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1213835 TCC FINALIZDO 2018 1046

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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER
REPENSANDO O ENSINO DA HISTÓRIA EM SALA DE AULA: UMA VISÃO HISTORICO - CRITÍCA DO ENSINO DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA
Trabalho de conclusão de curso, apresentado ao curso de Licenciatura em História do Centro Universitário Internacional UNINTER.
GUARAPUAVA
2018
REPENSANDO O ENSINO DA HISTÓRIA EM SALA DE AULA: UMA VISÃO HISTORICO - CRITÍCA DO ENSINO DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA	Comment by Usuário do Windows: O texto está bom, consistente e fundamentado. Parabéns pelo esforço! Porém antes da apresentação final revise tudo novamente texto, formatação e estude o artigo para sua apresentação final ser impecável. Você finalizou essa etapa, parabéns pelo objetivo atingido. Seu artigo foi aprovado pois atingiu aos critérios estabelecidos pela instituição. Entre em contato com o seu polo para finalizar o processo! Não vamos mais nos comunicar boa sorte na vida! Esse foi nosso último encontro acadêmico!
 SANTOS, Rodrigues Rogério1. 
 R.U 1213835.
 Professor (a) Orientador (a)². 
RESUMO	Comment by Usuário do Windows: Ok.
Este artigo tem como objetivo analisar, de forma sucinta, a Pedagogia Tradicional, Escolanovista, Tecnicista, Critico-Reprodutivista e Histórico-Crítica. Contém uma proposta concisa de expor o viés para o ensino das propostas pedagógicas. Tendo como objetivo defender a forma mais proveitosa de transmitir a disciplina de História: a linha da Pedagogia Histórico-Crítica; por envolver uma proposta dialética, contextualizada, que propõe mudanças sociais através do ensino. A metodologia que apliquei para o desenvolvimento deste trabalho foi à Pesquisa Bibliográfica. Com base nos escritos de autores como Saviani, Gasparin, Veiga, dentre outros. Analisei as tendências pedagógicas com o objetivo de fundamentar o valor da Pedagogia Histórico-Crítica no ensino e aprendizagem, sobretudo no ensino da disciplina de História. Tendo em vista que, apesar da Pedagogia Histórico-Crítica ser conhecida como um divisor de águas para o ensino no Brasil, pouco tem se praticado em sala de aula. Como resultado da minha pesquisa bibliográfica, mostrarei que às tendências pedagógicas anteriores à pedagogia Histórica-Crítica fracassaram em suas ideologias e motivações educacionais. 
Palavras Chaves: Pedagogia Histórico-Crítica. Educação. História.
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1 Aluno do Centro Universitário Internacional UNINTER. Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História). __ - 2019. (semestre e ano). 
2 Professor Orientador no Centro Universitário Internacional UNINTER. 
1 INTRODUÇÃO	Comment by Usuário do Windows: A introdução está boa!!!
A Pedagogia Histórico-Crítica nasceu como fruto de uma necessidade emergente nos setores de ensino, e, sem dúvida é um marco no sistema de educação brasileira. Porém, estamos diante de um contra senso: a existência de um clamor por parte dos profissionais da educação para saírem de modelos pedagógicos que não correspondiam à altura das reais necessidades educacionais, hoje, décadas após surgirem os ideais da Pedagogia Histórico-Crítica com Demerval Saviani. O currículo de muitas escolas e a práxis de muitos profissionais da educação, continuam baseados nos modelos Tradicionais, Tecnicistas, Escolanovista e Crítico-Reprodutivista. Ofertando um ensino conteudista, fragmentado, sem criticidade e desprovidos da dialógica e da socialização. Todo profissional da educação que tem o mínimo de coerência acadêmica sabe muito bem a importância de uma pedagogia em sua prática profissional. Diante disto, temos que sempre realizar uma autoavaliação para saber quais os efeitos estamos causando nos alunos. Para tanto, veremos a proposta pedagógica Tradicional, que é estruturada em conteúdos isolados, trabalhando o ensino de forma descontextualizada. Passaremos também pela pedagogia Escolanovista, que caracteriza-se por se preocupar com os melhores métodos, mas, sem criticidade. Já a forma de ensinar Tecnicista, torna o professor um técnico, sem da espaço ao aluno para criar, refletir, analisar e etc. Ainda, temos a Pedagogia Crítico-Reprodutivista que vê a educação como um aparelho ideológico. Iremos considerar a Pedagogia Histórico-Crítica, que dá vasão interdisciplinar e propõe que o professor trabalhe os conteúdos baseados na realidade social. Esta forma de ensinar é dialética: propõe aulas dialogadas, dá espaço para o aluno questionar, havendo uma interação muito benéfica entre professor e aluno, com a finalidade de promover mudanças sociais. 	Comment by Usuário do Windows: Revise por gentileza.
Com base em todo aprendizado que obtive, especialmente, trabalhando as disciplinas de Metodologias e Técnicas, pude lecionar a disciplina de História, dentro dos eixos da teoria e historiografia que a história que traz. Ou seja, sempre com o relacionamento entre o educador e o aluno como um pressuposto importante neste processo, para que seja impressa uma marca de ensino e aprendizagem de História além da lousa, decorebas, e livro didáticos. Onde se propõe um ensino da disciplina de História efetivo substancial, criticista e dialético. Iniciarei fazendo uma análise de forma sucinta sobre as principais pedagogias utilizadas no Brasil, e depois, demonstrarei o ensina da disciplina de História acontece em cada contexto pedagógico. E, finalmente, através das bases bibliográficas, estabeleci que a forma mais efetiva de lecionar o ensino de História está na linha Pedagógica Histórico-Crítica.
2 REPENSANDO O ENSINO DA HISTÓRIA EM SALA DE AULA: UMA VISÃO HISTORICO - CRÍTICA DO ENSINO DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Pedagogia Tradicional
A Pedagogia Tradicional teve o seu início, historicamente, em 1549, quando a Companhia de Jesus chegou ao Brasil e implantou o modelo Ratio Studiorum, que baseava-se em um documento que elencava o modelo e prática pedagógico que iria ser ensinado. Segundo Costa (2004;p.232), a educação baseada no Ratio Studiorum não podia ser destituída de uma visão evangélica; o intuito final era uma formação religiosa, se valendo da lógica educativa sendo rateada pelos cursos, pela didática, valores ensinados e rigor investido. Estes métodos eram usados como instrumentos para formarem homens a assumirem muitos serviços, e especialmente os voltados à evangelização. Entretanto, segundo Miranda (2009), o programa abarcava outras áreas:
(...) por outro lado, no fato de ele incluir além da filosofia e da teologia, o estudo sistemáticos das humanidades: Linguas e literatura, retórica, a história, o teatro... Este foi certamente o maior distintivo da proposta pedagógica da companhia de Jesus. (MIRANDA, 2009.p 27)
		Relatando sobre o empreendimento educacional dos jesuítas (Sangenis, 2004;p. 93), relata que, sem sombras de dúvidas, A Companhia de Jesus empreendeu aqui no Brasil de forma significativa e poderosa uma ampla obra missionária, se valendo de novas metodologias. Relata, ainda, que os Jesuítas souberam estabelecer uma hegemonia não apenas organizando ampla rede de escolas, mas, também em projetos pedagógicos detalhadamente planejados e uniformes. O Ensino baseado na pedagogia tradicional é um ensino que supervaloriza o professor, não dando margem para questionamentos dos alunos. Nesta teoria, o professor é uma espécie de ditador, onde o seu ensino passa a ser inquestionável (LIMA; ZANLORENZI; PINHEIRO, 2012; p.91). “É atribuído ao aluno um papel irrelevante na aquisição do conhecimento; a este aluno o que ele tem que fazer é simplesmente memorizar os conteúdos, os enunciados, as sínteses e os resumos... lembrando que, toda esta bagagem de conhecimento tem que ser recebida como verdades de forma alguma podem ser mudadas” (MIZUKAMI, 1986; p.11). Esta forma de ensinar,