo duodeno, jejuno e íleo. Estende-se do piloro até a junção ileocecal. Esticado o intestino delgado pode chegar a 7 metros. É o principal local de absorção de nutrientes. 
O intestino grosso é a principal porção de absorção de água, isso é positivo, pois, por estar próximo do ânus, permite que o alimento fique pastoso (com muita água) ao longo da maior parte da extensão do intestino delgado, assim, o alimento só perde a água no final, o que não prejudica seu trânsito (se fosse ressecado no início doeria o trânsito intestinal).
 
O trânsito intestinal é proporcionado pela motilidade intestinal, está, por sua vez, relaciona-se aos movimentos peristálticos da musculatura lisa local. 
O duodeno começa no lado direito, contorna o pâncreas e segue para o lado esquerdo (quadrante superior esquerdo do abdome), onde inicia o jejuno. O jejuno, por sua vez, sofre diversas curvaturas e origina o íleo. O íleo estará no quadrante inferior direito da cavidade abdominal. O íleo também sofre diversas curvaturas até acabar na junção ileocecal, visto que o ceco é a primeira porção do intestino grosso. No intestino grosso, o alimento sobe pelo lado direito (vem pra frente), vai cruzar para o lado esquerdo (vai pra trás) e desce pelo lado esquerdo (vem pra frente) até ser centralizado (indo para trás) para eliminação do quilo pelo reto.
A peristalse é fraca no jejuno e no íleo. Ela é mais móvel no duodeno.
Duodeno: Quadrante Superior Direito (provável). Jejuno: Quadrante Superior Esquerdo. Íleo: Quadrante Inferior Direito.
O mesentério fixa grande parte do intestino delgado. O jejuno e íleo estão praticamente unidos pelo mesentério. O posicionamento do jejuno e do íleo é mantido por meio da atuação do mesentério.
 
Duodeno:
Primeira e mais curta porção do intestino delgado, com apenas 25 cm. Trajeto em formato de \u201cC\u201d ao redor da cabeça do pâncreas. Um \u201cC\u201d côncavo para o lado esquerdo. É a região mais espessa do intestino delgado (por isso tem peristalse mais potente que o jejuno e íleo).
Inicia-se no óstio pilórico e termina na junção duodenojejunal (L2 \u2013 2 cm à esquerda da LM). O duodeno surge na direita, curva-se contornando a cabeça do pâncreas, vai ao lado esquerdo e sobe. No entanto, só um pequeno pedaço do duodeno sobe, o restante curva para frente surge a flexura que caracteriza essa junção. Essa junção, portanto, é marcada por um ângulo bem agudo na curvatura do duodeno, uma flexura duodenojejunal. 
 
O duodeno apresenta 4 divisões que levam em conta seu posicionamento (acompanhe na imagem acima e à direita):
1ª Parte \u2013 Superior: Porção que se inicia no piloro e se direciona para a direita da linha média, vai até o início da descida. Do piloro até a altura do colo da vesícula biliar. Anterolateral À L1, com +/- 5 cm.
A parte superior do duodeno é dividida em duas outras subpartes:
 a.1) Ampola Duodenal (Bulbo Duodenal): 
Primeira porção da parte superior do duodeno. Primeiros 2 cm da parte superior do duodeno, imediatamente distais ao óstio pilórico. Tem a parede mais fina que o restante do duodeno. A ampola é a parte mais móvel do duodeno, pois o peritônio fica posteriormente a ela (é intraperitoneal). Essa mobilidade serve para que ela se adeque à grande motilidade gástrica (se não acompanhasse os movimentos gástricos, poderia sofrer lesões).
Nessa região há o ligamento hepatoduodenal \u2013 ligamento que conecta o fígado ao duodeno. Ele é composto pelo omento menor, formado por peritônio. 
Obs.: As demais porções do duodeno (incluindo a parte distal do duodeno superior) não tem tanta mobilidade, pois ficam atrás do peritônio, são retroperitoneais. A ampola, porém, fica a frente e o peritônio atrás, é intraperitoneal. 
 a.2) Parte Distal:
Os 3 cm restantes do duodeno superior. É uma porção retroperitoneal, pois o peritônio cobre anteriormente. Isso explica sua baixa mobilidade. Não apresenta mesentério duodenojejunal. Atravessa o peritônio p/ trás. Altura de L2.
 
2ª Parte \u2013 Descendente: A parte superior vira para baixo, quando desce passa a ser a 2ª parte. Do colo da vesícula biliar até a porção de maior declive da cabeça do pâncreas. Desce lateralmente à direita de L1 \u2013 L3. É a porção mais longa (7 a 10 cm).
Caracterizada pela existência da papila maior e papila menor do duodeno. É a porção que desce à direita das vértebras, contornando a cabeça do pâncreas. Completamente retroperitoneal. No geral, a papila menor fica acima da papila maior, mas isso não é regra, há pessoas que não apresentam papila menor ou que ela está abaixo da maior. 
Essas papilas são aberturas que permitem a chegada dos ductos da vesícula biliar com o fígado e do pâncreas. 
O ducto cístico da vesícula biliar se junta ao ducto hepático e origina o ducto colédoco. O colédoco segue em direção à cabeça do pâncreas, onde se junta ao ducto pancreático principal (Wirsung). A junção do ducto pancreático principal com o ducto colédoco dá origem à ampola hepatopancreática. A ampola hepatopancreática, por sua vez, desemboca na papila maior do duodeno descendente. Envolvendo a papila maior (ampola de Vater) há o chamado esfíncter de Oddi, que regula a entrada das soluções biliar, hepática e pancreática no duodeno.
No entanto, observe que pode haver um ducto pancreático acessório (Santorini) que vem do ducto pancreático principal. Esse ducto se direciona ao duodeno onde entra pela papila menor e libera no duodeno exclusivamente suco pancreático.
As aberturas dessas papilas permitem que a porção descendente do duodeno seja um órgão que realiza digestão química, além da absorção. 
 
3ª Parte \u2013 Transversa ou Horizontal ou Inferior: Porção que vai cruzar do lado direito da linha média até o lado esquerdo. Da porção de maior declive da cabeça do pâncreas até a interseção do intestino com os vasos mesentéricos superiores. Cruza L3. Tem 6 \u2013 8 cm.
Passa por baixo do processo uncinado do pâncreas. Vai do lado direito ao lado esquerdo da linha média, cruza, portanto, a linha mediana. O duodeno transverso passa anteriormente à VCI, à L3 e à aorta (na porção que saem as artérias gonodais). É retroperitoneal. 
É cruzado pela veia e artéria mesentérica superior. Também é cruzado pela raiz do mesentério do jejuno e íleo. Esse mesentério que não é encontrado na parte superior do duodeno, começa a ser encontrado na parte horizontal e superior. 
4ª Parte - Ascendente: Pequena porção em que o duodeno se curva para cima. Da interseção com os vasos mesentéricos superiores com a flexura duodenojejunal. Começa à esquerda de L3 e termina superior à L2, com +/- 5 cm. 
Superioriza-se à esquerda da aorta. Fica só um pouquinho À esquerda da linha mediana, fica quase anteriormente À aorta (que segue mais a linha mediana).
Essa porção sobe e se curva anteriormente. Essa curvatura, flexura duodenojejunal, anterior marca o final do duodeno e o início do jejuno. A união do duodeno com o jejuno é feita pela junção duodenojejunal. 
Existe um ligamento formado por um músculo que sustenta o duodeno ascendente com essa curvatura superoaterior, o ligamento de Treitz. É formado pelo músculo suspensor do duodeno. 
Obs.: Esse músculo tem muito tecido ligamentar infiltrado, não dá para diferenciar os dois com muita propriedade. 
Dizemos que esse músculo/ligamento está na parte ascendente do duodeno, mas também se liga ao fim do duodeno horizontal. 
Como o jejuno não é \u201cabraçado\u201d pelo ligamento de Treitz, ele se curva para frente e inicia um movimento descendente. 
Jejuno e Íleo:
Após o duodeno se curvar para frente (flexura duodenojejunal) surge o jejuno, na junção duodenojejunal. Segue ao quadrante superior esquerdo do abdome. O jejuno e o íleo são muito parecidos na anatomia. Tanto que não há nenhum tipo de junção jejunoileal. Um se transforma no outro de forma gradual, claro que eles apresentam características distintas histologicamente. Entretanto, não há um ponto que demarca a transição de jejuno para íleo. 
O jejuno-íleo