STF   Publicações temáticas   Extradição (2019)
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STF Publicações temáticas Extradição (2019)


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SUMÁRIO 
 
 
COMPETÊNCIA ........................................................................................................................... 3 
COMUTAÇÃO DE PENA \u2013 PENA DE MORTE ........................................................................... 9 
COMUTAÇÃO DE PENA \u2013 PRISÃO PERPÉTUA ...................................................................... 10 
COMUTAÇÃO DE PENA \u2013 TRABALHOS FORÇADOS ............................................................ 12 
CÔNJUGE E FILHO BRASILEIROS ......................................................................................... 13 
CONTROLE DE LEGALIDADE ................................................................................................. 15 
CRIME POLÍTICO ..................................................................................................................... 22 
DETRAÇÃO DA PENA ............................................................................................................... 26 
DILIGÊNCIAS ............................................................................................................................ 29 
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS........................................................................... 32 
DUPLA TIPICIDADE .................................................................................................................. 36 
DURAÇÃO MÍNIMA DA PENA ................................................................................................. 49 
ENTREGA DO EXTRADITANDO .............................................................................................. 51 
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE ............................................................................................... 57 
EXTRADIÇÃO ATIVA ............................................................................................................... 61 
INDICTMENT ............................................................................................................................. 63 
INSTRUÇÃO DO PEDIDO .......................................................................................................... 65 
INSTRUMENTOS DO CRIME .................................................................................................... 75 
INTERROGATÓRIO .................................................................................................................. 78 
JUÍZO DE EXCEÇÃO ................................................................................................................. 81 
MANDAT D´ARRÊT ................................................................................................................. 82 
NACIONALIDADE ..................................................................................................................... 83 
NON BIS IN IDEM ...................................................................................................................... 89 
NOVO PEDIDO ........................................................................................................................... 92 
PEDIDO DE REFÚGIO ............................................................................................................... 93 
PRAZO PARA FORMALIZAÇÃO DO PEDIDO ........................................................................ 95 
PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE............................................................................................. 97 
PRINCÍPIO DA PREVALÊNCIA DOS TRATADOS ................................................................ 101 
PRISÃO DO EXTRADITANDO ................................................................................................ 104 
PROCESSO OU CONDENAÇÃO NO BRASIL ......................................................................... 123 
PROMESSA DE RECIPROCIDADE ......................................................................................... 128 
QUESTÕES DIVERSAS ............................................................................................................ 132 
2 SUMÁRIO 
QUESTÕES PROCESSUAIS ..................................................................................................... 138 
REEXTRADIÇÃO ..................................................................................................................... 152 
REVELIA .................................................................................................................................. 153 
TRATADOS (APLICAÇÃO) ..................................................................................................... 154 
TRATADOS DE EXTRADIÇÃO (TEXTOS INTEGRAIS) ........................................................ 157 
 
COMPETÊNCIA 
 
 
 
"O Estatuto do Estrangeiro, ao dispor sobre os documentos que devem obrigatoriamente instruir o pedido 
extradicional, refere-se, entre eles, à cópia da decisão 'que decretar a prisão preventiva, proferida por 
juiz ou autoridade competente' (Lei nº 6.815/80, art. 80, "caput"; Tratado de Extradição Brasil/Suíça, 
Artigo VII). Em tema de direito extradicional não se pode impor ao Estado requerente, na definição da 
autoridade competente para ordenar a prisão cautelar de alguém, o modelo jurídico consagrado pelo 
sistema normativo vigente no Brasil, que \u2013 com a só exceção de algumas hipóteses taxativamente 
discriminadas em sede constitucional (CF/88, art. 5º, LXI, "in fine", e art. 136, § 3º, I) \u2013 atribui aos 
órgãos do Poder Judiciário (e a estes somente) a prerrogativa extraordinária de decretar a privação da 
liberdade individual." (Ext 1.407, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 15-12-2015, Segunda 
Turma, DJE de 22-2-2016.) 
"À semelhança do sistema normativo brasileiro (CP, art. 7º), os Estados Unidos da América também 
atribuem eficácia extraterritorial à sua legislação penal, tornando-a aplicável a fatos delituosos ocorridos 
fora do território americano, ainda que se trate de crimes praticados em espaços geográficos submetidos 
ao domínio de outras soberanias estrangeiras. A extraterritorialidade da lei penal não constitui fenômeno 
estranho aos diversos sistemas jurídicos existentes nos Estados nacionais, pois o direito comparado -- com 
apoio em princípios como o da nacionalidade ou da personalidade (ativa e/ou passiva), o da proteção, o da 
universalidade e o da representação (ou da bandeira) -- reconhece legítima a possibilidade de incidência, 
em territórios estrangeiros, do ordenamento penal de outros Estados. A Convenção Única de Nova York 
sobre Entorpecentes (1961), incorporada ao sistema de direito positivo interno do Brasil (Decreto 
54.216/1964), atribui competência internacional concorrente aos Estados nacionais em cujo território 
houver sido praticado qualquer dos fatos delituosos a que alude mencionada Convenção, o que legitima a 
formulação de pleito extradicional por parte de Estado que figure como porto de destino das substâncias 
entorpecentes e drogas afins objeto de operações criminosas, ainda que realizadas estas em territórios de 
outros países." (Ext 1.151, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 17-3-2011, Plenário, DJE de 19-5-
2011.) 
"Processo-crime. Competência. Extradição. Havendo notícia de prática delituosa voltada a introduzir 
tóxico no território do Governo requerente, incumbe ter como de boa origem o pedido de extradição." 
(Ext 1.051, rel. min. Marco Aurélio, julgamento em 21-5-2009, Plenário, DJE de 7-8-2009.) 
"Competência do estado israelense para o ajuizamento da extradição. Crime ocorrido em território 
reivindicado pela autoridade nacional palestina (Beitar Illit), porém ocupado por Israel. Princípio da 
extraterritorialidade da lei penal. (...) Competência do Estado requerente para o ajuizamento do pleito 
extradicional, seja porque o extraditando cometeu, em solo exclusivamente israelense, os mesmos crimes 
descritos no pedido inicial, seja porque o extraditando