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manual cultivo de ostras 2005(b)

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do sexto mês de cultivo quando ela atinge o tamanho
comercial, de 8 cm de comprimento. Além do tamanho
comercial, as ostras deverão estar “gordas” e com o sabor
“adocicado”, características muito apreciadas entre os
consumidores mais exigentes.
Depois de colhidas, as ostras devem ser bem lava-
das, de preferência com jato de água forte (hidro-com-
Cultivo de ostras – 27
pressor ou moto-bomba) e escovadas para remoção de
toda lama e dos organismos incrustantes. Embora as os-
tras resistam muito bem fora d’água por até sete dias,
recomenda-se o transporte em caminhões ou pick-ups
isotérmicos (5 a 15° C) evitando a exposição direta ao
sol. Também podem ser acondicionadas em caixas
de isopor, com gelo cobrindo as ostras. Para se-
rem comercializadas em outros estados, as os-
tras devem ter certificado de inspeção sanitária
(SIF-Serviço de Inspeção Federal) emitido pelo
Serviço de Inspeção de Produto Animal (SER-
PA) do Ministério da Agricultura.
Manejo
A higiene é muito importante quando se lida com
ostras ou outro tipo de alimento. As regras básicas para
manuseá-los são:
ƒ manusear rapidamente
ƒ manter frio
ƒ manter limpo
As pessoas envolvidas no manejo das ostras devem
observar sempre:
ƒ Lavar as mãos antes e depois de cada interrupção
do trabalho, depois de usar o banheiro e depois de mexer
em materiais contaminados.
28 – Manuais BMLP de maricultura
ƒ Usar aventais limpos, botas e proteção para os
cabelos.
ƒ Manter as unhas curtas, limpas e sem esmalte.
ƒ Manter os cabelos limpos e presos.
ƒ Evitar o uso de objetos de adorno, como pulseiras,
anéis, aliança, relógios e colares.
ƒ Evitar atos não higiênicos como:
ƒ tossir sobre alimentos,
ƒ secar o suor com as mãos,
ƒ coçar a cabeça,
ƒ introduzir dedos na orelha, nariz e boca.
Transporte
O transporte das ostras para comercialização deve ser
feito rapidamente, se possível utilizando veículos com re-
frigeração. Deve-se evitar expô-las ao sol e procurar utili-
zar embalagens adequadas, se for o caso.
Cultivo de ostras – 29
7. Desenvolvimento de um
plano de negócio
O maricultor não precisa de um curso de administra-
ção para cuidar do seu negócio. Mas precisa saber quanto
gasta com seu cultivo para, no final do processo, quando
vender o produto, calcular o seu lucro.
Basicamente, deve anotar todas as despesas que tem
com o cultivo criando, por exemplo, um caderno de apon-
tamentos, guardando as notas fiscais.
Existem algumas despesas básicas que relacionamos
abaixo para lembrar:
Primeiro ano
MATERIAL QUANT.
VALOR
UNITÁRIO
EM REAIS
VALOR
TOTAL
EM REAIS
Bombonas plásticas 50 2,00 100,00
Lanternas 200 10,00 2.000,00
Corda nylon 22mm 120m 1,00 120,00
Corda nylon 6mm 600m 0,20 120,00
Poitas de cimento 250kg 2 20,00 40,00
Barco de 4,5m 1 1.200,00 1.200,00
Motor de 8 Hp 1 1.800,00 1.800,00
Sementes 200 mil 2.400,00
Raspadeira, caixa plástica,
luvas, sacos, malha, etc
– 50,00
TOTAL – 7.830,00
30 – Manuais BMLP de maricultura
DESCRIÇÃO QUANT./VALOR
Produção estimada aproxim. 6.000 dz
Preço médio por dúzia 3,50
Ganhos 21.000,00
Gastos 7.830,00
Lucro na safra 13.170,00
MATERIAL QUANT.
VALOR
UNITÁRIO
EM REAIS
VALOR
TOTAL
EM REAIS
Sementes 200 mil 2.400,00
Raspadeira, caixa plástica,
luvas, sacos, malha, etc
– 50,00
TOTAL – 2.450,00
DESCRIÇÃO QUANT./VALOR
Produção estimada aproxim. 6.000 dz
Preço médio por dúzia 3,50
Ganhos 21.000,00
Gastos 2.450,00
Lucro na 2a safra 18.550,00
Lembre-se que só dá uma safra a cada seis meses:
R$ 13.170,00 ÷ 6 = R$ 2.195,00 (lucro mensal)
Lembre-se que só dá uma safra a cada seis meses:
R$ 18.550,00 ÷ 6 = R$ 3.091,00 (lucro mensal)
Segundo ano
Embora este manual tenha procurado explicar deta-
lhadamente os vários passos de um cultivo, não deixe de
procurar ajuda técnica especializada. E boa sorte.

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